Confira o que dinheiro dos estádios da Copa poderiam comprar!

Os R$ 8 bilhões poderiam diminuir o déficit na saúde, na educação e segurança

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Brasília, DF, 27 (AFI) – Os gastos apenas com os estádios da Copa do Mundo de 2014 já atingiram a bagatela de R$ 8,11 bilhões, de um total de R$ 28,1 bilhões já investidos no Mundial. A maior parte dos gastos nas novas arenas são provenientes dos cofres públicos. E as cifras poderiam solucionar (e muito) alguns dos principais problemas da população brasileira.

0002048080752 imgMaraca custou nada menos que R$ 1,2 bilhão

Para tanto, o Portal FI fez alguns cálculos para quantificar o que poderia render estes mais de 8 bilhões gastos apenas nas construções dos estádios. Isso sem levar em consideração os demais 20 bilhões, que dizem os políticos serão investidos na infraestrutura das cidades-sede.

Com dinheiro colocado nos estádios, o Brasil poderia diminuir e muito seu déficit na educação, saúde e segurança pública. Três dos pontos mais presentes nas manifestações que tomaram contra de todo o território nacional, nbas últimas semanas.

Hoje, o piso salarial dos professores, estipulado pelo Ministério da Educação (MEC), é de R$ 1.567,00 mensais. Com isso, o dinheiro gasto nos estádios poderia pagar 5.175.495 salários de professores. Vale lembrar que até o início do ano, 11 Estados pagavam salário inferior ao piso (Alagoas, Amapá, Bahia, Goiás, Maranhão, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Sul, Rondônia e Sergipe).

O dinheiro também seria suficiente para bancar 3.617.305 salários de policiais militares. Isso levando em consideração o valor recebido pela PM paulista – R$ 2.242,38 -, que se enquadra na média nacional.

Por fim, seriam suficientes para pagar 778.909 salários de médicos, considerando o piso de R$ 10.412, informado pela Federação Nacional dos Médicos (Fenam). O investimento poderia contribuir para a diminuição do déficit de 54 mil médicos, segundo o Ministério da Saúde.

0002048080755 imgBrasil poderia diminuir déficit de habitação

Outros dados
Outro problema crônico brasileiro é a habitação. Além de milhões de pessoas vivendo em moradias precárias, estima-se que a população de moradores de rua no país esteja entre 1,2 milhão e R$ 2 milhões. Os R$ 8,11 bilhões poderiam ser revertidos para am construção de casas populares.

Os valores poderiam render nada menos que 162.200 casas populares, com uma área construída de 53m2, dois quartos, uma sala, uma cozinha e um banheiro. Considerando a média de custo de construção de R$ 50 mil.

Pensando na crise dos transportes públicos, o dinheiro gasto com as arenas é equivalente a 2,7 bilhões de passagens, considerando o valor de R$ 3 em São Paulo. Também seria suficiente para a compra de 324.400 carros populares.

0002048080759 imgItaquerão também recebeu “ajudinha”

Informações
É importante ressaltar que dos 12 estádios construídos ou reformados para a Copa do Mundo, apenas três não são originalmente públicos: Itaquerão (Corinthians/Odebrecht), Arena da Baixada (Atlético-PR) e Beira-Rio (Internacional). Mesmo assim, o Timão conseguiu uma quantia de R$ 420 milhões em isenção fiscal do ex-prefeito Gilberto Kassab (PSD).

A maioria dos estádios teve os investimentos advindos de empréstimos no Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES), que serão pagos ou por governos estaduais ou então consórcios, no caso de estádio privatizados, como o Maracanã. O caso do Mané Garrincha é mais grave. O estádio mais caro da Copa teve verba do governo do Distrito Federal investido diretamente. Tudo graças ao governador Agnelo Queiroz (PT-DF).

Confira abaixo quanto custou cada estádio:

Arena Amazônia (Manaus-AM) – R$ 583 milhões
Arena da Baixada (Curitiba-PR) – R$ 234 milhões
Arena das Dunas (Natal-RN) – R$ 417 milhões
Arena Pantanal (Cuiabá-MT) – R$ 525 milhões
Arena Pernambucano (Recife-PE) – R$ 532 milhões
Beira-Rio (Porto Alegre-RS) – R$ 330 milhões
Castelão (Fortaleza-CE) – R$ 519 milhões
Fonte Nova (Salvador-BA) – R$ 689,4 milhões
Itaquerão (São Paulo-SP) – R$ 820 milhões
Mané Garrincha (Brasília-DF) – R$ 1,566 bilhão
Maracanã (Rio de Janeiro-RJ) – R$ 1,2 bilhão
Mineirão (Belo Horizonte-MG) – R$ 695 milhões