Crise no Atlético-MG: salários pagos, mas dívida preocupa
Salários atrasados são pagos, mas parte do elenco e torcida seguem pressionando o clube.
Atlético-MG quita salários atrasados, mas ainda enfrenta pendências financeiras e protestos.
Belo Horizonte, MG, 23 (AFI) – O Atlético-MG quitou nesta quarta-feira os salários atrasados e direitos de imagem referentes a julho, além das férias do elenco. Apesar disso, parte dos jogadores ainda aguarda o pagamento de luvas. O recurso para acertar as contas veio de Rubens Menin, sócio majoritário da SAF, mas os bastidores seguem agitados com cobranças internas e protestos da torcida.
Antes do treino na Arena MRV, dirigentes do clube e Menin se reuniram com o elenco para “acertar os ponteiros” e tentar amenizar a pressão. O clima esquentou após Rony acionar a Justiça por atrasos em FGTS, luvas e imagem, desistindo da rescisão após conversa com a diretoria e garantia dos pagamentos. Outros atletas, como Guilherme Arana, Gustavo Scarpa e Igor Gomes, também notificaram o clube por pendências.
CRISE FINANCEIRA NO ATLÉTICO-MG
Na porta do CT, cerca de 50 torcedores marcaram presença exibindo faixas de repúdio à SAF. O elenco, incluindo nomes como Rony, Lyanco e Igor Gomes, chegou normalmente para o treino, mas não deixou de demonstrar insatisfação: alguns atletas protestaram simbolicamente ao “colocar o bolso para fora”.
O Atlético-MG fechou 2024 com prejuízo de aproximadamente R$ 300 milhões e acumula dívida que pode superar R$ 2,3 bilhões. Segundo relatório financeiro divulgado em maio, o clube pode levar até 22 anos para quitar o montante, precisando de um novo aporte superior a R$ 500 milhões para equilibrar as contas. A diretoria busca investidores enquanto os acionistas avaliam injetar mais capital no caixa atleticano.
SAF, DÍVIDAS E PROTESTOS
Pendências com outros clubes e agentes por comissões de transferências também complicam o cenário. Rafael Menin, acionista da SAF, reconheceu atrasos recorrentes desde 2021 e destacou que o clube “luta para evitar acúmulo de dívidas”.
Para solucionar parte dos problemas, o Conselho Deliberativo foi convocado para votar a alteração da cláusula antidiluição. Se aprovada, a associação atleticana pode ter sua fatia na SAF reduzida para até 10% caso um novo investimento de ao menos R$ 200 milhões chegue via aumento de capital. Enquanto isso, o Galo encara o Atletico Bucaramanga pela Sul-Americana sob forte pressão interna e externa.





































































































































