Com histórias ricas no futebol paulista, Ferroviária e Juventus decidem A2 RIVALO

Locomotiva e Moleque Travesso carregam mais do que campanhas marcantes dentro de campo. Representam cidades, bairros e comunidades que ajudaram a construir a identidade do futebol

A segunda partida da final será nesta quarta-feira (13), às 19h15, na Arena Fonte Luminosa, em Araraquara

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Juventus e Ferroviária ficaram no 0 a 0 na ida - Foto: Reprodução

Araraquara, SP, 12 (AFI) – A final do Paulistão A2 RIVALO 2026 reúne dois dos clubes mais tradicionais e históricos do futebol paulista. Ferroviária e Juventus carregam mais do que campanhas marcantes dentro de campo. Representam cidades, bairros e comunidades que ajudaram a construir a identidade do futebol no interior e na capital paulista ao longo das últimas décadas.

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De um lado, a Ferroviária simboliza a força esportiva de Araraquara e do interior do Estado. Do outro, o Juventus mantém viva a tradição operária e italiana da Mooca, um dos bairros mais históricos da capital paulista. Unidos também pela cor grená, os dois clubes construíram trajetórias marcadas por títulos, revelação de jogadores, grandes campanhas e forte ligação popular com suas torcidas, transformando a decisão da Série A2 em um encontro histórico do futebol paulista.

FORÇA GRENÁ DO INTERIOR

Fundada em 1950 por funcionários da Estrada de Ferro Araraquara, a Ferroviária nasceu após reunião liderada por Antonio Tavares Pereira Lima, que definiu detalhes importantes do novo clube, como a cor grená e até o início da construção da Fonte Luminosa. O crescimento da equipe foi rápido e, logo no quinto ano de existência, a Locomotiva conquistou o acesso à elite do futebol paulista, onde permaneceu até 1965.

O retorno à primeira divisão em 1967 marcou uma das fases mais importantes da história grená. A Ferroviária conquistou por três temporadas seguidas o título de Campeão do Interior, em 1967, 1968 e 1969, tornando-se uma das forças do interior paulista. Em 1972, o clube ainda recebeu a Taça dos Invictos da Gazeta Esportiva. Já em 1985, a equipe fez grande campanha no Paulistão e chegou até a semifinal, sendo eliminada pela Portuguesa.

Após décadas na elite, o clube enfrentou dificuldades nos anos 1990. Em 1996, veio o primeiro rebaixamento em quase 30 anos e, em 2001, a Ferroviária já disputava o equivalente à quarta divisão estadual. A reconstrução começou em 2003, quando o clube se transformou em empresa com apoio da Prefeitura de Araraquara, iniciando um novo projeto administrativo e esportivo.

Os resultados da reorganização apareceram nos anos seguintes. Em 2006, a Ferroviária conquistou a Copa Federação Paulista e voltou ao cenário nacional com vaga na Copa do Brasil. Depois de temporadas alternando entre Série A2 e A3, a Locomotiva retornou definitivamente à elite em 2015 com o título da Série A2. Nos anos seguintes, ainda conquistou a Copa Paulista de 2017 e voltou a se firmar entre os principais clubes do interior paulista, chegando agora à final da Série A2 de 2026 diante do Juventus.

TRADIÇÃO ITALIANA NA MOOCA

Fundado em 20 de abril de 1924 por operários do bairro da Mooca, o Juventus é um dos fundadores da Federação Paulista de Futebol. O Moleque Travesso nasceu inicialmente com o nome de Extra São Paulo e utilizava as cores preta, branca e vermelha. Em 1925, após receber apoio financeiro e um terreno para construção do estádio, o clube passou a se chamar Cotonifício Rodolfo Crespi Futebol Clube. Poucos anos depois, em 1929, conquistou seu primeiro título ao vencer a Liga Amadora de Foot-Ball, competição equivalente à atual segunda divisão paulista.

Em 1930, o clube ganhou definitivamente o nome Juventus, inspirado na equipe italiana de Turim, enquanto a camisa grená foi adotada em homenagem à Fiorentina. Na mesma temporada, surgiu o apelido “Moleque Travesso”, criado pelo jornalista Thomaz Mazzoni após vitória histórica por 2 a 1 sobre o Corinthians no Campeonato Paulista. Dois anos depois, em 1932, o Juventus alcançou uma das maiores campanhas de sua história ao terminar o Paulistão na terceira colocação, atrás apenas de Palestra Itália e São Paulo.

O Juventus também ficou marcado por revelar grandes nomes do futebol brasileiro. Pelo clube passaram jogadores como Julinho Botelho, Hércules, Lima e Félix, campeões e participantes de Copas do Mundo pela Seleção Brasileira. O clube ainda teve a passagem do argentino César Luis Menotti antes de se tornar técnico campeão mundial pela Argentina, além de revelar Tiago Motta, que posteriormente atuou no futebol europeu e no Barcelona.

Depois de décadas tradicionais no futebol paulista, o maior título da história juventina veio em 1983, com a conquista da Série B do Campeonato Brasileiro. Em 1985, o clube também venceu a Copa São Paulo de Futebol Júnior. Já em 2005, o Moleque Travesso conquistou o título da Série A2 e voltou à elite paulista. Após anos alternando acessos e rebaixamentos entre A2 e A3, o Juventus voltou a se consolidar na segunda divisão estadual e agora disputa a final da Série A2 de 2026 diante da Ferroviária, tentando conquistar mais um título histórico para a Mooca.

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SELEÇÃO DOS ATLETAS

Enquanto a Federação Paulista de Futebol organiza os jogos finais do Paulistão A2 Rivalo, o Sindicato dos Atletas do Estado de São Paulo trabalha para a Cerimônia de Premiação da Seleção dos Atletas. O evento vai acontecer em Campinas, no dia 14 de maio (quinta-feira) e também vai premiar o Paulistão A4 Rivalo que teve o Penapolense campeão e a Inter de Bebedouro, vice-campeã.

A iniciativa do Sindicato dos Atletas virou tradição nos últimos anos premiando os ‘Melhores Jogadores” da temporada. E com a particularidade da Seleção dos Atletas ser indicada pelos próprios jogadores ao longo de todas as rodadas.

A promoção é do Sindicato dos Atletas, da Federação Paulista de Futebol, do Portal Futebol Interior e do Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Sócio-Esportivo (Ibradespor).

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