Confira as atuações de Ponte Preta 0 x 1 Palmeiras

final 250Campinas, SP, 27 (AFI) – Em um jogo que não faltou disposição e luta dos dois lados, o Palmeiras venceu a primeira batalha pelo título Paulista de 2008. A guerra, porém, ainda não está perdida para a Ponte Preta, que precisa vencer a partida de volta, no próximo domingo, em São Paulo, por dois gols de diferença, para conquistar o primeiro título da sua história de 107 anos.

Ponte Preta – 6: Lutou o jogo inteiro, mas sentiu a falta de seus dois principais armadores, Renato e Elias. César e Eduardo Arroz, os outros dois desfalques, também fizeram falta. Mesmo assim, o time foi guerreiro e buscou o gol de empate. A disposição, no entanto, não foi suficiente e a Macaca não conseguiu aproveitar o fator casa.

Aranha – 6: Foi seguro em todos os lances, tanto por baixo como por cima. Não teve culpa no gol palmeirense.

Raulen – 3: Perdido em campo, não teve o mesmo desempenho das outras vezes que entrou no lugar de Eduardo Arroz. Deixou espaços nas suas costas e, no apoio, não levou perigo. Foi sacado no intervalo.

Giuliano – 5: Entrou no intervalo e ficou apagado boa parte da segunda etapa. Melhorou no final, mas aí já era tarde.

João Paulo – 5: Meio atabalhoado no primeiro tempo, só conseguiu parar os atacantes do Palmeiras com faltas. Como o Verdão recuou no segundo tempo, não teve tantas dificuldades.

Jean – 6: Assustado no início, cresceu de rendimento quando se acostumou com o clima da final. Começou a não dar espaços para Alex Mineiro. Na etapa final, ganhou todas as disputas com o marrento Kleber.

Vicente – 6: Discreto no primeiro tempo, quando ficou preocupado com os avanços de Elder Granja, ganhou mais liberdade com a mexida técnica de Sérgio Guedes no intervalo. Com isso, mostrou seu futebol de sempre: eficiente e para frente.

Deda – 6: Atuando como um terceiro zagueiro, não comprometeu, mas também não foi o líder que todos esperavam. Deu muita liberdade para Diego Souza.

Bilica – 7: Jogou como a torcida da Ponte Preta gosta: com raça. Eficiente nos desarmes, puxou alguns contra-ataques e buscou o jogo o tempo todo.

rconceicao 250Ricardo Conceição (foto) – 8: O melhor da Macaca. Não deu espaços para o Mago Valdívia. Mais que isso. Anulou completamente o melhor jogador do Verdão. Como se não bastasse isso, chegou com freqüência ao ataque.

Luís Ricardo: 7 – Dos atacantes pontepretanos, foi o que mais se esforçou. Habilidoso e inteligente, iniciou quase toda as jogadas ofensivas da Macaca. Teve a chance de marcar em uma tabela com Wanderley, mas pegou mal na bola. Tem crédito.

Wanderley – 6: Talismã da torcida da Ponte Preta, o atacante, revelado nas categorias de base do clube campineiro, não fez aquilo que todos esperavam: gol. Sua atuação, entretanto, não foi tão comprometida por causa disso. Com raça, caiu pelas laterais e criou algumas chances de gol.

Marcelo Soares – 5: No tudo ou nada de Sérgio Guedes, entrou no lugar de Wanderley, mas não adicionou muita coisa. Teve a oportunidade de arrematar uma ou duas bolas, mas, ainda sem confiança, não arriscou.

Danilo Neco – 5: Se desdobrou em campo, mas deixou a desejar nas arrancadas em direção ao gol. No segundo tempo, fez a função de ala-direito, o que comprometeu ainda mais sua chegada à frente.

Leandro – 5: Foi uma aposta para o jogo aéreo, porém, não soube aproveitar as bolas alçadas na área palmeirense. Fez bem o papel de pivô e pode ser uma alternativa para o jogo da volta.

guedes 200Sérgio Guedes – 6:
Palmeiras – 7:
Fez aquilo que foi proposto pelo técnico Vanderlei Luxemburgo. Marcou forte a Ponte Preta e saiu rápido nos contra-ataques. Com mais volume de jogo, teve oportunidades de ampliar o placar, mas leva uma boa vantagem para a decisão no Palestra Itália. Tentou surpreender Vanderlei Luxemburgo com três atacantes, mas sua idéia foi por água abaixo pelas atuações individuais de seus comandados. Tentou mexer de tudo quanto é jeito, mas, apesar das mudanças terem surtido efeito positivo, não conseguiu o empate. Terá de conversar muito com o elenco durante a semana para evitar o desânimo.

Marcos – 6: Não precisou ser o São Marcos de sempre, mas foi seguro sempre que requisitado, principalmente nas saídas de gol.

Elder Granja – 6: Atuação discreta, porém, eficiente. Solto no primeiro tempo, se resguardou mais na etapa final. É sempre um perigo nas bolas paradas.

Gustavo – 7: Seguro por cima e por baixo. Diferente dos jogos contra o São Paulo, não ficou assustado com a pressão da torcida da Ponte Preta.

Henrique – 8: É zagueiro de Seleção Brasileira mesmo. Além de não perder uma dividida, tem qualidade na saída de bola. Mostrou tudo isso e mais um pouco na tarde deste domingo.

Leandro – 6: Cruzou a bola para o gol de Kleber. Quer queira ou quer não, foi decisivo também na partida. Com a bola rolando, não foi tão bem assim.

Pierre – 8: Um gigante no meio-campo palmeirense. É muito bom nas antecipações, graças ao seu excelente senso de posicionamento.

Wendell – 6: Não foi tão bem como o seu parceiro de marcação no meio, mas também não comprometeu. Marcou como Luxa pediu.

Diego Souza – 7: Com Valdivia apagado, assumiu a responsabilidade de armar as jogadas ofensivas do Palmeiras. Com visão de jogo e boa condução de bola, puxou contra-ataques perigosos.

Valdivia – 5: Se não fosse por suas firulas e encenações, o camisa 10 do Palmeiras passaria desapercebido aos olhos de todo mundo. Parou na marcação de Ricardo Conceição, e nada fez para sair dela.

Denílson – 4: Mais preocupado em amarrar o jogo do que criar chances de gol, Denílson ficou preso ao lado esquerdo e pouco contribuiu para o espetáculo. Só fez graça, tanto que tomou um cartão amarelo bobo por atrasar uma cobrança de escanteio.

Kleber (foto)– 7: Fez o gol da vitória e ainda prendeu os zagueiros da Ponte Preta. Muita movimentação e catimba. Foi sacado, pois já tinha um cartão amarelo e, temperamental como é, poderia ser expulso a qualquer momento.

Lenny – 5: Muita correria e pouca objetividade. Começou a fazer graça e levou uma bela de uma bronca de Luxemburgo.

Alex Mineiro – 5: Sempre leva perigo nas bolas aéreas, mas não foi assim dessa vez. Passou praticamente em branco.

Makelele – 6: Entrou para fechar o meio-campo e assim o fez. Com fôlego novo, ainda apareceu no ataque em algumas oportunidades.

arbitro 200Vanderlei Luxemburgo – 8: Não é à toa que é considerado pela maioria esmagadora da imprensa especializada o melhor técnico do Brasil na atualidade. Estudou as possibilidades de substituições da Ponte Preta e anulou qualquer possível surpresa do técnico Sérgio Guedes. Assim, com a tática equilibrada, as peças individuais fizeram a diferença.

O árbitro
Luis Flávio Oliveira (Foto) – 8:
Não abusou dos cartões. Deixou o jogo correr. Foi bem auxiliado por seus assistentes, além de contar com a sorte: o jogo não teve um lance polêmico sequer.