Curtas da semana de Eduardo Affonso
São Paulo, SP, 11, (AFI) – O articulista do Portal Futebol Interior, Eduardo Affonso, escreve em sua coluna semanal “Curtas da Semana” sobre a pressão que o presidente do São Paulo, Juvenal Juvêncio, tem recebido para demitir Muricy Ramalho. Eduardo escreve também sobre vários assuntos referentes as equipes que vão disputar o Brasileirão 2007 e fecha sua coluna escrevendo sobre a Portuguesa de Despoortos, que retornou à elite do futebol paulista. Confira abaixo!
Tem muita gente ligada diretamente ao presidente Juvenal Juvêncio contestando o trabalho do técnico Muricy Ramalho no comando tricolor.
E essa pressão aumentou consideravelmente após a eliminação da equipe de forma prematura na Libertadores. O próprio diretor de futebol, Leco, foi pouco preciso em suas declarações no estádio Olímpico a respeito da permanência de Muricy.
Eu não credito ao treinador total responsabilidade pelo fiasco. Ele comete erros que todos cometem, na mesma proporção que acerta. O problema é que o time do São Paulo teve um decréscimo de qualidade em relação ao ano passado.
Muricy anda sim mal humorado demais, talvez desgastado pelo tempo que está à frente da equipe. Quando o time ganha o comportamento é arredio, mas valorizando o grupo e o trabalho da comissão.
Mas quando perde, a culpa parece ser sempre da imprensa. As perguntas nunca agradam e são respondidas de forma ríspida. O que não tira os méritos do seu trabalho dentro de campo.
O que também vem pesando neste momento de maus resultados é o fato de Paulo Autuori estar à disposição no mercado. Este é um profissional que agrada aos descontentes.
As primeiras rodadas do Brasileiro vão definir o quanto o presidente pode sustentar o treinador no cargo. E a estréia é das piores, contra o bom Goiás e sem o apoio da torcida.
Em Porto Alegre, porém, Muricy é adorado pela parte colorada da cidade. Com todos os torcedores do Inter que conversei nestes 3 dias que lá estive, o treinador é unanimidade.
Muitos chegam a afirmar que embora Abel Braga tenha conquistado a Libertadores e o Mundial, isso só aconteceu porque Muricy deixou a equipe pronta.
Por falar na capital gaúcha, quando estava retornando a São Paulo, duas noticias me surpreenderam. A primeira, dando certa a venda de Lucas para o Liverpool por quase 10 milhões de euros. Caso aconteça mesmo, o tricolor gaúcho acertou na Mega Sena.
A outra me deixou preocupado: uma certa resistência ao trabalho de Gallo, que mal chegou ao Inter. O fato de Gallo ser muito ligado a Luxemburgo preocupa os gaúchos, principalmente em aspectos fora de campo.
Tanto que já corria uma história que o preparador físico do Inter, Manoel Faleiros, trazido por Gallo e indicado por Luxemburgo, teria colocado um parente para jogar no Inter B.
O comportamento da torcida do Grêmio foi fantástico. Primeiro, pela quase lotação total do Olímpico e depois pelo apoio incondicional durante os 90 minutos.Em São Paulo e no Rio não existe nenhuma torcida que tenha esse apetite de torcer. Ë um estilo argentino de apoiar a equipe.
Bayer de Munique, Olimpiakos da Grécia e um time da Espanha são os candidatos à contratação de Zé Roberto, porem o jogador quer ficar no Peixe pelo menos ate o final do ano.
A falta de um atacante esta deixando o técnico Caio Junior preocupado no Palmeiras. Dorival Junior, novo treinador do Cruzeiro, não quer liberar Rômulo.
Vai ser complicada a estréia do time no Brasileiro. Contra um Flamengo arrebentado pela eliminação na Libertadores.
Foi lindo ver o Canindé quase lotado no ultimo domingo, quando a Lusa, de forma merecida conquistou o titulo da Série A2 do Paulistão.
O torcedor rubro-verde saiu da toca e prestigiou a equipe, que agora entra com moral para a disputa do Brasileirao da serie B.
Mas gostaria de lembrar aqueles que querem fazer da atual diretoria a verdadeira responsável pelo acesso, que eles não fizeram mais que a obrigação, afinal de contas reparam aquilo de ruim que haviam cometido no ano passado.
Méritos para o técnico Wagner Benazzi, para os jogadores, para alguns abnegados e principalmente para a torcida que sofreu demais nos últimos anos.





































































































































