Curso para treinadores contou com participantes ilustres
São Paulo, SP, 02 (AFI) – Excelente. Foi desta maneira que os alunos qualificaram o XVIII Curso para Treinadores de Futebol, realizado pelo Sindicato dos Treinadores Profissionais de Futebol do Estado de São Paulo, presidido pelo ex-técnico Mário Travaglini. O Curso realizado de 25 a 29 de maio, no Salão Nobre da Sociedade Esportiva Palmeiras, contou com a presença de palestrantes ilustres.
Veja também:
Confira a lista dos técnicos mais bem pagos do Brasil
Quinta-feira, dia 28, no período matutino, no gramado nº 2 da Academia de Futebol do Palmeiras, houve aula prática, acompanhada com muito interesse pelos 165 alunos inscritos. Mário Travaglini (foto), presidente do Sindicato, mostrava-se entusiasmado com o desenvolvimento e desfecho do Curso.
“Eu estou muito feliz ao ver concluído mais um Curso e ter contribuído para que os participantes pudessem receber muitas informações. Contente porque notei um interesse muito grande de todos os inscritos. Houve a participação dos alunos, que ao final de cada palestra indagaram os palestrantes com perguntas inteligentes. E assim sendo me sinto estimulado a realizar novos cursos. Aliás, já estamos nos mobilizando para realizar um novo curso no mês de novembro deste ano”, adiantou Travaglini.
“Ainda garoto fui com o meu irmão fazer teste para ingressar nas categorias de base do Internacional, em Porto Alegre. Meu irmão só me acompanhou, não treinou. Ao final do teste meu irmão foi ao treinador que estava avaliando os garotos e perguntou como eu tinha me saído. O técnico disse simplesmente – ele está plenamente aprovado. Eu fiquei surpreso diante daquela afirmação positiva. Mas aquelas palavras me deram uma força muito grande para o resto da carreira”, garantiu Falcão.
O evento realizado no Palmeiras foi iniciado na noite do dia 25 com a palestra do ex-jogador e atual comentarista da Rede Globo de Televisão, Paulo Roberto Falcão. Ele fez uma explanação sobre a sua carreira de jogador, depois a passagem pela Seleção do Brasil, como treinador e até o momento atuando como comentarista.
Os trabalhos de terça-feira começaram às 08h30 com a palestra do jornalista Cléber Machado, da Rede Globo de Televisão. Ele desenvolveu o tema “Relação Imprensa Treinador”. Rememorou o início de sua carreira quando, ainda repórter, comparecia aos treinos dos principais clubes de São Paulo. “Naquela oportunidade não havia Assessor de Imprensa no clube. Nós chegávamos e conversávamos com qualquer jogador, com qualquer membro da comissão técnica ou dirigente, antes e depois dos treinamentos. A conversa era aberta, todos sentados no banco dos reservas ou em pé, na beira do gramado ou mesmo dentro das quatro linhas”, recordou.Lembrou que com o passar dos anos tudo foi se modificando. Adiantou que com a presença de inúmeros radialistas e jornalistas foi preciso organizar e disciplinar o trabalho. E hoje considera importante a presença do Assessor de Imprensa para facilitar o trabalho dos profissionais do clube como dos jornalistas e radialistas.
Estevam Soares, treinador do Barueri, foi o segundo palestrante do dia. Falou sobre “Preparação Tática e Palestra Motivacional”. Ficou mais centrado no aspecto motivacional porque sabia que outros treinadores falariam sobre a parte técnica-tática.Lembrou que o trabalho motivacional começou a partir do instante em que as equipes se tornaram niveladas na parte física, técnica e tática. “As equipes se equiparavam. E para tirar um pouco mais de cada atleta, os treinadores passaram a buscar meios para estimular os seus elencos. Foi então que começaram a mostrar filmes, vídeos, fotos, recortes de jornais aos jogadores na véspera de jogos ou mesmo nos dias das partidas”, exemplificou Estevam.
Arbitragem é um tema sempre polêmico. E assim sendo, o ex-árbitro e hoje instrutor de arbitragem da FIFA, Emídio Marques de Mesquita falou sobre as Regras do Jogo. Fez uma análise geral das 17 regras. Contou que todos que ali estavam precisavam ler o livro de Regras, ter um conhecimento mais profundo das “leis do jogo” para poderem tirar proveito delas durante a partida. Na sua exposição fez referência ao tiro de início e de reinício do jogo. Comentou sobre o tiro de canto, tiro livre direito e tiro livre indireto. Falou da bola em jogo, bola fora de jogo, do jogo brusco, jogo brusco grave, jogo violento e obstrução. Não deixou escapar o carrinho, o tiro da marca do pênalti, o tiro de meta e o arremesso lateral.Os trabalhos de terça-feira foram concluídos com a palestra de Marco Aurélio Klein, da Federação Paulista de Futebol. O tema desenvolvido foi “Gerenciamento Esportivo”.
“O Futebol é uma Paixão Planetária. Vários fatores contribuíram e ainda continuam valendo para que isso ocorra. Primeiro, o futebol é formado por regras simples. Segundo, há poucas mudanças. Terceiro, não há necessidade de nenhum equipamento especial e é extremamente democrático. Quarto, o resultado de cada partida é sempre imprevisível. Nem sempre a gente vê uma equipe superior vencendo uma partida. Por vezes uma mais aguerrida conquista a vitória”, acentua Klein.
A quarta-feira começou com a participação do professor José Roberto Portella que abordou o tema “Preparação Física na Pré e Inter Temporada”. A sua exposição foi iniciada com uma minuciosa explicação sobre alongamento e preparação muscular.
“O trabalho de preparação física vai muito de quem está orientando o grupo. Primeiro, é importante analisar a temperatura do dia. Se está calor não há necessidade de um aquecimento intenso. Todavia nos dias mais frios, o trabalho de aquecimento deve ser mais longo e muito cuidadoso. O objetivo do aquecimento é aumentar a temperatura do corpo. Com o corpo bem aquecido há uma melhora acentuada da coordenação motora e oxigenação muscular e por conseguinte, o atleta está prevenido contra lesões”, alertou Portella.
O técnico Osvaldo Alvarez (Vadão) tinha como tema Esquemas Táticos. Mas em conversa com Mário Travaglini, presidente do Sindicato dos Treinadores, decidiu troca-lo e falou sobre “Categorias de Base – Formação de Atletas”.
Iniciou a sua exposição com uma pergunta: “Devemos saber o que o clube quer primeiro, Formar jogadores ou conquistar resultados? No meu entendimento, as categorias de base deveriam servir para formar os atletas. Treinar fundamentos e ter um excelente trabalho emocional. Os meninos deveriam primeiro aprender a ter postura, cabeça erguida, tronco erguido, saber correr além de aprender e desenvolver os fundamentos como chutes, passes, cruzamentos, etc.” começou argumentando, desenvolvendo com grande habilidade.
No período matinal, na quinta-feira, os alunos do XVIII Curso para Treinador de Futebol foram a Academia de Futebol do Palmeiras (CT no bairro da Barra Funda) para observarem uma aula prática. Lá, todos puderam acompanhar um trabalho técnico realizado pelos treinadores das equipes de base do Palmeiras. Os treinadores do Palmeiras primeiro explicavam o que seria feito e em seguida executavam o treinamento com os atletas juniores.
No período da tarde estava programada um nova aula prática no Centro de Concentração e Treinamento do São Paulo (CCT do São Paulo). Todavia em razão das fortes chuvas o trabalho não se efetivou e todos os alunos foram levados para o Museu do Futebol, no estádio Paulo Machado de Carvalho (Pacaembu).
Os trabalhos de sexta-feira começaram bastante empolgantes e envolventes com a palestra do professor e Consultor Esportivo, Antonio Carlos Gomes. “Periodização do Futebol – Alto Nível” foi o tema desenvolvido. Durante oito anos o Professor Antonio Carlos foi Diretor Científico do Clube Atlético Paranaense. Mais recentemente Antonio Carlos Gomes fez o plano de treinamento para a atleta paranaense Natália Falavigna, que na Olimpíada de Pequim, na modalidade taekwondo, conquistou a medalha de bronze para o Brasil.
E concluindo os trabalhos do XVIII Curso para Treinadores de Futebol, o ex-jogador e atual Coordenador Técnico, Toninho Cecílio, da Sociedade Esportiva Palmeiras, fez uma apresentação sobre o seu trabalho. Mostrou o organograma do Departamento de Futebol do Palmeiras. Nesse quadro o Coordenador está ligado ao vice-presidente de futebol, aos diretores de futebol, ao elenco, ao treinador e a Imprensa. É de sua competência realizar o planejamento estratégico para as viagens e os jogos. Mostrou também uma planilha que criou com os nomes de jogadores que podem reforçar o elenco. Jogadores que se transferiram para o exterior, mas que um dia poderão retornar ao futebol brasileiro.
“O nosso relacionamento com o treinador é o melhor possível. Conversamos bastante com ele. Trocamos idéias, procuramos facilitar o trabalho da Comissão Técnica sempre visando um ótimo rendimento do elenco”, relatou Toninho Cecílio.





































































































































