Copa FPF: Saiba o que está por trás da boa campanha do Guará

Prep Fisico 003 250Guaratinguetá, SP, 24 (AFI) – Com uma excelente campanha na Copa Federação Paulista de Futebol, quando lidera o Grupo 4, com 15 pontos, o Guaratinguetá se reforça, mas não é nenhum atacante de renome nacional e sim nos bastidores, pois o que poucos sabem, que para tudo isso acontecer é necessário um forte trabalho nos bastidores, de pessoas que não aparecem, quase não dão entrevistas, às vezes mal tem tempo para assistir uma partida.

No Portal Futebol Interior o torcedor saberá qual é o papel do supervisor de futebol cargo este ocupado há quatro temporadas pelo guaratinguetaense Israel Vieira (foto), profissional do setor financeiro que por acaso foi trabalhar com futebol e acabou se apaixonando pelo ofício. Segundo ele, é impossível imaginar trabalhando em algo que não seja o futebol.

Casado, pai de dois filhos (Pedro Paulo e João Paulo), o supervisor de futebol do Tricolor do Vale conta como é o seu trabalho nos bastidores do futebol. Confira abaixo tudo que disse o homem que comanda o Guará fora de campo.

Futebol Interior: Como surgiu a chance de trabalhar com futebol?
Israel Vieira:
Comecei meio por acaso, minha vida inteira profissionalmente foi na área financeira, trabalhei como gerente em vários bancos de Guaratinguetá, em 2004 tive a oportunidade de vir para o futebol através do então presidente Marinho. Me adaptei rapidamente ao trabalho e as funções, já que o cargo de supervisor de futebol é burocrático.

FI: O que faz o supervisor de futebol?
IV:
É um trabalho totalmente voltado para parte burocrática do futebol, como por exemplo, fazer um contrato de um jogador, trabalho também diretamente com a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) e as federações, principalmente a paulista. Trabalho também com a preparação dos jogos em que o Guará é mandante, faço o contato com a Policia Militar, segurança privada, estrutura médica (ambulância), até mesmo a contratação de gandulas, porteiros, tudo passa pelo supervisor, até mesmo a apuração da renda do jogo.

FI: É um trabalho estressante?
IV:
Não. É um trabalho gratificante. Depois que comecei a trabalhar com futebol fiquei apaixonado, a cada dia que passa essa paixão aumenta, hoje não consigo mais me ver fora do futebol.

FI: Quais as maiores dificuldades?
IV:
Sinceramente hoje não temos muitas dificuldades, já tivemos muitas no passado, mas o clube está estruturado, trabalho com total tranqüilidade, tudo acontece de forma organizada e isso facilita muito o meu trabalho.

FI: Como é ser responsável por registrar um atleta?
IV:
Com certeza a parte mais interessante, pois não depende só do meu trabalho e isso acaba virando um desafio, o mais gostoso é quando tudo da certo, você consegue o registro, nesse momento tenho a sensação do dever cumprido, antes disso é até um pouco angustiante a espera.

FI: Em dias de jogos no Dario Rodrigues Leite, você consegue assistir?
IV:
Não assisto como um torcedor normal, pelo cargo que ocupo em diversas oportunidades acontece do jogo estar pegando fogo, mas acabo tendo que sair para cumprir outros afazeres, mas tento assistir o máximo possível, já estou até acostumado com isso.

FI: Ver um jogador treinar, jogar, com toda documentação regularizada é sua maior gratificação?
IV:
Exatamente. É muito gratificante, ver que tudo está funcionando certinho, sem nenhum problema, atletas aptos na FPF, as coisas acontecendo de forma ordenada e quando obtenho o reconhecimento do meu trabalho é maravilhoso.

FI: Em quatro temporadas qual foi sua maior alegria?
IV:
Conquistar o título de Campeão Paulista do Interior foi fantástico! Não tem como descrever a emoção que senti naquela tarde em Bauru, foi um momento mágico, a consagração de um trabalho de todos nós. Guaratinguetá merecia muito aquele título e tenho certeza que conquistaremos outros, quero sentir essa emoção mais vezes.