Copa 2014: Para Ronaldo, polícia deve 'baixar o cacete' em vândalos
Ele diz que não criticou só a presidente Dilma, mas todos que não ajudaram na organização da Copa
São Paulo, SP – Para Ronaldo, a polícia tem de “baixar o cacete” nos vândalos que participam de protestos contra a Copa do Mundo. O ex-jogador, que é membro do Comitê Organizador Local (COL), defendeu nesta quinta-feira que quem se infiltra nas manifestações para promover quebra-quebra e confusão tem de preso.
“Vamos separar os vândalos e mascarados. Na minha opinião, tem de baixar o cacete neles, prender todos eles e tirar das ruas”, disse o Fenômeno em sabatina promovida pelo jornal Folha de S.Paulo.

Ronaldo apoiou as manifestações, mas condenou os atos de vandalismo. “Os protestos são sempre válidos. Mas a partir do momento que tem vândalos e mascarados, a segurança pública tem de conter essas pessoas, esses infratores. O povo parece que acordou e está exigindo melhorias em todos os setores, mas ninguém sabe como fazer e por onde ir. São muitas opiniões soltas por aí”, disse.
O Fenômeno voltou a afirmar que está insatisfeito com o atraso nas obras de infraestrutura para a Copa do Mundo, porém acredita que uma possível participação sua em manifestações nas ruas causaria confusão por causa do assédio dos fãs e não atingiria os seus objetivos. “Eu protesto do meu jeito e acho que faço muito barulho. Minha indignação é a mesma do povo”, justificou.
POSTURA CRÍTICA
O ex-jogador passou a adotar uma postura mais crítica em relação aos preparativos para o Mundial na semana retrasada, quando disse em entrevista à agência de notícias Reuters que sentia vergonha com o atraso nas obras. Nesta quinta, ele manteve o ataque aos governantes.
“Os estádios era a exigência principal da Fifa para fazer a Copa do Mundo e bem ou mal eles estão aí. Minha vergonha é pela população que esperava esses grandes investimentos, esse grande legado, as reformas de aeroportos, a mobilidade urbana, ou seja, tudo que foi prometido e não foi entregue.”
Segundo o Fenômeno, suas críticas não são direcionadas à presidente Dilma Rousseff, mas sim a todos os governantes que não cumpriram com o que prometeram.
“Não faço crítica ao governo e a ninguém. Quando eu entrei no COL (Comitê Organizador Local) foi por acreditar que Copa seria uma grande oportunidade para o Brasil, não só de ter novos estádios. Mas é uma oportunidade que estamos deixando de aproveitar.”





































































































































