Corinthians e Atlético-MG dominam a Seleção FI do Campeonato Brasileiro
Dentre os 11 melhores selecionados, apenas três não pertecem a Timão e Galo: o goleiro Alisson, do Internacional, e os atacantes Luan e Ricardo Oliveira, de Grêmio e Santos.
Confira os onze melhores do Brasileirão na seleção do Portal Futebol Interior
Campinas, SP, 07 (AFI) – Passados sete meses e 380 partidas chegou ao fim mais uma edição do Campeonato Brasileiro e, com ele, a oportunidade de montar a seleção dos melhores jogadores da competição. Como não poderia deixar passar em branco, o Portal Futebol Interior traz para você, leitor, os onze melhores do torneio e o que cada um fez para integrar a seleção.
Campeão e vice, Corinthians e Atlético-MG dominaram a seleção com quatro indicações cada entre os jogadores, além do técnico Tite. Enquanto o primeiro colocado teve sua principal força no meio de campo, com Jadson, Renato Augusto e Elias formando a base da equipe, o Galo emplacou seus ofensivos laterais Marcos Rocha e Douglas Santos, além do zagueiro Jemerson e do volante Rafael Carioca.
Também foram lembrados jogadores de outros times que brigaram na parte de cima da tabela. O goleiro Alisson, do Internacional, e os atacantes Luan, do Grêmio, e Ricardo Oliveira, do Santos, artilheiro do Brasil na temporada e do próprio Campeonato Brasileiro.

Goleiro: Alisson (Internacional)
Seguro durante toda a campanha, o goleiro do Inter conquistou não apenas a torcida colorada, mas chegou até à Seleção Brasileira. Suas boas atuações no Campeonato Brasileiro lhe renderam convocações do técnico Dunga, que o utilizou até mesmo no embate contra a Argentina, no Monumental de Nuñez, pelas Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo. Alisson se firmou como titular da meta do Inter e saiu como um dos grandes jogadores da campanha que não foi suficiente para alcançar uma vaga para a próxima edição da Copa Libertadores, mas deixou o time gaúcho na quinta colocação.
Lateral-direito: Marcos Rocha (Atlético-MG)
Um dos remanescentes da conquista da Libertadores, o lateral-direito Marcos Rocha manteve o bom nível de outras temporadas. Sempre ofensivo, o jogador mostrou bom entrosamento com peças fundamentais do esquema armado pelo técnico Levir Culpi como o centroavante Lucas Pratto, servindo como apoio na saída de bola, além de aparecer como opção para servir o argentino. Um time que tem como principal arma os cruzamentos e jogadas de linha de fundo, não poderia ser escalado sem um bom lateral e Marcos Rocha foi extremamente eficiente em sua posição mais uma vez.

Zagueiro: Gil (Corinthians)
Referência na zaga do Corinthians desde que chegou, Gil foi um dos principais responsáveis para que o campeão nacional terminasse com a defesa menos vazada da competição. Apelidado de “Gamarra Negro”, Gil consolidou-se como um dos melhores zagueiros do futebol brasileiro e vai se estabelecendo como um dos maiores defensores que o Corinthians já teve em sua história. Suas atuações seguras e regulares o levaram à Seleção Brasileira e parece que vai ser difícil tirarem o defensor de lá.
Zagueiro: Jémerson (Atlético-MG)
Uma das grandes revelações do Brasil na temporada, o zagueiro de apenas 23 anos entrou no time titular do Atlético-MG e não deixou a torcida sentir saudades de nomes consagrados que deixaram o time nas últimas temporadas como Réver e Otamendi. Seguro na bola aérea, com boa velocidade e posicionamento, Jemerson se mostrou o zagueiro ideal para formar dupla com o experiente Leonardo Silva. Além de ajudar defensivamente, era ainda mais uma forte peça na poderosa jogada de bola parada do Galo.É certamente um jogador que ainda vai dar muito o que falar no futuro.

Lateral-esquerdo: Douglas Santos (Atlético-MG)
Mais um jovem valor que surpreendeu e conseguiu se destacar como o melhor em sua posição no Campeonato Brasileiro. Revelado nas categorias de base do Náutico, o jogador passou rapidamente pelo futebol italiano, onde defendeu a Udinese, e voltou para o Brasil para reforçar o Atlético-MG. Aos 21 anos, o jogador é uma esperança da Seleção Olímpica para os Jogos do Rio de Janeiro em 2016 e vem mostrando um futebol de muita qualidade. Ofensivo, mas com capacidade de marcação, Douglas Santos assumiu a condição de titular e dominou a posição durante toda a competição, ajudando o Galo a terminar o campeonato na segunda colocação.
Volante: Rafael Carioca (Atlético-MG)
Contratado pelo Atlético-MG do Spartak de Moscou na metade de 2014, Rafael Carioca não demorou a assumir a titularidade no Galo e mostrou, neste ano, que o investimento do clube mineiro valeu a pena. O volante formou um meio-campo forte na marcação ao lado do ‘cão de guarda’ Leandro Donizete, Rafael Carioca e com qualidade. Esteve presente em 36 jogos da equipe no Brasileiro e foi essencial para dar qualidade na saída de bola da equipe alvinegra, tanto que foi o jogador que deu mais passes certos. Foram 2025 passes acertados, o único jogador a superar a barreira dos 2000.

Volante: Elias (Corinthians)
Remanescente do elenco de 2010 que bateu na trave na conquista do Brasileiro daquele ano – o volante se transferiu para o Atlético de Madrid em seguida – Elias evoluiu muito em relação à temporada anterior, voltou a ser o volante idolatrado pela Fiel pelas ótimas atuações com desarmes, passes e gols, determinantes para o título e pode, então, sorrir.
Meia: Renato Augusto (Corinthians)
Se tem uma característica que levou o meia corintiano a ser tão exaltado durante o campeonato e a ser escolhido para integrar esta seleção e todas as demais é a regularidade. Bem fisicamente, Renato Augusto deu adeus às lesões recorrentes nas temporadas anteriores que tanto atrapalharam o seu futebol e, então, conseguiu liderar o Corinthians na conquista da sexta taça de campeão Brasileiro. O meia, que apresentou futebol de alto nível desde o começo do torneio, foi responsável por balançar as redes cinco vezes e deu cinco assistências para os companheiros em 30 jogos.
Meia: Jadson (Corinthians)
Um dos principais nomes do campeão Corinthians, Jadson fez uma dupla com Renato Augusto que vai ficar na memória da torcida corintiana por muito tempo. Um meia de características raras no futebol brasileiro, que pensa o jogo e distribui a bola para os companheiros, o camisa 10 se destacou principalmente pelas assistência. Foram 12 passes para gol ao longo do Brasileirão, marca que o colocou na liderança deste quesito. Após a chegada ao clube alvinegro em 2014, na fatídica torça por Alexandre Pato, o ex-são paulino tem se destacado e mostrado desempenho muito bom e já caiu nas graças da torcida. O atleta sempre cita a importância do técnico Tite e o quanto cresceu de rendimento com o treinador nos últimos anos, se tornando um jogador mais tático e aplicado na marcação.

Atacante: Luan (Grêmio)
Uma das gratas surpresas da temporada, Luan é um dos exemplos de como o futebol pode mudar completamente a vida de uma pessoa. O atacante, que chegou a pensar em abandonar a carreira quando jogava disputou a Segundona – equivalente à quarta divisão paulista – pelo Tanabi, chamou a atenção do Grêmio pelas boas atuações na Copa São Paulo e pelo com a camisa do América de Rio Preto e pelo Catanduvense hoje já não é mais uma promessa e, sim uma realidade. O atacante, que também é um dos destaques da seleção olímpica, não desperdiçou a chance que teve no Grêmio e, com 10 gols marcados, se tornou o principal jogador do time gaúcho.
Atacante: Ricardo Oliveira (Santos)
Artilheiro do Brasil na temporada com 37 gols, o matador do Santos foi também o artilheiro do CampeonatoBrasileiro. Com 20 gols ao longo de 38 rodadas, o santista foi importantíssimo para a campanha do Peixe, que poderia ter alcançado uma vaga na Copa Libertadores de 2016, mas poupou titulares e caiu de rendimento na reta final. Aos 35 anos, Ricardo Oliveira mostrou não apenas que ainda pode render muito no futebol brasileiro, mas também a importância de um bom centroavante. Ao lado de jogadores jovens e de velocidade como Geuvânio, Gabriel e Marquinhos Gabriel, o artilheiro servia como referência em todos os sentidos da palavra e sempre estava o lugar certo para concluir em gol.

Técnico: Tite (Corinthians)
Se o conjunto campeão do Corinthians é tão exaltado pelos torcedores e imprensa, a harmonia e qualidade dele tem um responsável: Adenor, ou melhor, Tite. Campeão de tudo com o Alvinegro em 2011 e 2012, Tite deixou o Corinthians em 2013 e prometeu que iria voltar. O técnico não só cumpriu a promessa, como voltou melhor, com mais conhecimento, adquirido nos estágios que fez nos clubes europeus. Atualizado em relação aos conceitos do futebol moderno, Tite conduziu o Timão ao sexto título nacional com muita competência e, pode-se dizer, tranquilidade, em razão da conquista vir com três rodadas de antecedência.
O treinador conseguiu reerguer o moral do elenco após outra eliminação inesperada na Libertadores – desta vez para o modesto Guarani do Paraguai, com duas derrotas nas duas partidas das oitavas de final – e, mesmo após a saída de peças importantes do elenco, como o lateral-esquerdo Fábio Santos, do volante Petrus e dos badalados Émerson Sheik e Paolo Guerrero, soube unir o elenco e resgatar a confiança de alguns jogadores desacreditados, como aconteceu com Vágner Love.





































































































































