Copa Paulista: Portuguesa Santista faz parceria com João Telê, o "pior técnico do Brasil"

Responsável pelos rebaixamentos do Guaratinguetá será responsável por contratar jogadores à Briosa

Responsável pelos rebaixamentos do Guaratinguetá será responsável por contratar jogadores à Briosa

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Santos, SP, 25 (AFI) – O Guaratinguetá encerrou as suas atividades em 2017. Prejudicado pela péssima gestão de João Telê à frente do time nos dois últimos anos, o tradicional representante do Vale do Paraíba chegou, após seguidos rebaixamentos, ao Campeonato Brasileiro da Série D e à Segundona do Campeonato Paulista. Mesmo assim, o profissional seguirá no futebol. Nesta quinta-feira, a Portuguesa Santista aceitou a proposta de ter o doublê de dirigente e técnico no clube durante a Copa Paulista.

Em princípio, João Telê arcará apenas com as despesas da Briosa nesta competição e será responsável pela contratação de jogadores. Especula-se, porém, que ele também assuma o comando técnico do time, da mesma forma que fez no Lemense e depois no Guaratinguetá.

João Telê, o pior técnico do Brasil, comandará o futebol da Portuguesa Santista (Rodrigo Villalba/AFI)

João Telê, o pior técnico do Brasil, comandará o futebol da Portuguesa Santista (Rodrigo Villalba/AFI)

GENIOSO…
Conhecido por ser destemperado ao acusar arbitragens, cronistas esportivos, dirigentes e até a CBF após suas costumeiras derrotas, João Telê ficou taxado no ano passado como o pior técnico do Brasil.

Quem vê João Telê comandando seu time à beira dos gramados não tem dúvida tratar-se e uma figura ímpar, com certeza sem controle emocional. Ele grita, gesticula e discute com seus jogadores. Mas acha que está certo.

OS TROPEÇOS
Antes de comandar o Guaratinguetá, João Telê esteve na quarta e última divisão paulista comandando o Lemense. E também teve uma campanha vergonhosa, deixando o time na lanterna de seu grupo.

No Lemense, o pior técnico do Brasil realizou dez jogos e perdeu oito partidas. No time do Vale do Paraíba não foi diferente. No Campeonato Paulista ele caiu da Série A2 para a Série A3 e, posteriormente, para a Segunda Divisão (2016).

No Campeonato Brasileiro, ele pegou o time na Série C em 2015 e fazia péssima campanha. Mas o clube foi salvo por um acordo com o time ‘B’ do Atlético-PR e se livrou do rebaixamento. Não teve a mesma sorte em 2016, quando foi rebaixado para a Série D.

PÉSSIMOS NÚMEROS
Sob seu comando técnico, ele colecionou seus piores números em 2016 – ano passado. Pela Série A3 Paulista foram 8 derrotas, 7 empates e apenas quatro vitórias. Na Série C do Brasileiro a atuação dele e seu time foi um desastre: 16 derrotas, um empate e uma vitória. Conseguiu ser alvo de críticas e chacotas por onde passou.

Manthiqueira, que disputa a Segundona, usa o estádio municipal em Guaratinguetá

Manthiqueira, que disputa a Segundona, usa o estádio municipal em Guaratinguetá

DÍVIDA EM GUARATINGUETÁ
Tanto na temporada 2015 como 2016, João Telê foi impedido de atuar na cidade de Guaratinguetá. Antes mandava seu jogo no estádio municipal Dario Rodrigues Leite. Depois virou um time mambembe, atuando em várias cidades como Leme, Limeira e Osasco.

Mas sempre teve dificuldades por não ter um bom relacionamento com a administração da cidade, como também por questões comerciais. Entre aluguel do estádio e taxas ele deixou, na época, uma dívida para a prefeitura em torno de R$ 400 mil. Este débito teria sido herdado de Pedro Panzelli, ex-presidente do clube.

Ao final de 2014, Panzelli repassou o futebol a João Telê. “Desde então a história se resume a fracassos, derrotas e quebras de vínculos com a cidade” – disse na ocasião Leandro Oliveira, do Jornal Atos.