Copinha: Clube entra em campo com apenas nove jogadores
Itu, SP, 03 (AFI) – Guerreiro! Assim pode ser chamado o Baré Esporte Clube, do Estado de Roraima. Sem qualquer ajuda da Federação Roraimense de Futebol ou da Federação Paulista de Futebol, o bravo clube chegou ao seu jogo de estréia na Copa São Paulo de Futebol com apenas nove jogadores.
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“Vamos jogar para não ficar feio. Estamos desfalcados, mas temos que jogar”, disse Ramon Oliveira, de apenas 16 anos, que contou sua epopéia para poder atuar em Itu.
“Estou há dois dias sem dormir. Cheguei aqui às 15 horas e o jogo começou às 18 horas. Precisei pegar um avião de Roraima para Manaus e outro para São Paulo. Depois aluguei um táxi para chegar a Itu. Está difícil. Estamos com apenas nove jogadores”, contou o jogador.
Mas o xará Ramon Menezes revelou outra situação constrangedora para as Federações de Roraima e de São Paulo. Na verdade, o Baré foi alugado.
“Só ele (Ramon Oliveira) mesmo veio de Roraima e não treinou com a gente. A gente já estava aqui”, disse.
Contraste!
Enquanto isso, o futebol ainda permite o surgimento de clubes sem tradição e origem alguma, como o Desportivo Brasil, da Traffic. O clube foi criado para revelar jogadores. A Traffic, porém, já domina o futebol brasileiro.
Palmeiras e Ituano são dois de muitos clubes gerenciados pela empresa. O diretor de futebol do Ituano, o ex-jogador Galeano, esteve em Itu para observar alguns jogadores.
“Estrutura muito boa. Mas temos que fazer por merecer dentro de campo”, disse André Cabeça.
Mais do Baré:
O Baré foi fundado no dia 26 de outubro de 1946, por Aquilino da Mota Duarte (ex-membro do Atlético Roraima), o qual foi também o primeiro presidente do clube.
O clube já levantou as taças do Torneio Integração da Amazônia: 2 vezes (1983 e 1985), além do Campeonato Roraimense: 8 vezes (1982, 1984, 1986, 1988, 1996, 1997, 1999 e 2006).
Escudo
O escudo barelista é um losango irregular com o seu principal nome inscrito em letras vermelhas sobre um fundo branco.
Mascote
Seu mascote é o índio, figura típica da região. Por esta razão é chamado carinhosamente de Índio da Consolata (Consolata é um dos nomes da rua em que encontra-se sua sede), tendo ainda outros apelidos como Colorado da Consolata e O Mais Querido.





































































































































