Como a Ponte pensa em reformular com quem erra nas avaliações?

Como a Ponte pensar em reformular com quem erra nas avaliações?

Como a Ponte pensa em reformular com quem erra nas avaliações?

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Sebastião Arcanjo, o Tiãozinho, presidente da Ponte Preta, está anunciando nomes de jogadores contratados, na largada do processo de reformulação do clube.

Convenhamos: é hora pra isso?

Não teria que esperar a realidade financeira do país, e por extensão do futebol?

Ora, vivemos crise provocada pelo covid-19, cujas consequências são imprevisíveis.

Quem garante que tudo voltará a ser como antes?

De certo clubes hão de quebrar. Aí, a lei da oferta deve se sobrepujar a de procura.

Logo, negócios vantajosos poderão ser feitos em padrão financeiro inferior à realidade anterior.

GUSTAVO BUENO

De mais a mais, reformulação no elenco pontepretano com Gustavo Bueno como executivo de futebol é dose!

Ou esqueceram que por duas vezes ele fracassou na função?

Então, por que uma terceira chance?

Laços de amizade se sobrepõe ao profissionalismo, Tiãozinho?

Ou seria falta de autonomia pro senhor decidir? Por acaso o senhor precisa se submete a outras pessoas ligadas à diretoria executiva?

Excluindo essas hipóteses, a dedução lógica seria falta de capacidade para discernimento sobre futebol.

LUIZÃO

Tiãozinho crava como concretizados nomes do zagueiro Luizão, lateral-esquerdo Hernandes e meia Camilo.

Luizão esteve vinculado ao Santo André no Paulistão, e ano passado passou pelo São Bento.

É aquele beque cintura dura, que acompanha o treinador Paulo Roberto. Logo, está condicionado ao esquema defensivo, com aglomerado de companheiros nas proximidades de sua área.

Nessa circunstância, a falha fica quase imperceptível, visto que companheiro ao lado faz a correção, e a situação fica mascarada.

Avalia-se corretamente zagueiro quando fica exposto e duela mano a mano com atacantes adversários.

Estilo Luizão lembra zagueiros da década de 80 como Mauro, ex-Corinthians, Marião do São Paulo, e Beto Fuscão Palmeiras.

Se buscam zagueiro, a tendência lógica é que deva sobrar para Cléber Reis, por ora reprovado neste segundo estágio de Ponte Preta.

CAMILO

Camilo disputou Paulistão pelo Mirassol

Camilo disputou Paulistão pelo Mirassol

Mataram o desejo antigo ao contratar o meia Camilo, ora no Mirassol.

Virtudes ele já mostrou, mas não nos esqueçamos que tem oscilado nas últimas passagens por clubes, e isso provoca interrogação sobre o rendimento.

Meia também não é função prioritária na Ponte Preta. Basta que João Paulo de fato corresponda ao rendimento que credenciou a vinda dele.

LATERAIS

Igualmente foi confirmado Hernandes, lateral-esquerdo de 34 anos, ora vinculado ao Mirassol.

Portanto, claro indício de que Guilherme Lazaroni ou Yuri deve ser deligado do elenco pontepretano.

Evidente que há carência na lateral-direita.

Não queiram cobrar de Jeferson mais de que pode oferecer.

Sem gente talhada para discernimento de contratações na Ponte, qualquer um pode se atrever em sugestão.

Tirar Maílon do Atlético Mineiro é difícil, mas na posição o time conta com o titular Guga.

Maílton se destacou no Operário (PR) ano passado. Apesar da estatura de 1,69m de altura, tem velocidade para em poucos segundos levar a bola ao ataque.

ATACANTES

Ponte Preta precisa qualificar o ataque, e a busca para o lugar de Roger deveria estar em pauta.

Quem? Tcharles, da Inter de Limeira, deve ganhar 20 vezes menos, e em última análise fica tudo do mesmo tamanho.

Pelo menos um atacante de beirada que esbanje velocidade e capacidade para chegar ao fundo de campo não pode ser ignorado. Ou há de se esperar outra feição para Felipe Saraiva e Bruno Rodrigues?

LUCAS BRAGA

Falou-se de suposto interesse da Ponte pelo atacante de beirada Lucas Braga, cujos direitos econômicos pertencem ao Santos, e esteve emprestado à Inter de Limeira neste Paulistão.

Pois na coluna, ano passado, na passagem dele pelo Cuiabá, houve referência sobre as passadas largas e facilidade de chegar ao fundo de campo.

Na Inter, treinador Elano implementou nas virtudes ocupação dos espaços por dentro, na diagonal, mas sem tempo de corrigir a precariedade nas finalizações.

Acontece que o Santos percebeu a evolução e já cogita reutilizá-lo.

Portanto, o primeiro passo para confiabilidade em reformulação no elenco pontepretano passa por troca de executivo da pasta, hipótese praticamente descartada.

Se contasse com profissional do ramo, de certo a Ponte poderia ter perspectiva de dias melhores.