Como foram os 67 anos de história do Estádio Brinco de Ouro?
Como foram os 67 anos de história do Estádio Brinco de Ouro?
Como foram os 67 anos de história do Estádio Brinco de Ouro?

Bugrino desavisado de certo não se deu conta que a inauguração do Estádio Brinco de Ouro ocorreu num 31 de maio de 1953. Portanto lá se vão 67 anos, que devem ser lembrados neste domingo.
São histórias & histórias desta obra magnífica, que o bugrino tanto orgulha, mas já não lhe pertence. Más administrações diretivas colocaram o clube em atoleiro financeiro, e irremediavelmente o estádio foi a leilão.
E quem batizou o lance de arquibancada superior denominado tobogã? Quem?
Se estivesse em programa esportivo da Rádio Brasil Campinas a resposta seria ‘esse que voz fala’.
O batismo se deu de forma curiosa.
Cabe recapitulação daquela história que rendeu um ‘enredozinho’.
Em 1979 eu era repórter setorista do Guarani pela Rádio Brasil e finado jornal Diário do Povo quando o saudoso presidente Ricardo Chuffi projetou a ampliação do estádio, após a conquista do Campeonato Brasileiro um ano antes.
Com Chuffi o Guarani construiu um quinto da nova arquibancada, deixando ao seu sucessor Antonio Tavares Júnior, já falecido, a incumbência de completar a obra.
Sem dinheiro para sequência do projeto, Tavares Júnior fez ótimo negócio com venda do passe do meia Renato ‘Pé Mucho’ ao São Paulo, habilmente trouxe o também saudoso Jorge Mendonça a preço de banana (época em que banana custava barato), e aquela obra foi tocada a todo vapor.
ANEL SUPERIOR
Antes de completada, o então vice-presidente do Guarani, José Vitorino dos Santos, o Zezo, reuniu a imprensa e denominou aquele lance de arquibancada como anel superior, todavia sem qualquer projeto para ampliar as demais dependências do estádio.
Discordei. E ao lembrar do tobogã do Pacaembu, sugeri que o ‘Brinco’ também tivesse o seu tobogã.
Como à época jornais de Campinas eram extremamente competitivos, ‘comprei’ a briga com a concorrência, na tentativa de sustentar a denominação tobogã.
Na sequência, Robel Tadeu Datovo e Gilberto Moreno, líderes da Torcida Organizada Guerreiros da Tribo, abraçaram a ideia, seguidos pelos repórteres de rádio Artur Eugênio, Romeu César e Almeida Neto (já falecido).
29 MIL PESSOAS
Inicialmente o Brinco de Ouro foi projetado para abrigar 29 mil pessoas, considerando-se as dependências sociais, vitalícias, arquibancada central e cabeceiras, inicialmente de madeiras, trazidas do antigo estádio Pastinho.
Com o presidente Jaime Silva teve início a construção de concreto da cabeceira norte, do placar, com desmente das madeiras em 1962.
À época, os portões principais ficavam abaixo das vitalícias, e partir dali os torcedores se distribuíam no estádio, principalmente no alambrado que se situava defronte àquelas dependências.
Detalhe: não havia edificação nas imediações do estádio, e a área servia de estacionamento para torcedores, que enfrentavam atoleiro em dias de chuva.
Já em 1964 ocorreu a inauguração do sistema de iluminação em jogo festivo, com vitória sobre o Flamengo por 2 a 1.
Sonho da inauguração da cabeceira sul deu-se já nos anos 70, ocasião em que sob ela foram instalados os portões principais do estádio.
COMPRA DE INGRESSOS
Recorde de público de 52.002 torcedores por ocasião do jogo contra o Flamengo em 1982, pela semifinal do Campeonato Brasileiro, não representa a realidade.
Saudoso vice-presidente Álvaro Mendonça confessou a amigos que o Guarani comprou cinco mil ingressos, sem que fossem doados a torcedores.
A finalidade seria provar à CBF que o estádio teria capacidade de público para suposta final, visto que a entidade cogitou decisão daquela competição apenas em estádios com capacidade acima de 50 mil lugares.





































































































































