Corinthians poderia ter evitado apreensão até metade do segundo tempo

Fosse Cilinho, treinador do Corinthians, Balbueno seria transformado em centroavante

Corinthians poderia ter evitado apreensão até metade do segundo tempo

O torcedor corintiano ficou pouco mais de 69 minutos apreensivo com a retranca dos venezuelanos do Deportivo Lara, até que o veterano Emerson Sheik acertou testada fulminante e marcou o gol que abriu caminho da vitória de sua equipe pela Libertadores, na noite desta quarta-feira, na Arena Itaquerão. O Corinthians ampliou com gol contra de Pernia: 2 a 0.

Esse é o típico jogo para se descartar detalhamento tático. Até depois que o Timão abriu a contagem foi ataque contra defesa.

Logo, sugiro aos parceiros que façamos reflexão de quem foi o treinador Otacílio Pires de Camargo, o Cilinho, anos luz à frente dessa treinadorzada da atualidade.

Embora reconheçamos a competência do treinador Fábio Carilli sobre arrumação de equipe, plano de jogo bem definido para o time do Corinthians, e êxito em suas empreitadas, falta aquele algo mais de Cilinho.

RETRANCA

Prevendo que o Deportivo Lara viria à Arena Corinthians com retranca estilo Milton Buzetto – quando treinava o Juventus na década de 70 -, viu-se claramente que Carilli ordenou ao seu time para trabalhar a bola paciente, preferencialmente no chão, a procura de brecha proporcionada pelo adversário para, aí, chegar ao gol.

Durante o primeiro tempo, a obediência da boleirada corintiana implicou em tabelas até a entrada da área adversária, e mesmo em jogadas de fundo de campo evitava-se bola alçada, até porque o Corinthians carece de meias e atacantes cabeceadores.

Aí, como no chão o Corinthians não obtinha êxito, passou a alçar bola e deu certo.

Sem afrontar à modernidade, é justo citar que Cilinho foi tão diferente que às vezes abusava de aventuras de quebrar a ‘cara’.

ZAGUEIRO CENTROAVANTE

Fosse Cilinho treinador do Corinthians contra o Deportivo Lara, certamente com 20 minutos do primeiro tempo já transformaria o zagueiro Balbuena em centroavante com bola rolando, e não apenas em lance de bola parada.

Ora, se os venezuelanos deixavam apenas um homem mais adiantado e se trancavam atrás, Cilinho se diferenciaria de Carilli e ordenaria aos seus jogadores que alçassem bola para o cabeceio do paraguaio, especialista nesse estilo.

Cilinho fez isso nas passagens por América de Rio Preto, Rio Branco de Americana, Ferroviária e Ponte Preta. Logo, com certeza repetiria a experiência bem sucedida.

Quem teve sabedoria de sugar conhecimentos de Cilinho na trajetória como treinador, de certo tem coisas diferentes para contar quando a circunstância convém.