Dava pra tocar o Brasileirão paralelamente à Copa das Confederações

Foi uma tolice os clubes ficarem parados durante um mês

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Qual a principal lição desta Copa das Confederações? Nem é a produção da Seleção Brasileira, evolução de alguns setores e aprovação pela Fifa do evento no Brasil, tanto que ela deu nota sete para a organização.

A principal lição extraída é que os Campeonatos Brasileiros das quatro divisões poderiam correr paralelamente com uma partida para cada clube durante a semana.

O futebol interno foi de uma monotonia irritante. Uma ou outra transferência de jogador, pequeno período de recesso que alguns clubes programaram a elencos, mini temporadas para outros, e assim vai se completando a agenda mensal dos clubes que ficaram sem a adicional receita de bilheteria.

Que mal teria o Fluminense ficar sem o atacante Fred e polivalente Jean neste mês de junho? Seria muito prejuízo para o clube carioca a ausência deles em quatro rodadas? Então que programassem excepcionalmente para ele dois jogos durante o período.

O mesmo se aplicaria a outros clubes que se julgassem afetados de certa forma com time desfalcado de ídolos.

No mais, o barco poderia correr normalmente, até porque os jogos da Copa das Confederações foram realizados no período da tarde, sem que provocasse conflito com a programação doméstica atribuída às quatro divisões.

Se eventualmente clubes da Série A do Campeonato Brasileiro chiassem caso fossem obrigados a jogar sem os jogadores cedidos à Seleção Brasileira, e aqueles das Séries B, C e D?

LIÇÃO

Estou convicto que esta foi a principal lição que os cartolas ‘mor’ do futebol devem absorver na hipótese de novos eventos seguidos da Seleção Brasileira.

Ficou claro que dá pra tocar o barco paralelamente às competições nacionais e a internacional.

De mais a mais, o interesse pela Copa das Confederações foi relativo. Viu-se em praças que a Seleção Brasileira esteve em campo dezenas de milhares de manifestantes nas cercanias dos estádios mais preocupados em participação de protesto contra a classe política. Logo, ignoraram a bola rolando.

Por aí dá pra se medir a temperatura qualquer que seja o resultado da partida deste domingo entre Brasil e Espanha. Vai ficar tudo como Dantes no quartel de Abrantes.