Crônica Fauzi Kanso: A festa do Boi Falô, em Barão Geraldo

Campinas SP, 17 AFI) – Na minha última coluna, onde procurei corrigir um erro do nome de uma pessoa, disse que a Festa do Boi Falô, depois que passou para os políticos tomarem conta, está um verdadeiro fiasco e correndo o risco de perder não só a tradição como também, a presença do público.

Pelo fato de várias pessoas terem me questionado, vou procurar, dentro do mínimo espaço desta coluna cujo objetivo é contar causos de futebol, relatar o que presenciei na última festa acontecida, como sempre, em Barão Geraldo, distrito onde o boi teria falado.

União trocada por políticos
Antes da presença política, a festa se realizava com a participação de pessoas ligadas à igreja, ao comércio e comerciantes do Ceasa, estes contribuindo com praticamente todos os ingredientes para a macarronada. Apenas o macarrão e o atum eram arrecadados nos estabelecimentos comerciais de Barão, assim como os pratos, copos e garfos de plásticos.

A enorme mesa, mais de cem metros, era montada na rua de fronte à igreja de Santa Isabel. Na verdade, eram táboas corridas sobre cavaletes improvisados de caixas vazias trazidas pelos comerciantes do Ceasa, principalmente pelo Nenê Martins. Lá pelas 10 horas a macarronada era servida a todos os presentes sentados juntos à enorme mesa. A quantidade era ilimitada. Comia-se quanto podia.

Depois que passou para as mãos dos políticos, a tradicionalíssima macarronada passou ser servida após as 12 horas, com mães com crianças, algumas chorando de fome. Também pessoas idosas sob sol escaldante, sofreram esperando numa fila enorme.

Sofrimento e um “X”
Na chegada à mesa de distribuição, a fila se afunilava em um corredor feito por cordas e, já no princípio, como num corredor de guerra, as pessoas, inclusive crianças, recebiam um “X” no pulso feito com uma caneta de marcar na cor vermelha. Este “X” indicava que tal pessoa já servida, não poderia mais retornar e repetir. “Só se sobrar”, ouvi uma atendente dizer.

A festa do Boi Falô deste ano foi ótima apenas para os bares vizinhos que venderam bastante água, refrigerantes, salgadinhos e sorvetes. Para as pessoas, ávidas por um prato de macarrão, a humilhação de um pulso marcado por um “X”.

ABRAÇOS EM PROFUSÃO
É sempre muito agradável retribuir com um abraço afetuoso todo o carinho que recebemos dos nossos leitores espalhados por Campinas, Brasil e em todo o Planeta. São pessoas que, sempre que podem, nos enviam mensagens de elogios, de críticas e até de correção. Se você, estando onde estiver, quiser mandar um alô, fique a vontade. Nosso e-mail é o que está grafado na coluna.

Manoel Antônio Rodrigues, de Campinas; José Célio de Andrade, advogado; Savério Palmieri, empresário; Luiz Galvão, advogado; João Marcos Fantinatti, escritor; Edson Curi, narrador esportivo de Ribeirão Preto; Roberto Ginefra, professor de Comunicação; Carlos Salvucci, gerente do Departamento Comercial da EPTV São Carlos. A todos, muitíssimo obrigado pelas manifestações.

Agradecimento
Abraços e agradecimentos também para: Amaury Rugno, Diretor da Escola Infantil Pinconzé, de Votuporanga-sp; João Abbas, que nos conta orgulhoso do nascimento do primeiro neto; Antônio Tabajara Dias, ex jogador de basquete, atualmente residindo em São Paulo; Dr. João Bosco, cirurgião cardíaco do Hospital Beneficência Portuguesa, em São Paulo; Juca Paes, ex-diretor da Federação Paulista.

Wanderley Cândido de Oliveira, que teve o cuidado de nos enviar uma linda crônica intitulada “Futebol de Rua”, do grande escritor Luiz Fernando Veríssimo, que não é parente do Osmar Veríssimo, empresário em Paulínia. O Wanderley, que conheci numa roda de grandes amigos e já ficou meu amigo também, confidenciou-me que o FUTEBOL INTERIOR é leitura obrigatória de quase 100% dos funcionários da UNICAMP. Quanta honra!

Padre Sílvio, pároco da Capela de Santa Luzia, em Votuporanga, me escreve dizendo ter observado que não ando falando da “nova equipe” do Guarani F.C.

– Santo Padre Sílvio, calma, é que estou mais para São Tomé, entendeu? Obrigado pela linda mensagem e que Deus o abençoe, também.

Muitos abraços
Abraços e agradecimentos aos leitores: Rui Rondan, que escreve dizendo ser fã incondicional do imortal Tião Carreiro; Marcos Antônio Fontes, de Fernandópolis-sp., escreve contando que foi atropelado por uma bicicleta mas que já está bem de saúde.

E pra finalizar, mandar um abraço afetuoso ao EGMAR MARÃO, que nos enviou fotos da Votuporanguense antiga, quando seu pai foi o presidente e pra contar do sucesso do biribol lá na santa terrinha. Aliás, o Egmar está bravo porque não escrevi ainda sobre o biribol. Escrevi sim, Egmar, só que publicado no FUTEBOL INTERIOR, o maior portal de futebol do Brasil. Ai em Votuporanga, no Diário de Votuporanga, só escrevo coisas locais e, como o assunto biribol era interessante fiz sua publicação no Portal do FI para o Brasil todo tomar conhecimento, entendeu?

Elcio Paiola, meu querido Editor. Já há tempos eu estava com vontade louca de agradecer algumas pessoas que nos escrevem para manifestar e desejar bons fluidos. Hoje, creia, não resisti e fiz uma coluna, diria, bem pessoal. Não ache ruim, não. Na próxima prometo grandes revelações. Boa semana para todos nós: eu, você e os leitores.