Daniel Alves desabafa sobre política no São Paulo e pede estabilidade

Jogador pede paz nos bastidores para que desempenho em campo não seja afetado na reta final do Brasileiro

Jogador pede paz nos bastidores para que desempenho em campo não seja afetado na reta final do Brasileiro

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São Paulo, SP, 29 – Daniel Alves chegou em agosto ao São Paulo, mas vem sentindo na pele a disputa política por poder no clube.

Após a vitória por 1 a 0 sobre o Vasco, que manteve a distância de quatro pontos para o sétimo colocado Corinthians no Campeonato Brasileiro, o jogador lamentou a guerra nos bastidores e disse que o elenco precisa de estabilidade para poder render.

“A sensação que tenho no São Paulo é de que existem vários partidos. Um clube com vários partidos é um problema porque não gera estabilidade. Nem todo mundo no São Paulo quer a mesma coisa. Nós queremos uma coisa, mas o entorno é muito pessimista”, desabafou.

“Quem está fora quer entrar e às vezes joga um pouco sujo, porque acredito que para um clube ter estabilidade todos precisam pensar no mesmo sentido. Cada um fazendo campanha para assumir o São Paulo e tentando derrubar os que estão à frente”, emendou.

Daniel Alves desabafa sobre política são-paulina - Rubens Chiri / saopaulofc.net

Daniel Alves desabafa sobre política são-paulina

METAS

O jogador ajudou o time a permanecer no G-6 do Brasileirão, que no momento garante vaga direta para a fase de grupos da Copa Libertadores do próximo ano.

Para Daniel Alves, seria importante que o clube tivesse uma calmaria no ambiente político para que isso não afetasse o rendimento dos atletas dentro de campo.

“A gente quer estabilidade dentro do clube para mudar essa história, essa negatividade que tem. Um clube grande como o São Paulo não pode estar esse tempo todo sem ganhar títulos, tem de aspirar coisas positivas, voltar a ser do tamanho da grandeza do São Paulo. Mas isso só vai acontecer se a gente tiver estabilidade, oportunidade de escrever uma história. Não é fácil para mim, nem para ninguém”, disse.

“Estava falando até com alguns companheiros. Em um ano, eles tiveram quatro treinadores. É impossível criar uma filosofia assim, uma identidade. Eu nunca vi ninguém fazer nada em quatro meses. É um processo que você tem de viver. E se você pagar o preço, você vai aspirar coisas. Se não consegue, vai ficar oscilando e o clube vai passar mais alguns anos sem conquistar nada”, continuou.