CPI no futebol, mudança da Lei Pelé e apoio aos clubes são sugestões do eletrizante Cadeira Cativa
É preciso uma ação mais direta do Governo Federal sobre a CBF. E mudança urgente da Lei Pelé, que "matou" os clubes formadores, inclusive do Interior de São Paulo
É preciso uma ação mais direta do Governo Federal sobre a CBF. E mudança urgente da Lei Pelé, que "matou" os clubes formadores, inclusive do Interior de São Paulo
Limeira, SP, 14 (AFI) – A desastrosa participação da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2014 dominou os debates, desta segunda-feira, do programa “CADEIRA CATIVA” da Rede Família. E não faltaram sugestões para mudar o histórico do futebol brasileiro.
Com duas horas de duração, o “Cadeira Cativa” começa sempre às 19 horas e vai até às 21 horas no comando geral de Guina Paiva. Interagindo com os telespectadores a apresentadora Ana Cecília Pereira.
Além de Guina Paiva e Ana Cecília Pereira, tomam parte do time esportivo da Rede Família, o experiente jornalista Artur Eugênio Mathias (diretor do Portal Futebol Interior), o narrador Roger Willians e o repórter Nando Lopes.

CPI PARA O FUTEBOL
Sempre polêmico e contundente, o analista Artur Eugênio Mathias considera necessário uma série de CPIs para analisar tudo que acontece no futebol nacional.
“Os dirigentes estão viciados. O futebol paulista é comandando por Marco Polo Del Nero há dez anos na base de favorecimento da elite. O que a Alemanha fez foi justamente o contrário: incentivou a base, deu condições aos clubes e fortaleceu suas competições como espetáculos para as famílias”, explicou.
Eugênio ainda espera medidas mais firmes do Ministro dos Esportes Aldo Rebelo. Citou ainda que Franklin Martins, ex-ministro de comunicação, chamou a CBF de uma entidade sem “nenhuma transparência”.
“Torço para que o deputado federal Romário, candidato ao Senado, mantenha a sua postura firme contra estes dirigentes”, completou.
POSIÇÃO DO TÉCNICO
Convidado da noite, o técnico Márcio Araújo lembrou da falta de estrutura que têm os clubes, bem como os profissionais para se trabalhar.
“Está na hora do dirigente demitir por telefone, deixar de pagar e a gente treinar em campos repletos de buracos”. E completou dizendo que “o treinador hoje é dominado pelo medo, porque ele não sabe o momento que será mandado embora”.
E depois completou de forma irônica:
“Quando a gente trabalha num clube pequeno, o técnico mora perto da rodoviária para ir embora logo. Quando é time grande, ele (técnico) mora do lado do aeroporto”, exemplificou. E, por fim, completou:
“O treinador hoje é apenas motivacional, porque não pode cobrar quem não recebe os salários em dia. Por isso, faltam técnicos mais capacitados no Brasil, preocupados com a organização disciplinar, tática e técnica”, concluiu.
CONDIÇÃO FÍSICA E EDUCAÇÃO
Carlos Pacheco, preparador físico, lembrou que os clubes “infelizmente foram obrigados a abandonar o trabalho de base. É preciso ter profissionais capacitados, formados em educação física para trabalhar na base, que é o que vai dar condições dos jogadores crescerem no futuro.
Neste aspecto, Artur Eugênio Mathias lembrou da necessidade de se mudar a “Lei Pelé”, editado por um “bando de burocratas” no final da década de 90, que tirou a força e a razão dos clubes “investirem na base” e enriqueceram centenas de empresários e procuradores que não gastaram nenhum dinheiro para ficar milionários”.






































































































































