Copa São Paulo: Time indígena ainda sonha em representar o Grêmio Osasco
A equipe chegou a Osasco no último dia 2 de Dezembro e esta hospedada no CT do clube osasquense
A equipe indígena de Belém de Solimões do Projeto "A realização de um sonho" aguarda uma definição da Federação Paulista para sua participação na Copa São Paulo 2015
São Paulo, SP, 15 (AFI) – A equipe indígena de Belém de Solimões do Projeto “A realização de um sonho” aguarda uma definição da Federação Paulista para sua participação na Copa São Paulo 2015 representando o Grêmio Osasco. O time esta sendo preparada pelo técnico Edú Lopes e o auxiliar Antônio Cordeiro Nascimento Júnior, o Pará.
A equipe chegou a Osasco no último dia 2 de Dezembro e esta hospedada no CT do clube osasquense. Ainda creditando na possibilidade de sua confirmação na competição, seguem treinando diariamente em dois períodos. Além dos treinamentos a equipe tem realizados algumas partidas preparatórias. Desta vez foi a vez de uma partida inusitada diante do União dos Operários que tem o velho Vampeta no comando.
Mas o time indígena queria mostrar ao chefe Mário Teixeira que não esta em São Paulo só para turismo. A equipe do velho Vamp formada por ex-atletas profissionais e amadores foi derrotada pelo placar de 4 a 1, enchendo de orgulho o Sr. Mário Teixeira.
“Estamos felizes por estar aqui, agradecemos essa oportunidade ao Sr. Mário, o Sr. Nézio, o professor Edú e o Pará. Estar realizando esta preparação e jogar com o Vampeta é um sonho, isso vai mudar a história em Belém de Solimões, temos que mostrar que queremos aproveitar todas as oportunidades, quem sabe algum de nossos jogadores fica por aqui”, afirmou Frank Bruno, meia-atacante autor de um dos gols.
Após a partida foi oferecido um churrasco por parte dos amigos do União dos Operários, que fizeram questão de homenagear a delegação indígena com uma medalha comemorativa pela visita a um dos mais tradicionais clubes amadores do Brasil.
Além da comissão técnica que já acompanha a equipe desde a saída de Belém de Solimões, o coordenador de Futebol Luiz Eduardo Cortillazzi, o “Luizão”, tem cuidado com carinho dos atletas, sendo responsável por toda logistica e estadia da delegação na cidade de Osasco.
O coordenador Luiz Eduardo Cortillazzi diz que já protocolou as fichas dos jogadores na Federação Paulista de Futebol e ainda aguarda resposta. O grande impasse são as documentações, pois o gerador de energia de Belém de Solimões funciona só uma vez por semana. O clube já gastou mais de R$ 300 mil com esse projeto.
ENTENDA
Em agosto, Antônio Cordeiro Nascimento Júnior e Edu Lopes foram para o Amazonas com 30 bolas e pares de chuteiras, afim de recrutar jovens promessas do futebol indígena para o Grêmio Osasco. Mas a ideia partiu de Mário Teixeira, dono do clube e diretor do Banco Bradesco.
No começo do ano, o banco instalou postos de atendimento na região norte do país, colocou até um barco de autoatendimento e Mário esteve presente. Na ocasião, o cartola viu algum garotos trocando passes em um campo improvisado, e resolveu explorar o potencial.
Junto com Pará e Edu Lopes, Mário Teixiera montou uma base no povoado de Belém de Solimões, em Tabatinga, onde convivem as tribos Ticuna e Cocama. Em pouco mais de um mês foram selecionados 28 jovens, em situações precárias, com idade a partir de 15 anos. Quatro meses depois, todos voltaram para São Paulo, junto ainda com Ercílio, índio que cumpre a função de tradutor e roupeiro.





































































































































