Comissão técnica da Ponte comemora final em casa

Campinas, SP, 23 (AFI) – Formada por ex-jogadores do próprio clube, a comissão técnica da Ponte Preta considerou a confirmação do primeiro jogo decisivo para Campinas como um passo a mais à frente rumo ao inédito título paulista. A decisão da Federação Paulista de Futebol (FPF) não surpreendeu, mesmo porque o clima era favorável. O primeiro jogo está confirmado para domingo, às 16 horas, em Campinas, no Estádio Moisés Lucarelli, e o outro no dia, no Palestra Itália, em São Paulo.

Sergio 008 130”É difícil para os clubes do Interior chegarem numa final e depois perderem o direito de decidir em casa. É claro que existe o interesse econômico, mas nesse caso, acho que o mais importante é a vantagem técnica de se atuar dentro de nossos domínios”, ponderou o técnico Sérgio Guedes, ex-goleiro formado nas divisões de base do clube campineiro.

E o técnico não tem dúvidas de que isso aumenta as chances de seu time, embora o Palmeiras jogue por dois resultados iguais, por ter a melhor campanha na competição.

”É claro que é melhor jogar em casa. É um fator importante, mesmo porque conseguimos resultados importantes dentro do nosso campo, embora lá fora também. Eu já estou imaginando o que será isso aqui (Majestoso) no domingo”, finalizou.

Everaldo destaca raízes
Para o auxiliar-técnico Everaldo Pierrotti, ex-lateral do clube na década de 80, a marcação do primeiro jogo no Majestoso, foi um passo importante e vai ajudar no trabalho da comissão técnica:

“É mais um avanço, porque isso nunca aconteceu. Acho que temos chances de reverter, já neste primeiro jogo, a vantagem inicial do Palmeiras”.

Ele aproveitou e falou também sobre o momento ímpar vivido no clube:

“Temos raízes aqui no clube e é emocionante quando a torcida nos recebe antes dos jogos. É de arrepiar. Esta ligação com a torcida é importante, tanto que não tiramos os treinos da cidade, porque este calor humano é importante. Acho que este título está por vir”, concluiu, otimista.

Carlos evita falar de 77
Mais tímido, Carlos Gallo, treinador de goleiros, não tem dúvida de que “a Ponte já somou uns pontinhos valiosos em poder jogar com sua torcida”. Mas ele se irrita e nega-se a comentar sobre a final de 1977, na histórica decisão com o Corinthians, que quebrou um jejum de 23 anos sem títulos.

Carlos, porém, sabe muito bem tudo que envolve uma decisão estadual, afinal de contas ele participou das três finais com a Ponte Preta em São Paulo, nos anos de 1977, 1979 e 1981. As duas primeiras vezes foram contra o Corinthians e a última diante do São Paulo. Foram oito jogos, dos quais ele participou de todos, com apenas uma vitória da Ponte, dois empates e cinco derrotas.