Crônica Fauzi Kanso: José Arnaldo, muito obrigado.
Campinas, SP, 14 (AFI) – Alguns meses atrás, comprometido em colaborar com a Biblioteca Adir Gigliotti, procurei pelo amigo jornalista e radialista José Arnaldo, na Rádio Bandeirantes, ao qual expus as dificuldades e até a expectativa de morte da biblioteca em função do corte do único recurso da qual dispunha, uma “mixaria” que ajudava muito, mandada pela Prefeitura.
Mostrei ao amigo José Arnaldo, que me recebeu de forma fidalga, que a biblioteca está vivendo apenas com os parcos rendimentos da aposentadoria deixada pelo juiz, Dr. Adir Gigliotti à sua esposa, e com complementos da filha advogada que, muitas vezes, deixa de comprar coisas para o lar para não fechar tão importante biblioteca, segundo me consta, a maior de Campinas.
José Arnaldo, condoído com a situação me prometeu ajudar:
“Olha, Fauzi, vou procurar pelo deputado Guilherme Campos, que tem trânsito livre na Secretaria da Cultura, e pedir seu empenho e fazer voltar a verba que, por Justiça, a entidade merece.”
Dias depois a filha do Dr. Adir foi convocada para uma reunião com o Secretário que prometeu ajuda para regularizar a situação. Ficou nisso, até que novamente, talvez em função de uma matéria que publiquei em minha coluna no FUTEBOL INTERIOR, o assunto voltou à baila com reportagem publicada no Correio Popular, no dia 9 último. Esta ótima matéria teve a assinatura da jornalista Adriana Giachini.
No dia seguinte, no programa JORNAL GENTE, na Rádio Bandeirantes, e do qual José Arnaldo é o principal âncora, uma entrevista foi feita com o Deputado Guilherme Campos e, o brilhante José Arnaldo, com a memória reavivada com a matéria do Correio, lascou:
“Deputado Guilherme Campos, eu solicitei seu empenho para resolver uma situação crítica da Biblioteca fundada pelo Juiz de Direito, Dr. Adir Gigliotti, que teve sua pequena verba cortada pela Secretaria da Cultura. O seu empenho não surtiu efeito, deputado. Tudo continua na mesma, a ponto do Correio, na edição de ontem, publicar grande matéria falando até do encerramento da biblioteca. Deputado, estou sentindo que seu pedido não foi levado em conta, e ai, como é que ficamos ?”
O deputado Guilherme Campos que não esperava por tamanha “saia justa”, disse que outra vez procuraria pela Secretaria para ver o que está acontecendo.
Eu explico o que está acontecendo: Há dois anos, segundo informações da Secretaria da Cultura à Dra. Luciana, filha do Juiz, o Tribunal de Contas do Município não aprova a prestação de contas, ou coisa parecida da Biblioteca, porque nele tem uma nota fiscal de uns vinte reais, se tanto, sem data. Isto é, a nota de baixíssimo valor, no momento da emissão não foi datada.
ESSE É O CRIME: UMA NOTA FISCAL DE UNS 20 REAIS SEM DATA. SÓ POR ISSO A VERBA FOI CORTADA.
A Secretaria não diz publicamente o que houve e nem mesmo o que tem que ser feito para a Biblioteca sanar o problema. Para o bom entendedor, deixaram de aceitar um minúsculo erro, que não foi da Biblioteca, para cortar uma miserável verba que tanta falta faz.
É bom deixar claro ao leitor, embora este espaço seja para notas de futebol, que tenho autorização do meu Editor Écio Paiola, também condoído com a situação, para, escrevendo aqui, ajudar a biblioteca, talvez a maior de Campinas que também ajuda as bibliotecas municipais repassando livros em duplicidade, a sair dessa penúria.
Às vezes chego a acreditar que se tivesse procurado a Prefeitura para pedir instrumentos para uma escola de samba, eu já teria sido atendido. Também teria sido atendido se solicitasse qualquer coisa que, para os administradores, redundasse em votos ou comprometimento no próximo pleito eleitoral.
Não podemos e não devemos sair às ruas pedindo esmolas para manter tão importante instituição que empresta livros, oferece cursos, além de outras importantes atividades sem cobrar absolutamente nada daqueles que dela necessitam. O Governo têm, sim, obrigação de repassar o dinheiro que é um direito inalienável da Biblioteca.
Ao querido amigo jornalista radialista José Arnaldo, à sua companheira jornalista Zezé de Lima, ao diretor da Rádio Bandeirantes, jornalista Rodrigo Neves, e ao Dr. Artur Eugênio e Elcio Paiola, diretores do FUTEBOL INTEIOR, o convite para conhecerem a Biblioteca, e os agradecimentos de todos da Biblioteca Dr. Adir Gigliotti pela gentil contribuição da divulgação, e uma minha afirmação:
“Não existe nada pior que a humilhação de pedir e, mesmo rastejando, ser ignorado pelo órgão público responsável, embora a causa seja justa, justíssima”.
ESTOU DE LUTO !
No último dia 9, por conseqüência de um aneurisma, morreu meu amigo PIXOXÓ. Ele mesmo, o dono da funilaria e pintura mais antiga e mais famosa de Campinas. No próximo dia 9 de julho, PIXOXÓ completaria 77 anos. PIXOXÓ foi gente digna, dono de uma retidão de caráter e moral elevadíssima. Aos filhos Adilson e Kátia, e para a esposa, dona Dirce, meus eternos sentimentos.





































































































































