Conselho do Guarani aprova SAF com voto favorável

A votação expressiva registrou apenas quatro votos contrários e uma única abstenção entre os conselheiros presentes

Com o aval do Conselho Deliberativo chancelado, a tramitação jurídica segue para a análise minuciosa do administrador judicial

O Bugre pode se tornar SAF em breve - Foto: Raphael Silvestre / Guarani FC

Campinas, SP, 23 (AFI) – O Conselho Deliberativo do Guarani deu um passo importante nos bastidores institucionais ao aprovar, na última quinta-feira, o parecer favorável à proposta apresentada pelo empresário Roberto Graziano para a aquisição de 90% da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do clube. A votação expressiva registrou apenas quatro votos contrários e uma única abstenção entre os conselheiros presentes.

Apesar do avanço político interno, a validação da proposta não encerra o processo de transição. Por conta do regime de Recuperação Judicial em que o clube campineiro se encontra, o documento detalhado precisará passar pelo crivo do administrador judicial e, posteriormente, ser submetido à Assembleia Geral de Sócios, cujo pleito definitivo está agendado para o dia 19 de novembro.

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A nova versão da minuta contratual preserva os termos comerciais já pactuados anteriormente, mantendo o montante global estimado em aproximadamente R$ 1,075 bilhão. Desse total, R$ 400 milhões serão injetados diretamente no departamento de futebol profissional ao longo de um período de 20 anos, enquanto o clube manterá uma participação minoritária de 10%.

Durante as rodadas de negociação, exigências jurídicas foram incorporadas ao documento para blindar o patrimônio do Bugre.

OBRIGAÇÕES PATRIMONIAIS

Entre as principais modificações estão o reforço nas garantias de entrega e modernização do estádio, do centro de treinamento e da sede social, além da inserção de uma cláusula restritiva que proíbe a alienação da empresa gestora da SAF antes do integral cumprimento dessas metas estruturais.

Outro ponto nevrálgico debatido pelos conselheiros envolveu o passivo tributário da instituição. A redação inicial trazia menções imprecisas sobre a adimplência fiscal, o que exigiu adequações para retratar com fidelidade a realidade financeira e assegurar que o investidor assuma formalmente as pendências sem gerar passivos futuros ou brechas jurídicas após a assinatura definitiva.

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PRÓXIMOS PASSOS

Com o aval do Conselho Deliberativo chancelado, a tramitação jurídica segue para a análise minuciosa do administrador judicial. Paralelamente, a diretoria organiza o calendário de assembleias informativas previstas entre os dias 16 e 19 de novembro, culminando na votação soberana dos associados no dia 19.

O planejamento estratégico prevê que a operação transfira o comando da gestão boleira para a iniciativa privada, estipulando um horizonte de até 40 anos para a consolidação integral de todos os aportes financeiros previstos no acordo.