CBF e STJD participam de ação conjunta para proteger jogos contra manipulação de resultados

Ações integradas buscam frear fraudes e proteger a integridade das competições.

Governo reforça ações para frear manipulação de resultados e aposta no trabalho conjunto das polícias.

CBF-Brasil-2025
Entidades brasileiras reforça combate a manipulação de jogos. (Foto: Rafael Ribeiro/CBF)

Brasília, DF, 3 (AFI) – O combate à manipulação de resultados ganhou força em Brasília, com um encontro que reuniu delegados das polícias Civil e Federal de todo país, além de representantes de empresas de integridade e do universo esportivo. O objetivo principal é unir forças e ampliar o conhecimento para identificar fraudes em apostas, problema que só aumentou nos últimos anos no futebol brasileiro e outros esportes.

Segundo o Secretário Nacional de Apostas Esportivas do Ministério do Esporte, Giovanni Rocco Neto, o grupo de trabalho formado por representantes dos ministérios do Esporte, Fazenda e Justiça, além da Polícia Federal, tem 180 dias para criar uma política nacional contra a manipulação de resultados.

CBF RafaelRibeiro
(Foto: Rafael Ribeiro/CBF)

Ele destaca que a falta de regulamentação e o surgimento de inúmeras casas de apostas ilegais dificultaram as investigações e favoreceram a atuação do crime organizado.

O evento marcou também a apresentação da plataforma Apita Cidadão, canal de denúncias para que qualquer pessoa possa contribuir com informações. Para Rocco, a manipulação é “um crime muito complexo” e requer ações integradas entre as forças policiais e órgãos federais.

COMBATE À MANIPULAÇÃO

As quadrilhas que atuam nas fraudes costumam migrar entre campeonatos estaduais, infiltrando-se principalmente em comissões técnicas, zagueiros e goleiros. O secretário avalia que é preciso tratar o tema com seriedade, pois envolve formação de quadrilha e exige inteligência policial. As casas de apostas são obrigadas a informar indícios de manipulação em até cinco dias à Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda.

O Brasileirão e outras competições nacionais vêm sendo alvos frequentes dessas fraudes, que também atingem esportes como vôlei e basquete. O sentimento de impunidade e a falta de informação entre atletas são apontados como fatores que facilitam as ações dos criminosos.

A orientação é clara: seguir carreira com integridade ou cair na conversa de aliciadores, cientes de que forçar, por exemplo, um cartão amarelo pode configurar crime e interferir diretamente nos resultados.

APOSTAS, INTEGRAÇÃO E O FUTURO

O monitoramento tecnológico já identifica movimentações suspeitas, inclusive em redes sociais e na dark web. Entidades esportivas, como CBF e STJD, também estão envolvidas no pacto por integridade e no fortalecimento dos fluxos de informação para evitar vazamentos e punir envolvidos.

Os fraudadores usam esquemas sofisticados, pulverizando apostas em milhares de casas pelo mundo e movimentando grandes volumes de dinheiro. O envolvimento de grupos internacionais e indícios de lavagem de dinheiro estão sob investigação, com atenção redobrada das autoridades.

O Brasil caminha para aderir à Convenção de Macolin, iniciativa da Comunidade Europeia, o que deve fortalecer ainda mais o combate global à manipulação, integrando o país a uma rede internacional de monitoramento e prevenção.

CARLO ANCELOTTI GARANTE HUGO SOUZA COMO TITULAR EM UM DOS AMISTOSOS DO BRASIL