Corinthians acusa Feito Eventos da "calote" de quase R$ 1 mi em jogo contra Vitória na Arena Pantanal

nega que esteja devendo a quantia para o Timão, mas não quis entrar em detalhes sobre o assunto

Corinthians acusa a empresa Feito Eventos de ter dado um calote de R$ 750 mil referentes à compra do jogo entre o clube e o Vitória, que aconteceu na Arena Pantanal, em Cuiabá.

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São Paulo, SP, 19 (AFI) – Publicamente convivendo com problemas financeiros, o Corinthians ganhou mais um dor de cabeça, neste final de ano. O Timão acusa a empresa Feito Eventos de ter dado um calote de R$ 750 mil referentes à compra do jogo entre o clube e o Vitória, que aconteceu na Arena Pantanal, em Cuiabá.

De acordo com informações do clube alvinegro, ficou acordado que a empresa deveria pagar uma cota de R$ 1 milhão para comprar o duelo. Este dinheiro seria automaticamente depositado no fundo criado para o pagamento da Arena Corinthians. Toda arrecadação com bilheterias do clube alvinegro é repassada ao fundo.

O grande problema é que o público pagante na vitória do Corinthians sobre os baianos, por 2 a 1, foi pífio. Com apenas seis mil torcedores, a renda líquida foi de apenas R$ 371 mil. Por conta disso, dizem os dirigentes alvinegros, apenas R$ 250 mil do total de R$ 1 milhão foram pagos.

Arena Pantanal recebeu apenas 6 mil torcedores no jogo entre Corinthians e Vitória

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O proprietário da Feito Eventos, Fabiano Rodrigues, nega que esteja devendo a quantia para o Timão. Em entrevista ao Blog do Rodrigo Mattos, ele optou por não “entrar em detalhes” sobre o assunto. No entanto, garantiu que as arrecadações dos próximos eventos na Arena Pantanal não serão destinadas a pagar o time corintiano, já que envolve outros empresários.

A Feito Eventos organizará mais um jogo na Arena Pantanal. O primeiro será o clássico entre Santos e São Paulo, neste domingo. A expectativa é de que os 40 mil ingressos sejam vendidos. Até o final da tarde desta terça, mais de 20 mil bilhetes foram comercializados.

LEMBRE DELE?
Fabiano Rodrigues já foi alvo de acusações de calote em outra oportunidade. No Brasileirão de 2013, a Portuguesa e o consórcio que administra a Arena Castelão acusaram o empresário, que na época era dono da Xaxá Produções, de fugir com parte do confronto contra o Flamengo: R$ 810.950,00.

Por conta do episódio, foi registrado um Boletim dde Ocorrência (B.O.) em nome de cinco entidades cobrando o pagamento das quotas: Portuguesa (mandante da partida), a Federação Paulista de Futebol, a Federação Cearense de Futebol, o Hotel Iate Plaza e a Arena Castelão.

Mais tarde, o então presidente da Lusa, Manuel da Lupa, revelou ter recebido parte da cota adiantada. Foram pagos antecipadamente à Lusa R$ 563 mil de um total de R$ R$ 600 mil. Com isso, o “calote” do clube teria sido de apenas R$ 37 mil.

O problema são as outras quatro partes envolvidas, Federação Paulista, Federação Cearense, Hotel Iate Plaza e Arena Castelão. Elas cobram uma dívida total de R$ 140 mil, referentes ao aluguel da Arena Castelão, a alimentação para funcionários e policiais que trabalharam na partida e a taxa das federações.

A Xaxá Produções e a Arena Castelão apontaram a Portuguesa como responsável pelo calote de R$ 140 mil. Por outro lado a Federação Cearense abriu um inquérito policial, que ainda está em tramitação.