Com novas regras da Série B, seria temerário a Ponte apostar em Fábio Moreno
Clubes só poderão trocar treinadores uma vez
Com novas regras da Série B, seria temerário a Ponte apostar em Fábio Moreno
Também para a Série B do Campeonato Brasileiro, o Conselho Técnico definiu apenas uma troca de treinadores na hipótese de que sejam demitidos.
Eta decisão perigosa tomada pelos clubes e avalizada pela CBF!
A cultura do futebol brasileiro é diferente de outros países. Quando o clube vai mal, peso maior da culpa recai sobre o treinador. É aí que se intensificam pressões de torcedores.
E todos sabem como pressionam, até que a cartolada não aguenta o ‘tranco’ e opta por mudança.
Enfim, já que a proposta de dois treinadores por equipe no Brasileiro está embutida no regulamento, é prudente que os dirigentes de Campinas avaliem criteriosamente se vale a pena apostar nos seus respectivos comandantes.
Allan Aal, do Guarani, tem mais rodagem de que Fábio Moreno, da Ponte Preta, na função de treinador.
Aal está vacinado às críticas e pressões externas, assim como vivenciou mais experiências para tomadas de decisões em grupos heterogêneos.
FÁBIO MORENO
Dirigentes da Ponte Preta têm pouco menos de dois meses para avaliação do trabalho de Moreno, após fixá-lo como treinador para o Paulistão.
Sim, a vida é feita de oportunidades, dirão.
Igualmente quem não as têm fica privado de mostrar o real valor, seria o outro argumento.
Só que agora estamos diante de novo cenário. Logo, é preciso saber aquilo que os dirigentes pontepretanos almejam pra valer nesta Série B.
Permanência sem flertar com risco de rebaixamento?
Sonham na briga pelo acesso ao Brasileirão?
CONCORRÊNCIA
Lembrem-se que com o rebaixamento de clubes tradicionais como Botafogo (RJ), Vasco, Coritiba e Goiás na edição 2020, agora o buraco é mais embaixo.
E não esqueçam que o Cruzeiro vem galopando, para retomada de seu espaço na elite.
E daí: a Ponte vai ter ‘bala na agulha’ pra reforçar o elenco e se rotular como protagonista?
Claro que não.
Então, meu caro, pra tirar ‘leite de pedra’ de um time limitado, convenhamos que isso não é façanha para o treinador Fábio Moreno, novato na função.
Calma, não se está propondo que seja demitido. Poderia voltar à função de auxiliar-técnico, e aí o clube poderia apostar num treinador rodado e capaz de extrair o limite da equipe no plano individual e coletivo.
SUBSTITUIÇÕES
Moreno tem mostrado discernimento no trabalho pré-jogo, mas quando a bola rola ainda não domina as variantes, por vezes só enxergadas por profissional rodado na função.
Na maioria das vezes demora pra fazer substituições, e nem sempre acompanha as esperadas mexidas no ‘tabuleiro’.
A Ponte sofreu sufoco desnecessário diante do modestíssimo Botafogo, em Ribeirão Preto, durante o segundo tempo, porque Moreno deixou de fazer o óbvio.
Em desvantagem no placar, o adversário se atirou ao ataque e, em consequência, coube à Ponte Preta o contra-ataque.
Ora, o natural, naquela circunstância, seria Moreno sacar um dos atacantes e reforçar o meio de campo com jogador de contenção.
Esse bê-a-bá seria feito por qualquer treinador rodado, num claro indício de que Moreno ainda não está pronto para um grande desafio.
Lógico que todos têm direito a evolução, e nem se descarta que isso possa ocorrer até rapidamente com Moreno.
Todavia, entre o certo e o duvidoso, que os senhores dirigentes congelem a aposta e recorram a um profissional capaz de fazer muito com pouco na competição nacional.
Isso se tiverem ambição.





































































































































