Cruzeiro x Real Garcilaso-PER - A primeira decisão da Liberta?

Time celeste precisa vencer por dois gols de diferença para se classificar

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Belo Horizonte, MG, 08 (AFI) – Com Mineirão abarrotado, o Cruzeiro tenta seguir vivo na disputa da Libertadores. Mais de 43 mil pessoas comprarão ingressos para ver se o time mineiro conseguirá derrotar o Real Garcilaso, do Peru, nesta quarta-feira, às 22 horas, no gigante da Pampulha, em Belo Horizonte, pela sexta rodada da fase de grupos e conseguirá avanças às oitavas.

Com sete pontos, em terceiro lugar no Grupo 5, o Cruzeiro precisa vencer por mais de dois gols de diferença para não depender de mais ninguém e confirmar a classificação. Caso isto aconteça, o time ultrapassará Defensor Sporting-URU ou Universidad de Chile-CHI, que se enfrentam no Uruguai, no mesmo horário.

Para cima?
O Cruzeiro terá um desfalque importante diante dos peruanos. O lateral Ceará está com cansaço muscular, ficou fora do treino recreativo desta terça, e sequer foi relacionado para a partida desta quarta-feira. Seu substituto será o garoto Mayke, de apenas 21 anos. Além de Ceará, o técnico Marcelo Oliveira não poderá contar com o lateral-esquerdo Samudio e o volante Nilton, que estão suspensos, e o atacante Borges, machucado.

“Todos os jogos são de gente grande, mas esse é muito importante. Acho que não importa a idade. Todos os torcedores, jogadores e a comissão técnica estão mostrando que confiam em mim. Tenho 41 jogos pelo Cruzeiro. Não vou falar que já sou experiente, mas me sinto preparado”, disse o jogador, nesta terça.

Complicou?
Sem chance de classificação, o Real Garcilaso enfrentou muitos perregues para chegar até Belo Horizonte. O elenco do time peruano demorou mais de 28 horas para viajar. O voo que traria a equipe ao Brasil foi adiado e eles tiveram que esperar onze horas no aeroporto antes de embarcar. Eles chegaram apenas na tarde desta terça-feira.

“Todo o sofrimento que vivemos lá, chegar para treinar e apagarem as luzes… Toda essa raiva que passamos lá, temos de transferir para dentro de campo, mas não em rivalidade, o que poderia nos prejudicar. Toda essa raiva, até o que passou com o Tinga, temos de colocar tudo em campo e transferir para o futebol”, completou o meia Julio Batista, rechaçando um provável espírito de vingança dos cruzeirenses.