De craque a 'âncora'? Com Rivaldo, Mogi Mirim está em queda livre

os números não são favoráveis em se tratando da gestão de Rivaldo como único mandatário do Sapão

Contra fatos, não existem argumentos. Com números, consegue-se realizar levantamentos. E os números não são favoráveis em se tratando da gestão de Rivaldo como único mandatário do Mogi Mirim.

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Mogi Mirim, SP, 27 (AFI) – Contra fatos, não existem argumentos. Com números, consegue-se realizar levantamentos. E os números não são favoráveis em se tratando da gestão de Rivaldo como único mandatário do Mogi Mirim.

0002048163109 imgRivaldo é a “âncora” do Mogi?

Em 2009, na primeira participação do Sapão da Mogiana no Paulistão sob a administração de Rivaldo, o time mogimiriano quase foi rebaixado. Escapou na última rodada, quando bateu o Noroeste, em Bauru, por 4 a 2.

A campanha da temporada foi a pior até agora com Rivaldo na presidência do clube. Em 19 jogos disputados, o Mogi conquistou 19 pontos, com cinco vitórias, quatro empates e 10 derrotas. O Sapo encerrou na 16ª colocação e com apenas 33,33% de aproveitamento.

Na temporada seguinte, em 2010, o clube teve uma melhora. Encerrou a primeira fase do Paulistão na 12ª colocação com 24 pontos somados. Foram sete vitórias, três empates e nove derrotas. Um aproveitamento de 42,10%.

Em 2011, a melhor campanha do Mogi no Paulistão até agora na gestão de Rivaldo: um aproveitamento de 43,85%. O clube terminou na 11ª colocação na primeira fase com 25 pontos e somou sete vitórias, quatro empates e oito derrotas.

Parceria salva
Nas duas temporadas seguintes, entre 2012 e 2013, quando existiu a parceria com a Energy Sport, de Hélio Vasone Junior, o Mogi conquistou marcas históricas no Paulistão.

Em 2012, sob o comando técnico de Guto Ferreira, o Sapo encerrou a primeira fase da elite do paulista na sexta colocação com 35 pontos somados. O time conquistou 10 vitórias, cinco empates e apenas quatro derrotas. Um aproveitamento de 61,40%. Nas quartas de final do Paulistão, o time mogimiriano foi eliminado pelo Santos, mas assegurou o título de campeão do Interior contra o Bragantino.

Na temporada seguinte, em 2013, foi ainda melhor. Comandado por Dado Cavalcanti, o Sapão da Mogiana fez a melhor campanha de sua história: chegou a semifinal do Paulistão.

Na primeira fase, o time fechou a etapa do estadual mais difícil do Brasil como vice-líder ao somar 39 pontos. Foram 12 vitórias, três empates e quatro derrotas. Um aproveitamento de 68,42%.

Nas quartas de final, o Mogi goleou o Botafogo, de Ribeirão Preto, por 6 a 0, mas acabou eliminado na semifinal para o Santos nas cobranças de penalidades máximas.

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Fim da parceria
Em 2014, após o rompimento da parceria com a Energy Sports, a campanha ruim do Mogi no Paulistão se repete. Em 11 jogos disputados, o Sapo assegurou apenas 12 pontos. Foram três vitórias, três empates e cinco derrotas. Um aproveitamento de apenas 36,40%.

Em todas as gestões de Rivaldo como único mandatário no clube, existiu sempre a demissão de treinador durante a campanha no Paulista. A última vítima foi Ailton Silva, que acabou afastado do cargo após a derrota para a Portuguesa, por 2 a 0.

Restando ainda enfrentar quatro adversários para encerrar a primeira fase do Paulistão – Santos, São Bernardo, Paulista e Ponte Preta -, o Mogi ainda corre risco de rebaixamento para a Série A-2 e está longe de alcançar os concorrentes em busca de garantir uma das vagas as quartas de final da competição.