Curado do Covid-19, técnico desce a lenha no ex-ministro Luiz Henrique Mandetta

René Simões ainda ironizou o que ele chamou de "terrorismo" ao deixar de lado os outros problemas brasileiros

René Simões ainda ironizou o que ele chamou de "terrorismo" ao deixar de lado os outros problemas brasileiros

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São Paulo, SP, 17 (AFI) – René Simões é um dos poucos profissionais da bola no Brasil que não tem medo de cara feia e, principalmente, tem opinião. Curado do Covid-19, o experiente treinador não poupou críticas a Luiz Henrique Mandetta, ex-Ministro da Saúde no Governo de Jair Bolsonaro.

“Escuto há um mês o Mandetta, ministro da Saúde, falando que na próxima semana será o caos no país. Mas não chega nunca isso. Estou esperando. Agora já começam a falar em junho ou julho. Eu tenho uma rede de seis restaurantes. Tenho mais de 200 funcionários. São pessoas que tem dependentes, que tem necessidades. Elas não terem dinheiro gera um impacto financeiro grande. Como elas ficam?”, disse ele à Rádio Grenal.

Quem tem boca... (Foto: Tiago Ferreira)

Quem tem boca… (Foto: Tiago Ferreira)

René Simões ainda ironizou o que ele chamou de “terrorismo” ao deixar de lado os outros problemas brasileiros e focar apenas na pandemia do novo coronavírus.

“Terminaram os outros problemas de saúde? O crime acabou? As milícias? O tráfico? Falavam que seria uma simples gripe no início e agora os mesmos estão fazendo terrorismo (…) Estão fazendo esse caos e projetando o pior, mas isso nunca chega nunca. Estou vendo um problema muito maior depois, que é a falta de trabalho, de dinheiro, a fome”, cornetou.

CURADO!
No início da semana, René Simões contou que estava curado do Covid-19. Ele passou os 14 dias da quarentena confinado em seu quarto, em sua casa no Rio de Janeiro, onde sofreu com dores, receios e hoje lembra com alívio tudo que passou.

“Eu tomo todos os cuidados. Não vejo meus sogros há 40 dias para preservá-los. Protejo a minha esposa que teve câncer. Mas aqui no Rio, fecharam só a praia, pois as pessoas estão nas ruas. Algum atleta pegou coronavírus e baixou no hospital? Não. Nenhum baixou. Não baixaram porque são saudáveis. Eu peguei e agora tenho anticorpos. Se eu pegar de novo, o vírus é que morre”, finalizou.

O treinador tem um longa carreira no futebol. Entre várias equipes, o carioca de 67 anos dirigiu Portuguesa, Fluminense, Coritiba, Bahia e Botafogo, além de ter comandado as seleções da Jamaica e Costa Rica. Seu último trabalho foi no Macaé, em 2017.

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