Copa 2018: CBF cobra R$ 100 mil por familiar para ficar mais perto da seleção

A comissão técnica do Brasil sempre defendeu a ideia de aproximar os familiares dos atletas durante a competição

A comissão técnica do Brasil sempre defendeu a ideia de aproximar os familiares dos atletas durante a competição

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São Paulo, SP, 25 – Quando o coordenador de seleções Edu Gaspar esteve na Rússia pela primeira vez, a mando da CBF, para verificar a logística da seleção brasileira durante a Copa do Mundo e uma cidade para se estabelecer, ele já tinha a intenção de encontrar também um lugar para instalar as famílias dos jogadores do time.

A comissão técnica do Brasil sempre defendeu a ideia de aproximar os familiares dos atletas durante a competição, tradicionalmente um período longo fora de casa e de muita pressão no caso dos brasileiros. A intenção é boa, mas terá um custo para cada familiar na ordem dos R$ 100 mil.

Esse valor inclui hospedagem (em Sochi, nas proximidades do hotel da seleção), translado de aeroportos e voos para os jogos – o Brasil estreia contra a Suíça em Rostov, no dia 17 de junho; depois, embarca para São Petersburgo a fim de duelar contra a Costa Rica; e encerra a participação na primeira fase diante da Sérvia, em Moscou.

Neymar vai ter que desembolsar uma boa quantia se quiser ter os

Neymar vai ter que desembolsar uma boa quantia se quiser ter os “parças” próximos durante a Copa do Mundo

SÓ NAS FOLGAS
Os familiares não viajarão com o elenco. Também não terão acesso à concentração, a não ser nos dias de descanso. O técnico Tite estima que o elenco terá de três a quatro dias livres – ou meio período em algumas ocasiões.

O valor não está tão fora dos preços praticados na Rússia nessa época do ano, quando o frio já deu uma trégua e as cidades-sede estarão repletas de torcedores por causa do Mundial. A procura por hotéis é maior, o que faz os preços subirem.

VAI FICAR CARO?
Mas a conta é simples e está na ponta do lápis. O jogador que quiser levar para a Rússia cinco familiares ou amigos, ou ainda uma turminha com esse número de pessoas, vai gastar R$ 500 mil. Em troca, como os hotéis ficarão próximos um do outro, terão o privilégio de estar sempre bem acompanhados nas horas vagas. Neymar, por exemplo, ainda não disse se pretende levar Bruna Marquezine. Certamente, o craque do Brasil estará com seu pai, amigos inseparáveis e grandes parceiros, e com alguns de seus “parças”.

Alguns familiares de profissionais da seleção acharam o valor pedido pela CBF alto demais. O fato de o país-sede ter escrita e idioma confusos e não ser um destino comum aos brasileiros freou a vontade de embarcar com a seleção. Nem todos levarão seus familiares.

NÃO É NOVIDADE
No Brasil, quatro anos atrás, algumas das principais seleções credenciadas para a disputa optaram em ter as famílias ao lado. Foi o caso, por exemplo, da Holanda, para quem a seleção perdeu de 3 a 0 na disputa do terceiro lugar, em Brasília. Foi a partida seguinte aos 7 a 1 da Alemanha.

O time holandês, que não está na Copa da Rússia, abriu a sua concentração para os familiares. Antes do jogo contra a Espanha, ainda na primeira fase, os atletas comandados pelo técnico Louis Van Gaal almoçaram com mulheres e filhos. Uma festa. Foram depois para a Arena Fonte Nova, na Bahia, e ganharam de 5 a 1 do time espanhol. Os italianos, que também não vão para a Rússia neste ano, se valeram do mesmo expediente no Brasil.

Não há dúvidas para Tite e Edu Gaspar de que a presença dos familiares e amigos será benéfica para os jogadores. A CBF muda nesse sentido, ou se aprimora, abrindo a concentração em dias de folga, também porque entende que isso pode ajudar muito os atletas na missão de disputar bem a Copa do Mundo.