Crônica Fauzi Kanso: Quem é mais importante?
Campinas, SP, 25 (AFI) – Na semana retrasada mandei um e-mail para a sede da Traffic.
“Desejo marcar uma reunião com o J. Hawilla foto). 15 minutos são suficientes para tratar do assunto, caso ele possa me atender”, eu disse encerrando a mensagem. Esse e-mail foi passado na sexta-feira, dia 16, na parte da manhã.
No mesmo dia, no período da tarde, recebo da secretária do Hawilla a resposta com o seguinte teor:
“Segunda feira, dia 19, às 18 horas, se estiver bom para o senhor, o Sr. J. Hawilla vai recebê-lo.”
Claro que fiquei muito feliz por tamanha consideração e cortesia.
Atendimento vip
No dia e meia hora antes do horário marcado eu estava lá. Quando parei o carro o manobrista já sumiu com ele estacionamento privativo lá dentro. Na recepção uma linda moçoila com um sorriso de quem está de bem com a vida, me deu boas vindas e encaminhou-me para a sala de espera.
Nem bem tomei acento e já vi uma copeira, impecavelmente vestida, com uma bandeja de prata reluzente, oferecendo-me água gelada e café. Tão logo a copeira saiu chegou a secretária do Hawilla, saudando-me educadamente:
“O sr. Hawilla já vai atendê-lo”, disse.
Senti-me um Chefe de Estado.
Conversa longa
Nem bem apanhei o jornal Bom Dia, de São José do Rio Preto e que pertence à Traffic, assim como a Rede TV TEM, retransmissora da Rede Globo em Rio Preto, Bauru, Sorocaba e Itapetininga, ouço a voz do Hawilla:
“Fauzi Kanso, como vai meu amigo ?”
Depois de um abraço carinhoso e apresentar-me seu filho caçula, convidou-me para entrar em seu gabinete. E, que gabinete!
O encontro que estava agendado para 20 minutos, acredite, demorou uma hora e quinze minutos. Falamos do Guarani, Ituano, Votuporanguense, Palmeiras, Botafogo, Fluminense… em seguida, por um instante, percebi nele uma certa tristeza.
“O que foi, Hawilla ? Algo não está bem ?”, perguntei.
“Não é nada, não. Às vezes tem coisa que não sai como a gente quer,”ele disse.
“Eu tinha comprado o Paris St. German e, há pouco, recebi a informação que eles resolveram não mais vender o clube” disse num tom de quem realmente está triste.
Situação em Campinas
No dia seguinte em Campinas, logo cedo, de frente a uma choperia, encontrei-me com o Nã, figura por demais conhecida e querida de toda a cidade. Eu tenho grande estima pelo Nã, pessoa que conheço há mais de 40 anos.
“O Valter Paradella saiu da Rádio Bandeirantes e foi para a Rádio Brasil, você está sabendo ?”, me disse o Nã. Não, não estou, mas, vou conferir, embora não fosse necessário a confirmação porque o Nã merece muito crédito.
Passando de fronte à Rádio, aproveitei o horário, ainda cedo, e subi até o 5º. andar para ver o Valter.
“Fauzi, estou terminando um trabalho urgente e não posso atendê-lo. Volte às 11 e meia, fechado ?”, disse ele. Fechado, eu disse.
Quem sabe um dia…
No horário que ele determinou cheguei para duas perguntas, uma desnecessária (se era verdade que ele havia deixado a Bandeirantes) e a outra, era para saber o que o veterano locutor ia apresentar na Rádio Brasil. Afinal, meus leitores no FUTEBOL INTERIOR precisam estar informados.
Quando me viu chegando, ainda no corredor, ele bradou:
“Fauzi, não vai dar para conversar. Estou muito atarefado e, quem sabe um dia desses a gente senta para um café e conversamos, certo?”
Certo, Dr. Valter Roberto Paradella. Um dia a gente se cruza e ai, conversamos.





































































































































