Copa do Mundo: Na Bahia, torcedores questionam “preços padrão FIFA” praticados na prestação de serviço

Outra queixa no comércio interno da Arena Fonte Nova, também constatada pela reportagem, foram as longas filas e a falta de troco. Muitos torcedores perderam o retorno do segundo t

Outra queixa no comércio interno da Arena Fonte Nova, também constatada pela reportagem, foram as longas filas e a falta de troco. Muitos torcedores perderam o retorno do segundo t

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Salvador, BA, 21 – Nesta Copa do Mundo a cidade de Salvador não se sobressai apenas pelas goleadas nos jogos realizados na Arena Fonte Nova, mas também pelos inúmeros questionamentos em relação a prática dos valores na prestação de serviço. A “Terra de todos os Santos” ainda receberá mais três partidas deste mundial. Antônio Boaventura está credenciado na Fifa pelo Portal Futebol Interior

Depois de alemães, portugueses, espanhóis e holandeses, nesta última sexta-feira, 20, foi a vez de franceses e suíços ficarem incrédulos com os valores dos serviços prestados, principalmente, no comércio interno da Arena. Em função do alto valor cobrado, especialmente o do tradicional Hot Dog, que custava R$ 8 reais, o comércio popular nos arredores do equipamento foi a solução encontrada e mais rentável. A reportagem apurou que em jogos de Bahia e Vitória a iguaria custa R$ 5 reais.

0002050005243 imgOutra queixa no comércio interno da Arena Fonte Nova, também constatada pela reportagem, foram as longas filas e a falta de troco. Muitos torcedores perderam o retorno do segundo tempo por conta destes transtornos.

Apesar da proximidade do equipamento, os estabelecimentos estavam fora do perímetro de segurança estabelecido pelo FIFA em todos os estádios do evento. Apenas um muro de aproximadamente 1 metro separava os clientes, que se deliciavam momentos antes do início da partida com a diversidade de iguarias oferecidas, dos prestadores de serviços na chamada “Ladeira do Pepino”.

Outros setores que sofreram fortes críticas foram o de transporte e hotelaria, isso sem falar do popular acarajé que em dias normais custa entre R$ 3,00 e R$ 4,00 chega a valer R$ 24,00. O turista que se dirigir a Salvador terá que desembolsar uma quantia relevante para custear estes serviços essenciais.

Hotéis com acomodações simples que em outros períodos custam entre R$ 82,00 e R$ 97,00, a diária, sofreram acréscimos de até 60%, ou seja, podem custar entre R$ 130,00 a R$ 160,00. No caso da necessidade de optar pelo serviço de taxi para locomoção na cidade o aumento é ainda maior. Em trajetos que normalmente custam R$ 50,00 passam a valer R$ 100,00, principalmente, se o percurso a ser percorrido for entre o Aeroporto e a Rodoviária.

“Realmente os valores cobrados pelos serviços nessa Copa estão altos. É que o pessoal está aproveitando esse momento para aumentar a renda, mas depois que acabar a Copa isso volta tudo ao normal”, declarou um taxista que preferiu não se identificar com receio de retaliações futuras.

Na próxima quarta-feira, 25, será a vez de bósnios e iranianos, que começam a chegar, de forma ainda que tímida, a cidade de Salvador, em partida válida pela terceira rodada do grupo F, se depararem com esta atual realidade.