Conselho aprova e Arena Ponte Preta pode sair do papel
desta segunda-feira, no salão nobre do Estádio Moisés Lucarelli, os conselheiros aprovaram a construção de uma Arena Multiuso. Dos 300 Campinas, SP, 04 (AFI) – Agora é oficial! O projeto da construção da Arena Ponte Preta deve finalmente sair do papel. Em reunião realizada, na noite conselheiros, 194 compareceram à reunião, sendo que 190 votaram a favor, três contra e ainda teve uma abstenção.Nos próximos dias, o presidente do Conselho Deliberativo pontepretano, Pedro Politano Neto, deve convocar uma assembleia com os sócios, para que
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se possa votar em definitivo a aprovação ou não da construção da nova arena. A expectativa do presidente alvinegro, Sérgio Carnielli, é que a votação aconteça até o mês de maio.
“Ainda não dá para se medir o tempo em levará para as obras iniciarem. Primeiro, temos que esperar que todos os projetos sejam aprovados. Dentro de um mês haverá a assembleia e, se o projeto for aprovado, será criada uma empresa onde Ponte Preta e Odebrecht (construtora) serão sócias”, argumentou em entrevista à Outro fato importante explicado pelo dirigente é a venda do Estádio Moisés Lucarelli. Ele confirmou que o terreno onde se encontra o está será Rádio Central de Campinas. “Com certeza vamos agilizar esse processo com a ajuda da prefeitura”, completou.
vendido, mas garantiu que a memória do torcedor pontepretano será jogada no lixo.”O Majestoso vai ser vendido. Vamos fazer uma licitação, onde constará que não se pode destruir a memória do estádio. Vamos preservar a fachada…
Toda memória o que puder ser preservada nós preservaremos”, afirmou.Segundo Carnielli (foto), a insistência em manter o Moisés Lucarelli como casa da Ponte Preta pode até mesmo acabar em tragédia. Ele disse que o estádio já 
sofreu cinco afundamentos, está com as estruturas metalicas enferrujadas e possui rachaduras no concreto. Situação que pode se agravar com o passar dos anos.
“Não quero que ocorra em Campinas o que ocorreu Bahia”, disse lembrando da tragédia na Fonte Nova, que culminou na morte de sete torcedores do Bahia, em 2007. “A gente gosta do Majestoso. Foi a casa, foi o temnplo dos pontepretanos. Mas precisamos de um estádio com estacionamento, moderno e que dê segurança para o torcedor levar sua familia”, finalizou.O Projeto
A diretoria já definiu bem a forma do projeto de modernização. Junto com a Construtora Odebrecht, uma das maiores da América Latina, e com apoio
do BNDES – Banco de Desenvolvimento – vai construir a Arena Ponte Preta, com capacidade para 30 mil torcedores, de maneira confortável.O novo estádio será construído na área atual do Centro de Treinamento do Jardim Eulina, às margens da Via Anhanguera, uma das principais rodovias
do país. Os pouco mais de 500 sócios que participam do quadro poliesportivo do Jardim Eulina serão alocados num novo centro, com piscinas, quadras e outras dependências.
O projeto vai custar em torno de R$ 120 a R$ 130 milhões, segundo estimativas atuais. E será administrado por uma SPE – sociedade entre a direção da Ponte Preta e a empresa Oderbrecht. Cada uma das partes vai arcar com 15% do valor e os restantes 70% serão cobertos por um empréstimo do BNDES. Sem alternativa
Por fim, quando tudo estiver pronto, o Estádio Majestoso, será demolido. Mesmo porque existem laudos técnicos, periciados por engenheiros e
arquitetos, que apontam para uma série de problemas de estrutura do estádio, construído na década de 50 de forma precária, verdadeiramente com as mãos da torcida pontepretana.
A única reforma estrutural realizada no Majestoso aconteceu em 1992, quando o clube era presidido por Marco Abi Chedid e contou com o apoio do prefeito Jacó Bittar. Perto de R$ 500 mil foram investidos na época para reforçar as pilastras de estrutura de vários setores da arquibancadas, principalmente na parte dos portões principais (entrada) e também abaixo do setor das vitalícias. Na época foram construídos 40 camarotes e coberta a parte lateral da vitalícia, área reservada atualmente para asociados.
“Sinceramente, até naquela época a obra era quase inviável, porque exigia muitos recursos e muito esforço. Foi uma obra paliativa, porque com o passar dos anos, naturalmente, o estádio estaria comprometido”, avaliou o engenheiro Antônio Prado, um santista, responsável pela reforma.
Fachada mantida
baixo do setor do portão de entrada do estádio. Também houve um cuidado especial com a parte de estruturas das colunas de sustentação.
O presidente Sérgio Carnielli também investiu bastante no Majestoso, principalmente na reforma do Salão Nobre e de outras dependências que ficam O laço afetivo com a família pontepretana será sempre resguardado com a manutenção da fachada do Majestoso, que estampará, no futuro, um moderno empreendimento imobiliário.





































































































































