Com Dorival, São Paulo varia formações e tem mais versatilidade defensiva
O Tricolor sofreu 35 gols em 31 rodadas e utilizou 18 defensores diferentes ao longo da competição
Ao todo, 18 jogadores diferentes foram utilizados entre zagueiros e laterais. Além disso, a equipe passou por Crespo, Roger Machado e Dorival
São Paulo, SP, 20 (AFI) – Mesmo com mudanças frequentes na escalação e três treinadores efetivos ao longo do Campeonato Brasileiro, o São Paulo mantém uma das defesas mais eficientes da competição. Com 35 gols sofridos em 31 partidas, o Tricolor divide com o Atlético-MG a terceira posição do ranking defensivo, atrás apenas de Palmeiras e Flamengo.
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O Palmeiras sofreu 22 gols, enquanto o Flamengo foi vazado 25 vezes. O desempenho defensivo do São Paulo contrasta com a campanha na classificação geral: a equipe ocupa a nona colocação, enquanto o Atlético-MG aparece em sexto lugar, apesar de ter o mesmo número de gols sofridos.
A estabilidade dos números chama a atenção diante da rotatividade no setor. Ao todo, 18 jogadores diferentes foram utilizados entre zagueiros e laterais. Além disso, a equipe passou pelas mãos de Hernán Crespo, Roger Machado e Dorival Júnior, além de ter sido comandada interinamente por Milton Cruz em uma partida.
OS ZAGUEIROS
Entre os zagueiros, oito atletas entraram em campo durante o Brasileirão. Ferraresi, Dória e Alan Franco já não fazem parte do elenco. Tolói, Sabino, Arboleda, Osorio e Domingos Duarte seguem no clube, mas o defensor português não voltará a atuar em 2026 após sofrer uma ruptura do ligamento cruzado anterior (LCA) do joelho direito, em setembro.
Isac, das categorias de base, chegou a ser relacionado, mas não entrou em campo e, por isso, não integra a contagem dos jogadores efetivamente utilizados.
Nas laterais, dez atletas tiveram oportunidades, de um total de 11 relacionados. Enzo, Maik, Cédric e Moreira deixaram de estar à disposição da equipe. Moreira chegou a ficar no banco de reservas, mas não foi utilizado. Felisberto, Buta, Lucas Ramon, Pedro Lima, Wendell, Nicolas e Iago também atuaram nas posições.
A rotatividade chegou até ao gol. Rafael, titular da equipe, desfalcou o São Paulo em três partidas, abrindo espaço para Carlos Coronel.
EFEITO DORIVAL
As alterações também ocorreram na organização tática. Durante suas passagens pelo clube, Crespo e Roger Machado priorizaram uma linha defensiva com quatro jogadores. Dorival Júnior, por sua vez, passou a utilizar uma formação com três zagueiros, no esquema 3-5-2.
Na vitória sobre o Vasco, pela rodada mais recente, o São Paulo entrou em campo com Arboleda, Tolói e Newton, volante improvisado na zaga.
Os números defensivos também variaram de acordo com o treinador. Crespo registrou a melhor média, com dois gols sofridos em quatro partidas, equivalente a 0,5 por jogo. Dorival Júnior aparece na sequência, com 17 gols sofridos em 15 confrontos, média de 1,13. Roger Machado teve 14 gols sofridos em 11 jogos, média de 1,27. Na única partida sob o comando interino de Milton Cruz, a equipe também sofreu dois gols.
Apesar das mudanças de peças e de sistema, o São Paulo conseguiu manter a defesa entre as três melhores do campeonato. O desafio na reta final será aliar essa consistência a resultados que permitam melhorar a posição na tabela.
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PRÓXIMO COMPROMISSO
O Tricolor volta a campo no sábado (24), quando enfrenta o Mirassol, às 16h30, no estádio Maião, pela 32ª rodada do Campeonato Brasileiro.





































































































































