Com pinta de candidato, Beto Zini diz que pode ajudar Bugre
“Até o momento esse não é meu pensamento. Tenho feito estudos de como posso ajudar o Guarani, mas no momento não sou candidato à presidência”, despistou o ex-dirigente, que hoje atua no ramo imobiliário. “Mas se arrumar algum investidor posso voltar ao clube”, completou.
Campinas, SP, 17 (AFI) – A cada dia que se passa, a dúvida do torcedor bugrino aumenta: qual será futuro do Guarani? As eleições estão marcadas para dezembro, mas até lá dúvida deve persistir. Para os saudosistas, porém, uma “luz no fim do túnel” surgiu na noite desta segunda-feira. Embora não tenha confirmado, o ex-presidente do clube Beto Zini (foto) praticamente se colocou como um dos possíveis concorrentes de Leonel Martins de Oliveira, em entrevista à Rádio Central de Campinas.
Apesar da declaração, Zini se mostrou bastante motivado e, por muitas vezes, deixou claro que se ele assumir a direção bugrina a história será diferente.”Meu negócio é procurar jogadores como o (Alexandre) Pato, do Internacional, e não Macaé, Gil… Eles que me desculpem, mas o Guarani tem tradição e tem de honrar a sua força”, disparou.
Para se manter atualizado, após oito anos fora do futebol, o ex-presidente tem mantido contatos com pessoas influentes no mundo do futebol. “Conheço muita gente importante. Tenho conversado com gente importante no mercado financeiro e gente influente no futebol”, comentou. “Pessoas como (os empresários) Juan Figger e Eduardo Durán poderão ajudar o clube. O Durán, por exemplo, trabalha com vários jogadores do Flamengo”, endossou.
Cid Ferreira
“O Cid Ferreira é uma pessoa por quem eu tenho um grande respeito. Mas nós não nos falamos há alguns anos, portanto, é impossível a gente ter elaborado uma candidatura assim”, argumentou.
Antes de definir se vai ser candidato a presidência ou não, Zini garantiu uma coisa: por enquanto não está elaborando uma candidatura conjunta com o vereador de Campinas Cid Ferreira (PMDB).
Críticas e mais críticas
“Nós tínhamos uma dívida absolutamente administrável e que o Refis (Programa de Recuperação Fiscal) cobriria. Hoje não sabemos de nada. Não sabemos nem qual é o valor da dívida”, criticou. “Isso dói para um bugrino como eu”, continuou.
Na entrevista à Rádio Central, o dirigente não poupou críticas as administrações de José Luís Lourencetti e Leonel Martins. Segundo ele, quando deixou o a presidência do Guarani em 1999 a dívida tributária girava em torno de 8 milhões e o clube tinha apenas entre 4 e 5 processos trabalhistas.
De acordo com especulações, o Guarani possui mais de 200 ações trabalhistas, sendo que algumas já estão em execução. Dessa forma, o clube campineiro teria uma dívida trabalhista de quase R$ 50 milhões, sem somar a dívida tributária que será coberta com a Timemania a longo prazo.”Na minha época não havia atraso de salário dos funcionários. Os jogadores chegaram a ficar dois meses sem receber, mas com a venda do Robson Ponte (atacante vendido ao Bayer Leverkusen da Alemanha) quitamos tudo e ainda diminuimos as dívidas”, lembrou.
Outro ponto citado por Zini, é a espécie de “ditadura” formada nas últimas duas admnistrações. Ele afirmou que atualmente está proibido de entrar no clube pela diretoria composta por Leonel Martins de Oliveira. “Além disso, quando Lourencetti assumiu eu me propus a auxiliá-lo por conta da minha experiência. Mas minha ajuda foi recusada. E deu no que deu”, falou.
Venda do Brinco
“Muita gente me procurou quando essa notícia foi divulgada e disse ‘pelo amor de Deus, não deixe que isso aconteça’. Mas do ponto de vista imobiliário temos que admitir que seria um grande negócio”, afirmou. “Sou bugrino. Vi a construção do Brinco. Sei que o estádio tem uma história. Mas ele já está ultrapassado e ganharíamos um estádio moderno”, concluiu. Sobre a venda do Estádio Brinco de Ouro, Beto Zini, que tem experiência no ramo imobiliário, disse que seria algo interessante se houver uma grande proposta. Segundo informações, um grupo formado por três bancos estaria disposto a pagar R$ 30 milhões em dinheiro, mais um estádio moderno em Barão Geraldo, um centro de treinamento com seis campos e uma nova sede para o clube social.





































































































































