Copa América: Miranda diz que é possível comparar competição com as Eliminatórias

Zagueiro é capitão da Seleção na ausência de Neymar e deve ser efetivado no posto mesmo quando o craque voltar

Para o zagueiro Miranda é possível comparar a Copa América às eliminatórias, apesar das várias diferenças.

0002050169191 img

Campinas, SP, 31 – As Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo são disputadas em pontos corridos, turno e returno e têm duração de dois anos. A Copa América é um torneio de curta duração – a que começa na sexta-feira terá duração de 23 dias -, com chaves e fases eliminatórias. Ainda assim, para o zagueiro Miranda é possível comparar as duas competições.

Entre as semelhanças, Miranda vê a disposição extra com que as seleções, que nas Eliminatórias brigam por vaga em Copa, lutam pelo título na Copa América. Isso torna as partidas mais pegadas, aguerridas e a competitividade aumenta.

“Acho que é parecido (as duas disputas)”, disse o defensor à reportagem do Estado.

“Todas as seleções têm bastante vontade de ganhar essa competição”, completou, especificamente sobre a Copa América.

Miranda vê semelhanças entre Copa América e Eliminatórias (Foto: CBF)

Miranda vê semelhanças entre Copa América e Eliminatórias (Foto: CBF)

Para o jogador da Internazionale de Milão, mesmo o fato de os atletas estarem em final de temporada, e portanto desgastados fisicamente, diminuiu o ímpeto pela competição sul-americana – que este ano, por comemorar o centenário da Conmebol e por ser disputada nos Estados Unidos, tem “intrusos”, como a própria Seleção dos EUA, México, Haiti, Costa Rica, Jamaica e Panamá.

“Isso (estar em final de temporada) não é desculpa. Todos querem jogar a competição.”

Capitão da Seleção na ausência de Neymar e devendo ser efetivado no posto mesmo quando o craque voltar, Miranda encara a atribuição como algo “normal, natural”.

“A Seleção está repleta de várias lideranças e poder representar esses líderes para mim é um orgulho, uma honra.”

Miranda é um capitão totalmente diferente do atual treinador da Seleção. Em seus tempos de jogador, Dunga era explosivo, inquieto. O zagueiro é calmo, raramente perde as estribeiras em campo e se impõe acima de tudo pelo respeito.

“Ele é um cara tranquilo, todo mundo gosta de como ele se comporta, sempre pronto a orientar um companheiro”, definiu Dunga.

O capitão já mira a estreia na Copa América Centenário, sábado, contra o Equador em Pasadena, e prevê uma partida muito dura para a Seleção contra o atual vice-líder das Eliminatórias Sul-Americanas.

“É uma Seleção que marca bem, tem jogadores velozes e joga no contra-ataque. A Seleção tem de controlar o jogo desde o primeiro minuto e jogar futebol, que é o que a gente pode fazer”, receita