Cruzeiro 2 x 1 São Paulo - Beleza é fundamental, Muricy!

partida 003 300Belo Horizonte, MG, 27 (AFI) – Como diria o poeta, a beleza é fundamental. No duelo entre o futebol bonito e o de resultados, a beleza saiu vencedora. Em casa, o Cruzeiro criou as melhores oportunidades de gol e venceu o São Paulo por 2 a 1, na noite desta quarta-feira, no Mineirão, em Belo Horizonte. Como conseqüência, os mineiros abriram vantagem nas quartas-de-final da Copa Libertadores da América.

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A vitória por 2 a 1 dá aos cruzeirenses a possibilidade de se classificar com um simples empate no Morumbi, dia 17 de junho. Enquanto isso, o São Paulo precisa de uma vitória por 1 a 0 para garantir a vaga nas semifinais. Caso o Cruzeiro marque gols, o Tricolor precisará de uma vitória por dois gols de diferença. Repetição do placar, a favor do São Paulo, levará a decisão para os pênaltis.

Domínio total!
Diante de pouco mais de 50 mil pessoas, o Cruzeiro não deu chance nenhuma ao São Paulo. Mesmo sem contar com Wagner, machucado, os mineiros contaram com grande partida de Kléber e participações precisas de Ramires. No primeiro tempo, o volante cobrou escanteio na cabeça de Leonardo Silva, que abriu o placar.
Na etapa final, Washington deu esperanças ao São Paulo, empatando a partida antes dos 15 minutos. Entretanto, Adilson colocou Zé Carlos em campo. Em sua estreia na Libertadores, o ex-atacante do Paulista deixou a sua marca e garantiu a vitória.
Clima quente!
Dono de um futebol mais solto, o Cruzeiro tomou a iniciativa da partida e pressionou o São Paulo nos primeiros minutos. Alternando entre os três zagueiros ou uma linha de quatro, o Tricolor catimbou no início da partida. O alvo principal era Kléber. Miranda e André Dias se alternaram na marcação do atacante. Irritado, Kléber deu uma pancada em Miranda e recebeu o cartão amarelo, logo aos 15 minutos.
Enquanto o atacante se enroscava com os zagueiros são-paulinos, os outros jogadores cruzeirenses buscavam o jogo. Thiago Ribeiro e Jonathan trouxeram velocidade pelos lados do campo, mas quem apareceu com perigo foi Gérson Magrão. Aos 20, o lateral avançou pelo meio e arriscou de pé direito. A bola tirou tinta da trave esquerda e assustou Denis.
A pressão exercida pela Raposa não intimidou o São Paulo. Hernanes e Jorge Wagner seguiram irreconhecíveis; os dois erraram passes de monte e travaram os ataques tricolores. A defesa esteve bem postada, enquanto Dagoberto tentou, na base da correria, trazer lucidez ao time visitante.
Mas, enquanto alguns jogadores tentaram apenas jogar futebol, outros entraram dispostos a arrumar encrenca. Dagoberto deu uma pegada violenta em Kléber e recebeu o amarelo. Como resposta, Fabrício acertou uma cotovelada no são-paulino e iniciou um empurra-empurra. Nisso, Richarlyson entrou forte em uma dividida com Jonathan e chutou o adversário no chão. Também recebeu a advertência do juiz.
Deficiência nas laterais!
Jogando com três zagueiros, o São Paulo mostrou dificuldade para marcar as investidas do Cruzeiro pelas laterais, principalmente pelo lado direito. Em uma destas jogadas, os mineiros quase abriram o placar, aos 34 minutos. Ramires arriscou do bico direito da grande área e Denis defendeu. A bola ainda bateu em André Dias e saiu para escanteio.
Na parte final do primeiro tempo, o Cruzeiro contou com a presença constante de Ramires no campo de ataque. O motorzinho do time celeste sumiu nos primeiros minutos, bem marcado por Jean, mas passou a se movimentar por todo o campo e arrumou alguns espaços.
Foi com estes espaços criados pelo camisa 8 que o Cruzeiro abriu o placar. Aos 44 minutos, Henrique invadiu a área e chutou cruzado, para boa defesa de Denis. Na cobrança de escanteio, Ramires pôs na cabeça de Leonardo Silva, que contou com a saída errada do goleiro são-paulino para abrir o placar.
Beleza sai vencedora!
Com a vantagem obtida no final do primeiro tempo, o Cruzeiro voltou mais cauteloso. Thiago Ribeiro sentiu uma lesão muscular e ficou nos vestiários. Em seu lugar, ao invés de lançar um atacante, o técnico Adilson Batista voltou com Athirson. O intuito era reforçar a marcação pelas laterais e melhorar a saída de bola.
A alteração não foi a melhor escolha. O Cruzeiro perdeu presença no campo ofensivo e trouxe o São Paulo para cima de si. Resultado: o empate. Aos 11 minutos, o Tricolor aproveitou a boa e velha bola aérea. Jorge Wagner cruzou da direita e Hernanes cabeceou. Fábio defendeu e, no rebote, Washington marcou, encerrando o jejum de sete partidas sem balançar as redes.
partida 006 250Percebendo o erro, Adilson fez o inverso: sacou o lateral Gérson Magrão e colocou Zé Carlos, que entrou pela primeira vez na Libertadores. A estrela do ex-atacante do Paulista brilhou logo em seu primeiro lance. Aos 20 minutos, Jonathan cruzou na medida para Zé Carlos, que, de primeira, chutou alto. A bola foi no meio do gol, mas saiu forte demais para Denis defender.
Novamente atrás no placar, o São Paulo não conseguiu mais se recuperar. Muricy Ramalho causou estranheza ao trocar a dupla de ataque. Com Borges e André Lima, o time perdeu movimentação e presença ofensiva. Tanto é que o único chute do Tricolor depois do gol de Washington foi dado por Eduardo Costa. O volante arriscou da entrada da área e Fábio espalmou para longe.
No final, o São Paulo foi todo para o ataque, em busca de um empate que garantiria alguma vantagem na segunda partida. No abafa, o Tricolor criou uma oportunidade perigosa aos 42 minutos. André Lima pegou sobra na grande área e bateu forte, no canto direito. Fábio, em grande fase, defendeu mais uma e garantiu a vitória mineira.
Ficha Técnica
Cruzeiro 2 x 1 São Paulo
Local: Estádio do Mineirão, em Belo Horizonte-MG
Árbitro: Carlos Chandía-CHI
Público: 52.906 pagantes
Renda: R$ 1.376.847,50
Cartões Amarelos: Kléber (Cruzeiro); Dagoberto, Richarlyson, Miranda e Zé Luís (São Paulo)
Gols: Leonardo Silva aos 45’/1T e Zé Carlos aos 20’/2T (Cruzeiro); Washington aos 11’/2T (São Paulo)
Cruzeiro
Fábio; Jonathan, Léo Fortunato, Leonardo Silva e Gerson Magrão (Zé Carlos); Fabrício, Henrique, Marquinhos Paraná e Ramires; Thiago Ribeiro (Athirson) e Kléber.
Técnico: Adilson Batista.
São Paulo
Denis; André Dias, Miranda e Richarlyson; Zé Luís, Eduardo Costa, Jean, Hernanes e Jorge Wagner; Dagoberto (Borges) e Washington (André Lima).
Técnico: Muricy Ramalho.