Como a Ponte pode admitir que boleiro grosso faça ‘beicinho’ e divida o elenco?

Treinador Marcelo Chamusca conviveu com elenco pontepretano dividido

Como a Ponte pode admitir que boleiro grosso faça ‘beicinho’ e divida o elenco?

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O jornalista Júlio Nascimento informa que o elenco da Ponte Preta ficou dividido durante as três semanas em que Marcelo Chamusca ficou no comando técnico do clube.

Epa, como pode nego grosso fazer ‘beicinho’ ao perder posição na equipe?

Isso acontece porque a Ponte Preta carece de dirigentes que conheçam bola rolando e as ‘mumunhas’ do meio.

Conhecessem bola rolando não contratariam por ouvir dizer ou através de vídeos editados.

E mesmo que o dirigente tenha se equivocado, ao detectar o problema deveria chamar o dito cujo no cantão e lhe perguntar ‘qual é a dele’ ?

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Se o sujeito engrossar no falatório, simples: basta lhe citar que o caminho da rua é a serventia da casa. Que é só passar no RH, assinar a papelada de rescisão contratual, e ficar sabendo que o clube lhe pagaria quando tiver sobra de caixa.

ENGOLIR SAPO

É admissível ‘engolir sapo’ apenas do jogador acima da média, que decide partidas.

No Guarani de meados da década de 80, por exemplo, o saudoso meia Jorge Mendonça dormia lá pelas tantas nas madrugadas de sábado, várias vezes sem a mínima condição de participar dos tradicionais rachões que antecediam as partidas de domingo.

Aí, o treinador Zé Duarte – igualmente falecido – tinha sábia conversa com o seu subordinado.

– Jorjão, finja que você faz tratamento de alguma lesão no departamento médico, mas exijo que ganhe o jogo pra nós, Combinado?

A resposta do atleta era curta e grossa:

– Deixa comigo, seu Zé. Depois a gente conversa.

Em vez da prometida conversa, invariavelmente trocavam abraços após as partidas em que Jorge Mendonça ajudava a decidir.

Na bola é assim: engole-se sapo do craque ou boleiro que decide. De jogador ‘meia colher’, nada de concessão. Ou rende o esperado, ou coloquem em prático o dito que o caminho da rua é a serventia da casa.