Copa América: Marca do Brasil, toque de bola é a arma para jogo decisivo contra o Paraguai

Equipe titular terá apenas uma mudança: sae Casemiro, suspenso, e entra Allan, já que Fernandinho segue fora por lesão

Equipe titular terá apenas uma mudança: sae Casemiro, suspenso, e entra Allan, já que Fernandinho segue fora por lesão

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Porto Alegre, RS, 27 – A troca incessante de passes é, até agora, uma das principais características da seleção brasileira nesta Copa América e, a julgar pelas palavras do técnico Tite e o estilo de jogo do Paraguai, não será diferente nesta quinta-feira, a partir das 21h30, na Arena do Grêmio, em Porto Alegre, pelas quartas de final da competição.

Levantamento feito pelo jornal O Estado de S.Paulo com base em dados das 18 partidas da primeira fase do torneio divulgados pela Conmebol revela que a seleção brasileira foi a equipe que mais passes trocou até agora na Copa América. Em três jogos foram 1.911 passes, número bem superior aos 1.447 da Argentina, segunda colocada nesse tipo de fundamento.

Tite já confirmou a equipe titular. (Foto: Lucas Figueiredo/CBF)

Tite já confirmou a equipe titular. (Foto: Lucas Figueiredo/CBF)

A troca de passes é uma orientação de Tite aos jogadores. O ordem do chefe é rodar a bola de um lado para o outro do campo até encontrar uma brecha na defesa adversária. O jogo em que isso ficou mais claro foi no empate contra a Venezuela. “São 90 minutos para acabar o jogo, 95 com os acréscimos. O time tem de saber que esse é o tempo. A Colômbia, por exemplo, venceu o Catar com gol no fim. Mesmo se a equipe fizer o gol cedo, tem de reagir da mesma forma”, avisou o técnico.

Nos três jogos da primeira fase – contra Bolívia, Venezuela e Peru -, o Brasil trocou, em média, pouco mais de 600 passes por jogo. Nenhum time atingiu essa marca. Quem chegou mais perto foi a Colômbia, na segunda rodada, contra o Catar: 563 passes.

A estratégia de Tite quando enfrenta equipes mais fechadas, que ficam na defesa à espera de um erro do Brasil para sair no contra-ataque, é ter paciência. Diante do Paraguai, o esquema deve se repetir porque o rival também não pretende se expor muito ao ataque. “É um jogo decisivo e a margem de acerto tem de ser alta. As características mentais têm de estar fortes, porque são confrontos decisivos, com nível de concentração altíssimo”, disse.

A partida do último sábado na Arena Corinthians, em São Paulo, inclusive, é um exemplo para o treinador. Tite destaca o fato de vários jogadores terem participado da armação das jogadas, sem sobrecarregar o meia Philippe Coutinho. Naquela apresentação,o Brasil trocou 610 passes.

“Quando vocês comentaram sobre o Coutinho, e colocaram que ele tem de armar, falo que é a equipe que tem de armar. Só ele? Vamos dividir um pouco as tarefas. Fizemos uma atuação muito boa, com a criação sendo diluída para uma série de jogadores”, analisou o treinador.

Trocar passes e controlar a posse de bola também tem contribuído para o bom desempenho defensivo do Brasil. A seleção vem de duas vitórias e um empate e ainda não sofreu nenhum gol até agora.

ESCALAÇÃO

Para o jogo na Arena do Grêmio, o Brasil não terá um dos seus principais passadores. O volante Casemiro, responsável pela ligação entre a defesa e os homens de frente, está suspenso. Fernandinho, então primeira escolha, não se recuperou de entorse no joelho direito sofrida contra a Venezuela e está fora.

O volante até treinou nos últimos dias, mas não começa a partida. Assim, Allan será o titular. No ataque, está mantido o trio formado por Gabriel Jesus, Everton e Roberto Firmino, o mesmo da goleada por 5 a 0 contra o Peru.

GRAMADO

Justamente um componente fundamental para trocar passes preocupa bastante a seleção brasileira. O campo da Arena do Grêmio recebeu nos últimos dias duas vistorias de Tite e do coordenador de seleções Edu Gaspar. O gramado recebeu críticas do argentino Lionel Messi no último domingo.

“Nós já externamos nossa reclamação para as pessoas responsáveis, como o (Rogério) Caboclo (presidente da CBF). A partir disso é ir para o jogo”, disse Tite. No último sábado, o treinador apontou a boa qualidade do gramado da Arena Corinthians como um dos ingredientes para a vitória sobre o Peru, por permitir a troca de passes da equipe com mais precisão.