Copa FPF: Nhô Quim muda diretoria, mas mentalidade é a mesma
Piracicaba, SP, 01 (AFI) – Com um semblante demonstrando perplexidade e se esforçando para manter a serenidade, José Carlos Fescina deu adeus ao XV de Piracicaba na manhã da última segunda-feira. Foi demitido pela diretoria quinzista numa decisão tomada ainda no domingo.
Questões salariais e também relacionadas à comissão técnica e reforços foram os principais motivos da dispensa. Na última segunda-feira, a diretoria anunciou Carlos Alberto Soave, o Betão, (ex-Foz do Iguaçu) para assumir o time.
“Fui pego de surpresa, assim como também vocês da imprensa. Aconteceu que o XV achou que talvez eu tenha exigido contrato, mas o clube não faz contrato com treinador. Mas era sentar à mesa e conversar”, explicou o treinador nesta manhã.
Fescina contou que tinha chamado um volante e um meia.
“Mandei vir um jogador (volante Dinho, ex-Noroeste) que eles (diretoria) não queriam ou não tinham condições de pagar. Mas esse atleta ganhava R$ 5 mil e estava vindo por R$ 1.400. Arrumei um outro meia (Kalu, ex-Santacruzense) sem ônus nenhum para o XV em matéria financeira. Seria pago pelo (empresário) Marcelo Djian. Não entendo. Por mais que eu quis ajudar, fui tomado por uma incompreensão. Realmente fiquei surpreso”, explicou Fescina. “Nunca passei por isso em meus 45 anos de profissão”, disse.
A diretoria quer contratar jogadores que venham e pague todas as suas despesas, até mesmo a trânferencia. Se o jogador for filiado a outro estado, quem geralmente paga essas despesas é o clube.
Desencontros
Beltrame afirmou que por “liberalidade” da diretoria, foi aceito acrescentar R$ 500 ao salário do treinador, mas em relação ao auxiliar-técnico e aos dois reforços, por questões financeiras, a diretoria pediu mais um tempo para o então técnico. Pedido que, segundo Beltrame, foi aceito por Fescina.
As versões da diretoria e do ex-técnico do XV revelam um desencontro de objetivos. Fescina explicou ontem que pediu um acréscimo de R$ 500 em seu salário. Também disse que desejava contar com um auxiliar técnico de sua confiança. Disse, ainda, que queria ter mais dois reforços (Dinho Kalu).
O dirigente disse, também, que não tinha condições de contratar mais jogadores e um auxiliar – o atual é Alexandre Faganello. “Quanto ao salário, aceitamos aumentar em R$ 500, mas ele (Fescina) não aceitou”, explicou o presidente.
Em sua análise, ter mais um volante (Dinho) poderia atrapalhar a vinda, mais tarde, de um atacante. Em relação a Kalu, o jogador apenas faria testes no clube, mas não foi adiantada nenhuma chance de
contrato.
Segundo o dirigente, não houve multa rescisória. “Pagamos em dinheiro os dias em que ele (técnico) trabalhou. Acho que não estamos devendo mais nada a ele”, finalizou.
O Nhô Quim está no Grupo 3, assim como São Bento, Atlético Sorocaba, Rio Branco, Ituano, Mogi Mirim, União São João e Itapirense, justamente adversário da estréia, dia 19 de julho.





































































































































