Comentarista de TV é demitido após ofensas ao Grêmio no Twitter
Canal fechado e Tricolor publicaram notas oficiais sobre o ocorrido
Uma polêmica envolvendo o jornalista e comentarista Flávio Gomes e o Grêmio acabou em demissão, nesta segunda-feira. O canal ESPN Brasil anunciou a demissão de Gomes, após o mesmo disparar em seu perfil no Twitter uma série de ofensas ao Tricolor.
Campinas, SP, 09 (AFI) – Uma polêmica envolvendo o jornalista e comentarista Flávio Gomes e o Grêmio acabou em demissão, nesta segunda-feira. O canal ESPN Brasil anunciou a demissão de Gomes, após o mesmo disparar em seu perfil no Twitter uma série de ofensas ao Tricolor gaúcho e seus torcedores.
Flávio Gomes está fora da ESPN BrasilTudo começou por conta do pênalti discutível que determinou a vitória gremista sobre a Portuguesa, por 3 a 2. Torcedor confesso da Lusa, Gomes questionou a atuação do baiano Jaílson Macedo Freitas disparando ofensas ao clube gaúcho.
“O Grêmio é um time filho da p… Ridículo. Juiz vagabundo, timinho escroto desde 1903. Sao muito machos no Sul. Mas adoram dar a b…”, postou. “O Grêmio precisa roubar até o Cruzeirinho. Nunca será grande como o Inter”, provocou. “O que dizer de um clube cuja maior façanha em 100 anos foi GANHAR DO NÁUTICO? Só rindo, mesmo”, exagerou.
Outro jornalista da ESPN Brasil que também foi bastante criticado pelos gremistas no Twitter foi Arnaldo Ribeiro, que não chegou a ser demitido. Um pouco mais contido, ele também questionou a arbitragem: “Por favor. Monitorem ligacoes de Fabio Koff e cia para comissao de arbitragem e CBF nos ultimos dias. #vergonha”, publicou no Twitter.
O diretor de jornalismo da ESPN Brasil João Palomino se pronunciou sobre o assunto também pelo Twitter. O jornalista lamentou o ocorrido e informou que medidas internas estavam sendo tomadas – isso antes de a demissão ser confirmada.
“A opinião expressada através de redes sociais pessoais dos profissionais ESPN não refletem a opinião do canal, que sempre prezou por imparcialidade e profissionalismo, sendo reconhecido por sua independência e correção de conduta[…] A ESPN reafirma seu compromisso em tratar o esporte e o espectador brasileiro com o mais profundo respeito e dentro da mais rigorosa responsabilidade profissional”, escreveu.
O Grêmio também publicou em seu site oficial uma nota de repúdio a Flávio Gomes e Arnaldo Ribeiro. A nota foi publicada no site oficial do clube e foi assinada pelo presidente tricolor Fábio Koff, que também acabou envolvido na polêmica.
Confira abaixo a nota de repúdio do Grêmio:
Venho, em nome do Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense e de seus milhões de torcedores, manifestar minha indignação pelas acusações levianas feitas, neste sábado, pelos jornalistas Arnaldo Ribeiro e Flávio Gomes, da ESPN Brasil, por ocasião da realização da partida frente à Portuguesa de Desportos.
É revoltante e inaceitável que profissionais da imprensa brasileira possam, sem apontar nenhuma evidência, por mera criação fantasiosa, colocar em dúvida a honestidade e idoneidade do clube, dos seus profissionais, de seu presidente e dos demais dirigentes, do povo gaúcho, bem como da Confederação Brasileira de Futebol e de sua Comissão de Arbitragem.
As manifestações irresponsáveis desses profissionais não honram a tradição da emissora, que deveria estar sempre comprometida com a ética, a verdade, a justiça e a justeza de suas informações.
Aos Srs. Arnaldo Ribeiro e Flávio Gomes não concedo o direito de colocar qualquer mácula à história de 110 anos do Grêmio e de sua torcida, nem aos mais de 50 anos em que venho atuando em diversas áreas do desporto nacional. Manifestações preconceituosas, levianas e ofensivas como estas afrontam decisivamente o discurso de paz e civilidade que todos nós, amantes do futebol, repetimos e sonhamos incessantemente.
O Grêmio analisará, no tempo devido, as providências cabíveis visando preservar os interesse do clube e de sua apaixonada torcida. Por ora, apenas lamento que os mesmos olhos que viram equivocadamente favorecimento ao Grêmio, não tenham também visto erros que nos sonegaram, inclusive, um gol legal no início do segundo tempo da partida, numa prova definitiva da falta de isonomia e imparcialidade.
Fábio André Koff
Presidente





































































































































