Criciúma 1 x 1 Ponte Preta - De batalha em batalha, Macaca vai virando imortal!
O empate teve sabor de derrota para o Tigre, que apostava todas suas fichas no confronto direto para embalar
Em mais uma partida dramática, com requintes de crueldade, a Macaca arrancou um empate sofrido com o Criciúma, por 1 a 1, na noite deste domingo, no Estádio Heriberto Hülse, em Criciúma. O duelo marcou o fechamento da 32ª rodada do Brasileirão.
Campinas, SP, 03 (AFI) – A Ponte Preta, definitivamente, quer testar ao máximo o coração de seus torcedores. Em mais uma partida dramática, com requintes de crueldade, a Macaca arrancou um empate sofrido com o Criciúma, por 1 a 1, na noite deste domingo, no Estádio Heriberto Hülse, em Criciúma. O duelo marcou o fechamento da 32ª rodada do Campeonato Brasileiro.
O empate teve sabor de derrota para o Tigre, que apostava todas suas fichas neste confronto direto para embalar. Com este tropeço, o time catarinense estaciona na penúltima colocação, com 33 pontos. Faltando 18 pontos em disputa, está há três do Fluminense, o primeiro fora da degola.
Para a Macaca, porém, o resultado soou como uma vitória. Se não conseguiu o objetivo de deixar o Z4, nesta rodada, a Ponte diminuiu a distância para o Flu, para dois pontos, e ainda segurou o Tigre. Agora, a Macaca soma 34 pontos, na 18ª posição, e chega ao quarto jogo de invencibilidade no Brasileirão (duas vitórias e dois empates).

Macaca na pressão
No início do jogo, a Ponte Preta deu a impressão de que pressionaria a saída de bola do Criciúma. Tanto que até conseguiu criar uma boa chance aos dois minutos. O meia Adrianinho serviu o lateral Uendel, que emendou de fora da área. O goleiro Galatto precisou se esticar todo para espalmar.
Aos poucos, porém, o Tigre começou a impor seu jogo, apostando em jogadas de alta velocidade. Logo, ficou evidente que a semana livre para treinamentos beneficiou os catarinenses. Enquanto o adversário imprimia um ritmo intenso, os alvinegros chegavam atrasados em quase todas bolas.
Explorando muito os lados do campo, os donos da casa começaram a criar várias chances de perigo. A primeira grande oportunidade aconteceu aos 24 minutos. O lateral Marlon avançou com liberdade pela esquerda e alçou na área. Livre, o meia Ricardinho desviou fraco e facilitou a defesa do goleiro Roberto.

Gol era questão de tempo
A Macaca seguiu acuada, com muitas dificuldades para combater o futebol veloz do rival. Com a pressão cada vez maior, o gol parecia iminente. E ele quase saiu aos 32 minutos. Ricardinho cobrou falta da esquerda, Roberto saiu mal e Marlon completou na rede, pelo lado de fora.
No minuto seguinte, contudo, o domínio tricolor se traduziu em gol. O atacante Lins invadiu a área pela direita e soltou uma bomba, rasante, para Roberto espalmar com dificuldades. O problema é que a bola caiu nos pés de Ricardinho, que só completou para as redes.
A situação poderia ter ficado pior aos 42 minutos. Marlon escapou mais uma vez nas costas de Régis, invadiu a área e caiu após uma entrada do zagueiro Diego Sacoman. A torcida e os jogadores locais reclamaram muito, mas o árbitro Ricardo Marques Ribeiro nada marcou.

Segura, Macaca!
Na segunda etapa, a Ponte mudou sua postura e entrou com uma marcação mais ofensiva. O Criciúma, por sua vez, voltou mais sonolento, como se tivesse satisfeito com a vitória apertada. Apesar do domínio, os paulistas insistiram em demasia nas jogadas pelo lado esquerdo, já que Régis de novo não fazia grande atuação.
Quando utilizou o lado direita, a Macaca conseguiu chegar ao empate, aos nove minutos. Régis cruzou rasteiro, o atacante Rildo não alcançou e a zaga não cortou. Mas para azar dos catarinenses o atacante Leonardo apareceu livre, na segunda trave, e apenas completou.
O gol deixou o Tigre bastante nervoso e o jogo ficou dramático. O time da casa demorou a voltar à partida. Mais calma, a Ponte quase chegou à virada aos 22 minutos. Novamente Régis lançou Rildo, que escapou na ponta e cruzou para trás. Sem marcação, o meia Adrianinho bateu com a direita e mandou por cima do travessão.
Haja coração
Na base do abafa, Criciúma chegou perto de marcar por três vezes entre os 34 e os 35 minutos. Primeiro, o atacante Marcel aproveitou rebote de Roberto e mandou na trave esquerda do goleiro. Na sobra, Lins mandou no mesmo poste. No minuto seguinte, Lins cruzou da direita e Wellington Paulista, livre, cabeceou para fora.
Se estas três bolas não entraram é porque a noite, definitivamente, não era do Tigre. Os campineiros tentaram cadenciar, mas os donos da casa continuavam na pressão. Aos 42 minutos, Lins bateu cruzado e mandou perto do poste esquerda. A resposta veio aos 43. Uendel cobrou falta na área e Leonardo cabeceou com perigo. E terminou assim.
Próximos Jogos
No próximo domingo, às 19h30, o Criciúma volta a campo para enfrentar o rebaixado Náutico, no Estádio Heriberto Hülse, em Criciúma. Enquanto isso, a Ponte Preta jogará contra o Vitória, no mesmo dia, às 17 horas, no Estádio Moisés Lucarelli, em Campinas. Antes, porém, joga contra o Vélez Sarsfield-ARG, em Buenos Aires, pelas quartas-de-final da Copa Sul-Americana.





































































































































