Copa FPF começa neste final de semana. Veja o balanço do FI!

São José dos Campos, SP, 17 (AFI) – Neste final de semana acontece a abertura da Copa Federação Paulista de Futebol, que, nesta temporada de 2008, concederá apenas ao campeão uma vaga para a disputa da Copa do Brasil de 2009. Depois de muito “chororô” dos excluídos no último ano, que a entidade máxima do futebol de São Paulo definiu critérios para selecionar os melhores times das séries A1, A2 e A3, totalizando 32 clubes dispostos a entrar em campo no segundo semestre.

Desta forma, times tradicionais e “emergentes”, de 28 cidades espalhadas pelo Estado buscaram se reforçar nos últimos meses para iniciar neste final de semana a caminhada pelo título.

Técnicos
Sem dinheiro para “medalhões”, a Copa FPF será diferente para alguns clubes que resolveram apostar na experiência de ex-jogadores para dirigir suas equipes; casos de Marília, Itapirense e Rio Claro que terão à beira do gramado os ex-atacantes Guilherme, Gilson Batata e Paulinho McLaren, respectivamente, que encerraram a carreira de atletas para embarcar na vida de treinador de futebol.

Mas na chamada Copinha há espaço também para velhos conhecidos de muitos times pelo interior do Estado. Walter Zaparolli será o responsável pelo Osvaldo Cruz; José Carlos Serrão é o comandante do Juventus; e Edison Só que mais uma vez está à frente da Ferroviária.

Craques
Dentro de campo, a principal característica desta edição da Copa será a aposta em jogadores jovens, muitas vezes recém-promovidos das categorias de base dos clubes; como fez o Mogi Mirim, que, em 2007, colocou na vitrine do futebol o habilidoso meia Robinho e seus jovens companheiros que ganharam experiência e ajudaram o Sapão a fazer boa campanha na Copinha e ainda levaram o time ao acesso na série A2 de 2008.

Por outro lado, ainda existem clubes que apostam na experiência de alguns “veteranos” para buscar o título. No Comercial de Ribeirão Preto, quem chega com essa responsabilidade é o atacante Creedance, de 29 anos, que já rodou por times importantes como Figueirense, Marília, Ipatinga e Brasiliense depois de deixar o Guarani como uma promessa.

Já o rodado atacante Wágner (vice-campeão da Copa João Havelange, em 2000, com o São Caetano) seria a referência da Itapirense, mas, aos 34 anos, foi dispensado. O jogador estava no América-RN e jogou a última Série A2 pelo Comercial de Ribeirão Preto. Também no ataque, Renato Santiago, de 31 anos, aceitou retornar ao São José depois de passar por Juventude, Remo, Tupi e Caldense nas últimas temporadas.

Outros “vovôs da bola” ficaram no quase e recusaram o convite para jogar a competição. Elivélton descartou a renovação de contrato com a Francana; o goleiro Yamada recusou proposta do Comercial de Ribeirão Preto, que quase trouxe do Maranhão o ex-corintiano Embu. O volante Adãozinho chegou a negociar com o Penapolense e Euller “filho do vento” foi cogitado para defender o Linense.

Times B?
Diferente das últimas edições os clubes participantes da Copa FPF descartaram a denominação de time B para a equipe que representará o clube na competição. Mas é certo que nas primeiras rodadas o torcedor do Mirassol, Marília, Linense, Bragantino, Santo André, Noroeste e Ituano terão dificuldades de “gravar” a escalação do time que entrará em campo.

Isso porque essas equipes disputam paralelamente os Campeonatos Brasileiro das Séries B e C e, por conta disso, deverão mesclar jogadores do time principal com os atletas do time “reserva”.

E pensando justamente nisso foi que o Bragantino acertou a parceria com o SEV/Biônico para mandar seus jogos em Hortolândia, ter um treinador específico para o campeonato, e só se preocupar em ceder jogadores para o time. Já o Santo André utilizará a estrutura do time sub-20 para o campeonato, com o comando do técnico Ailton Silva. Mesmo caso do MAC, que terá nas mãos do “novato” técnico Guilherme a sua base de atletas para a competição.

Assim é a Copa Federação Paulista de Futebol, que desde 2001 vem agitando as torcidas pelo interior de São Paulo e se firmando como o melhor caminho ou até mesmo como um “passaporte” para os times que sonham em figurar nas competições nacionais.