Coudet, com o seu Inter, ensina a treinadorzada como se faz futebol
Coudet, com o seu Inter, ensina a treinadorzada como se faz futebol
Coudet, com o seu Inter, ensina a treinadorzada como se faz futebol
Há treinadores de futebol que mentem descaradamente. Há outros que não assumem os seus próprios defeitos e transferem responsabilidade a terceiros.

Já o argentino Eduardo Coudet, 45 anos de idade, que assumiu o Inter portoalegrense nesta temporada, mostra à ‘treinadorzada’ brasileira o quão saudável é ser autêntico.
Mais que isso: ensina que a redescoberta da ofensividade traz a alegria ora perdida no futebol.
Em entrevista publicada pelo jornal Zero Hora de Porto Alegre (RS), nesta terça-feira, revelou que prefere vitória por 4 a 3 a 1 a 0. Isso pra explicar a filosofia eminentemente ofensiva, e destemor de eventualmente oferecer supostos espaços para o contra-ataque ao adversário.
GOLEADA
A prova de autencidade das propostas de Coudet pode ser conferida por ocasião do terceiro gol do Inter, na goleada por 3 a 0 sobre a Universidad Católica do Chile, na noite desta terça-feira no Estádio Beira Rio (RS), na abertura da fase de grupos da Libertadores.
O vídeo do lance do terceiro gol mostra que quando o volante Edmilson fez a jogada de fundo de campo pelo lado esquerdo de ataque, nada menos de que quatro jogadores do Inter acompanhavam a jogada para complementação.
Que raridade! Se é praxe clubes em vantagem no placar se preocuparem em administrar a vitória, o que se viu foram cinco jogadores colorados preocupando defensores chilenos.
Reflexo disso foi o aproveitamento de Marcos Guilherme, que empurrou a bola pra rede.
NOVE CHANCES
Placar de ‘quatro a três’ citado por Coudet foi apenas força de expressão.
Acreditem: o Inter criou nove reais oportunidades de gols, mas converteu apenas três, duas delas através do centroavante Paolo Guerreiro (uma em cobrança de falta) e Marcos Guilherme.
Thiago Galhardo duas vezes, outra vez Guerrero, Marcos Guilherme, Rodinei e Gustagol – uma vez cada – também desperdiçaram.
VERTICALIDADE
Pra essa treinadorzada que em nome de valorização de posse de bola não se preocupa com ‘lerdeza’ de seu time pra chegar ao ataque, Coudet ensina que transição rápida é primordial para se atingir o objetivo.
Evidente que o time do Inter conta com atletas mais qualificados pra trabalhar a bola, mas a receita é clara amostragem que rapidez torna-se indispensável contra adversários que se fecham.
LANÇAR GAROTO
Se no século XXI, marcado por insensibilidade das pessoas em geral, ainda adotam o discurso de receio de lançar garotos recém-saídos da base, Coudet avisou em alto e bom tom que não tem época para se promover quem tem qualidade.
Logo, pra provar que não tem medo de lançamento, colocou em campo o meio-campista Praxedes de 18 anos.
Reparo apenas por ter buscado no Corinthians o ‘grosso’ centroavante Gustagol, que nem no jogo aéreo – sua especialidade – tem convencido.





































































































































