Copa FPF: Amadorismo comprova péssimo ano do Nhô Quim

Piracicaba, SP, 15 (AFI) – Horroroso. É desta maneira que pode-se avaliar o ano de 2007 do XV de Piracicaba. Nas duas competições disputadas, dois péssimos resultados. Pelo Campeoanto Paulista da Série A-3, o time até que chegou a fase final, mas devido a um planejamento ineficiente sucumbiu diante de times mais preparados. Já na Copa FPF o time conseguiu ser pior, caindo na segunda fase, passando apenas da fase inicial.

O ano do clube pode ser resumido a uma palavra: várzea. Isso mesmo, podendo começar pelo presidente o incapacitado Adilson Maluf (foto), que assumiu o Nhô Quim na Série A-2 do Paulista em 2005, prometendo levar o time de volta a elite. Mero engano, pois o clube de tantas tradições no Estado de São Paulo e até mesmo no Brasil, foi rebaixado à Série A-3.

Além do fiasco, a diretoria provou em plena Copa Federação Paulista de Futebol mais uma falta de bom censo com os torcedores, pois promoveu uma reforma no gramado do Estádio Barão de Serra Negra às vésperas do inicio da competição, o que impossibilitou o time de realizar os jogos como mandante em seu campo, tendo que seguir até a cidade de Santa Bárbara d’Oeste. Este foi a maior falha, pois na Série A-3, o time mostrou sua força em seu estádio, ao chegar na fase decisiva e com apoio de sua torcida.

Muitos erros e infantilidade
O que também colaborou para a derrocada do XV foi a imaturidade dos diretores, como Ronaldo Lucato (Lê), que comanda o futebol. Novato no cargo mostrou total despreparo para assumir a função, além de ter uma responsabilidade acima da média nas costas. Não teve pulso firme para coibir os erros dentro e fora de campo. Um exemplo claro, foi a falta de envolvimento para impedir reformas no estádio em plena competição.

A campanha do time na competição estadual não foi ruim do inicio ao fim, principalmente quando Abelha era o treinador. Com ele no comando, o time garantiu a classificação à segunda fase, mas por ser deficiente e inexperiente, a diretoria dispensou o técnico e trouxe o debilitado Sérgio Caetano, que só deu certo no Catanduvense. Isto abalou o elenco e determinou a descida quinzista.

Ficou comprovado que o seu dirigente mor está plenamente focado em divulgar seu lado político, tentando utilizar o XV de Piracicaba como trampolim para chegar a seu objetivo final. O pior de tudo, é que muitas pessoas na cidade apóiam a falta de iniciativa da diretoria e não percebem que o clube está cada vez mais perto do fundo do poço. É hora de começar de novo.