Croata Zlatko Dalic virou treinador da seleção por 'emergência' em 2017
O treinador vem construindo a campanha mais importante da história do futebol croata
O treinador vem construindo a campanha mais importante da história do futebol croata
Campinas, SP, 15 (AFI) – O técnico da Croácia, Zlatko Dalic, tem um contrato com a Federação Croata de R$ 2,4 milhões por ano. Por mês, R$ 200 mil. Isso representa mais ou menos sete vezes menos do que ganha o seu rival, Didier Deschamps, que tem rendimento anual de R$ 16 milhões (ou R$ 1,3 milhão por mês). Dalic não tem trabalhos expressivos no currículo e foi escolhido como treinador emergencial que deu certo.
A trajetória do croata de 51 anos já se transformou em uma espécie de conto de fadas dos treinadores mundiais. O presidente da federação, Davor Suker, demitiu o técnico Ante Cacic por causa da má fase da seleção nas Eliminatórias. Para o seu lugar, chamou Dalic, que seguia fazendo bom trabalho no Al Ain, já tinha sido auxiliar da seleção de base da Croácia e estava dando sopa por Zagreb.

O trato era o seguinte: ele comandaria os croatas no jogo contra a Ucrânia, no dia 9. Caso a seleção fosse eliminada, o interino voltaria ao seu trabalho. Vida que segue. Em caso de conseguir o milagre da vaga na repescagem, Dalic teria mais dois jogos. O treinador falou com os jogadores pela primeira no aeroporto, dois dias antes do jogo. A Croácia venceu a Ucrânia, foi à repescagem e conseguiu a vaga na Copa. O interino estava efetivado.
Foram apenas duas datas Fifa e quatro ou cinco treinos até a preparação dos dias que antecederam o Mundial. Hoje, é finalista.
Dalic era volante do Hadjuk Split e foi emprestado ao Varteks, clube onde encerrou a carreira como jogador para se tornar assistente técnico de Miroslav Blazevic, técnico na Copa de 1998. Depois de cinco anos trabalhando na Croácia e na Albânia, Dalic passou a maior parte de sua carreira no Oriente Médio. Seu último clube antes da seleção foi o Al-Ain, dos Emirados Árabes.
Ele tem um estilo diferenciado, mais espontâneo e distante das amarras dos cursos de media training dos outros treinadores. “Nosso resultado é um milagre. Daqui a três meses vamos jogar contra a Espanha e Inglaterra pela Liga das Nações e não temos um estádio apropriado para jogar”, chiou.
E aproveitou para reclamar do preconceito dos clubes europeus em relação aos técnicos croatas. “Nós não somos respeitados na Europa. Temos grandes técnicos croatas e eles são subestimados. Eu comecei por baixo. Me dê o Barcelona ou Real Madrid e eu vou ganhar títulos”, prometeu o finalista da Copa da Rússia.





































































































































