Conversa fiada: Presidente do Comercial admite sair
Ribeirão Preto, SP, 18, (AFI) – Santino Soares (foto) era um simples torcedor das arquibancadas do Comercial. Acredito que passava pela sua cabeça um dia ser presidente do clube, pois em cada torcedor, por mais humilde que seja, existe esse sonho.
Antônio Capanella Fernandes, empresário em Campinas, foi eleito presidente com uma proposta de moralização do clube. Um homem bem intencionado, honesto e cheio de sonhos. No entanto ficou alguns dias e teve que renunciar. Os motivos foram sérios e de ordem pessoal.
Sem presidente, o direção do clube foi assumida por Adelino Simões Galla, que havia passado pelo clube como diretor. Foi ele que induziu o ex-presidente Osvaldo Carvalho, a abrir mão de um processo ganho contra a Federação Paulista de Futebol, já que o STJD obrigava reconduzir o clube a primeira divisão. Numa combinação muito estranha com Eduardo José Farah, o Comercial acabou com o processo, que além de garantir o Comercial na divisão maior, a entidade teria que indenizar o bafo.
Aqui na cidade, eles informaram que em troca o Comercial seria ajudado no hexagonal de acesso, na época o Comercial foi o quinto colocado e ficou de fora.
Considerado “persona non grata”, ficou afastado do clube e voltou como presidente. Foi um desastre: renunciou e Santino da Silva Júnior, que era o quinto vice e o mais jovem, diante da indiferença dos “cardeais” assumiu o clube no fundo do poço, à beira de fechar as portas.
Durante todo esse período de cinco anos, teve acertos e teve erros. Várias acusações, principalmente de negociar jogadores das categorias de base, manipular arrecadações e não prestar qualquer tipo de conta. Todas as acusações sem qualquer comprovação.
A opção sempre se manifestou, trabalhou para tirá-lo da presidência, mas quando chegava o período das eleições, ela se escondia e não disputava as eleições. Foi assim no final do ano que passou.
As “ditas” oposições lançaram nomes, projetos, propostas e concederam entrevistas à toda imprensa, mas na hora “H”, nada aconteceu. A chamada oposição buscou o atual presidente para um acordo.
“Comercial deve muito e tem a responsabilidade fiscal. Santino Soares não tem nada no nome dele. Vai continuar presidente e com o nosso apoio” disse um oposicionista na época.
Um grupo de apoio foi formado para dar respaldo financeiro ao presidente e para Santino um salário de R$ 3.500.00 para ele cuidar do futebol profissional, mas o clube teria dois administradores. O quinto vice-presidente Celso Victor dos Santos, desafeto conhecido do presidente e uma pessoa organizada, industrial bem sucedido e o ex presidente Luis Joaquim Antunes, até então candidato, mas que não conseguiu formar uma chapa para disputar as eleições.
Tudo ia bem até o come fogo e a boa renda que deu e alguns “suspeitos” ingressos que precisam de esclarecimentos. Com o que sobrou da renda do clássico Celso Victor pagou funcionários, liberou vale para jogadores, saldou compromissos com fornecedores, e foi a gota d’água para começar o desentendimento.
Numa desagradável reunião da diretoria, Santino Soares soube que o dinheiro do clássico foi gasto. Presidente não gostou e afirmou que o regime “presidencialista” estava de volta e que ele cuidaria de tudo. Na discussão Santino Soares pediu para o vice-presidente Celso Victor, renunciar. Teve como resposta “ Não saio e não deixa de trabalhar e muito menos de fiscalizar. Quero te dizer que na diretoria anterior para não criar problemas, sai e te deixei sozinho. Desta vez não saio. Se você quiser pode sair, que eu assumo”.
Nesse clima foi até o final do campeonato. Nas últimas semanas voltou o assunto renuncia de Santino Soares. “Renunciar eu não vou. O Comercial esteve em situações piores e eu fiquei. Posso até sair, mas pela porta da frente, por onde entrei”declarou o presidente
Existe sim a possibilidade de saída do presidente e ele revelou que tudo ficará decidido nos próximos 30 dias. No próximo sábado haverá mais uma reunião
Esse encontro contará com as presenças de Santino, 1º vice José Fernando de Athayde e a terceira pessoa deve ser Demetrius, ex-jogador de futebol do Botafogo, Santos, uma longa temporada em Portugal e por fim o próprio Comercial na atual Série A-2.
O que resta é aguardar as reuniões e a torcida é para o Comercial encontrar a paz e a organização tão necessárias.





































































































































