São Paulo, SP, 4 (AFI) – Na última semana do mês de maio, o Sindicato dos Treinadores Profissionais de Futebol do Estado de São Paulo, presidido por Wladimir Rodrigues dos Santos, realizou o 45º Curso para Treinador de Futebol, turma José de Souza Teixeira.
A coordenação do curso coube a José Nogueira Júnior, Bebeto Stival e Emílio Miranda.
Estiveram presentes ao longo das aulas os dirigentes do Sindicato como o vice-presidente Emílio Miranda, Ivan Manoel de Oliveira (Badeco), Assadur Chadalakian, Oscar Amaro, Cleverson Rocha, José Nogueira Júnior, Bebeto Stivel e a Indiamara, a primeira mulher a fazer parte do Sindicato dos Treinadores.
Wladimir satisfeito com a participação e qualificação de ex-jogadores
O ex-presidente do Sindicato, José de Souza Teixeira, homenageado com o nome da Turma do Curso, esteve na abertura e encerramento do evento e também dirigiu importantes palavras aos alunos.
INÍCIO NA FEDERAÇÃO
O evento começou na segunda-feira à noite, no auditório da Federação Paulista de Futebol, depois prosseguiu com aulas teóricas e práticas no auditório e campo de futebol, respectivamente, do CEPEUSP, na Cidade Universitária e o encerramento se deu no auditório do Novotel Center Norte.
O evento, com duração de cinco dias, começou com uma palestra do treinador da Seleção Sub-17, CAIO ZANARDI e depois prosseguiu ao longo da semana com trabalhos na terça, quarta e quinta-feiras, em dois períodos, e encerramento na sexta-feira no Novotel Center Norte.
Nesse curso estiveram presentes 90 alunos, sendo que um terço era formado por ex-jogadores de futebol. No grupo estavam ainda um ex-atleta da argentina e outro de Moçambique.
Nesta turma havia ainda uma mulher a ex-jogadora de futebol de campo e futsal Melissa que defendeu várias equipes do Brasil, da Espanha e da Itália, bem como da Seleção Brasileira.
EX-JOGADORES EM PESO
Notavam-se nas aulas ex-atletas como: Paulo César, lateral que jogou no Brasil e exterior defendendo a Seleção Brasileira, Fluminense, Santos, Paris Saint Germain, entre outros.
Jamelli se aperfeiçoa como técnico, após já exercer outras funções no futebol
Participaram também: Vítor, ex-lateral do Palmeiras; Fabinho, ex-Corinthians; Alex Alves, ex-Juventus, Cruzeiro, Botafogo do Rio; Jamelli, ex-São Paulo, Santos, Seleção Brasileira; Luciano Moraes, ex-Vasco; Tales, ex-Goiás; Pulão, ex-São Paulo; Júlio Santos, ex-Vasco; Douglas, ex-Penapolene; André Veras, ex- São Bernardo; Nivaldo Anardoni, ex-Atlético Paranaense; Cossa, ex-goleiro do Juventus; Júlio Area, Nacional, ex-liga Equatoriana, entre outros.
Na palestra de abertura Caio Zanardi falou da sua atuação à frente da Seleção Brasileira Sub-17, desde a peparação na cidade de Itu, em São Paulo, até o Campeonato Sul-Americano em que o Brasil conquistou o título. Dissecou, jogo jogo, como a equipe brasileira se apresentou taticamente, diante dos seus adverários.
Explicou como foram os torneios e jogos amistosos que a equipe realizou sob o seu comando.
E depois deixou uma mensagem.
“No trabalho o treinador deve ter PERSISTÊNCIA, fazer muitos ESTUDOS, ter sempre a FAMÍLIA junto de si, é preciso ter uma VISÃO GLOBAL de tudo o que está a sua volta e ter condições de GERIR PESSOAS”.
SISTEMAS TÉCNICO E TÁTICO
Os professores Bebeto Stival e Leandro Mehlich fizerm exposições sobre sistemas técnico e tático. Como elaborar um ataque. Como realizar treinos e decidir o momento correto para atacar. Quando atacar utilizando os zagueiros sem se expor.
Na frente os atacantes precisam ser rápidos, precisam estar aptos a decidir as jogadas com calma, frieza e rapidez. Já na defesa, se não há espaço, as jogadas com os zagueiros podem trocar passes de maneira mais lenta.
Eles falaram sobre como os jogadore devem trabalhar para decidir o momento da finalização. O time deve ser uno, todos precisam participar o tempo todo. Quando a equipe perder a bola todos têm que pressionar para reavê-la.
Fizeram a explanação no auditório, quando acentuaram que ninguém poderia ter preguiça de trabalhar. Trabalhar os fundamentos, o posicionamento, a coordenação dos movimentos, e a ensinar os garotos, desde cedo a ter uma visão ampla do jogo para que tenham mais facilidade no momento de efetuarem as jogadas.
Acentuaram que a orientação aos garotos precisa ser contante, contínua. Depois, com a participação dos jogadores Sub-17 da Portuguesa da Vila Mariana, realizaram a parte prática no gramado do CEPEUSP.
MÉTODO SISTÊMICO
No período da tarde o professor Agnaldo Vignati falou sobre o “Método Sistêmico”. Explicou sobre a importância da técnica para este método, aumento da velocidade, transições com mais velocidade, evolução dos esquemas táticos, semelhança de princípios de jogo.
Depois reprisou alguns vídeos. Depois houve a participação do professor Gustavo Jorge que falou sobre a fisiologia do futebol. Explicou qual o papel da fisiologia no elenco principal e nas categorias de base. A detecção de talentos e a metodologia de treinos. Falou sobre o trabalho neuromuscular, o trabalho de equilíbrio e a ativação muscular. Discorreu sobre a avaliação da capacidade Anaeróbia: capacidade de força, avaliação de salto, padrão de movimento.
Não esqueceu de mencionar a biomecânica aplicada ao futebol: deslocamento, corrida, mudanças de direção, caminhadas, saltos, chutes, dribles, passes, domínio…
Na parte prática, ele que é contratado do Santos trouxe o preparador físico, também do Peixe, Marcelo Garrafoli. Para demonstrar, na prática, o que explicou, utilizou os jogadores sub-17 da Portuguesa da Vila Mariana.
No período da tarde o ex-jogador Orlando Ribeiro de Oliveira, atual treinador do Sub-17 do São Paulo falou sobre táticas e inovações, além de transição e tática ofensiva. Incentivou os alunos a iniciarem o trabalho em escolinha, com garotos, pois nesse instante aprende-se muito.
Esclareceu que se no local em que se está atuando não há boas condições de trabalho, se esforcem, usem a imaginação. Explicou que o São Paulo, onde trabalha, é um clube diferenciado. Ele tem ótimas condições de trabalho. Disse que o aquecimento com os meninos deve ser de 5 minutos. Um aquecimento com movimentação livre.
Faça do treinamento técnico um instante para apurar e perfeiçoar a capacidade técnica de cada garoto como: o domínio, o passe, a conução de bola, as finalizações, o drible, o cabeceio.
E há o trabalho para melhorar os lançamentos, os cruzamentos, o tempo de bola, os chutes de curta distância. E nos treinos chamar, sempre atenção do setor que não está com a bola. Para que todos os atletas fiquem atentos ao jogo o tempo todo e tomar muito cuidado com os contra-ataques.
E o treinador Fernando Diniz, uma das revelações como técnico de futebol, também esteve falando no Curso para Treinadores. Reverenciado por muitos como um treinador ousado, que gosta de jogar para a frente, buscando o ataque com seguidos toques de bola.
Explicou que uma equipe de futebol tem que ser organizada. E para isso precisa de tempo para implantar um sistema de jogo. Ponderou que exige que os jogadores que fazem parte da sua equipe sejam disciplinados taticamente, que obedeçam as ordens e que sejam corajosos, independentemente de qual seja o placar.
Recomendou que é preciso trabalhar muito, treinar intensamente, aprimorando o passe e valorizando com eficiência a posse de bola. Salientou que o treinador precisa passar confiança. Precisa explicar, de maneira fácil, o que deseja que cada atleta realize dentro do sistma tático.