Com currículo recheado de conquistas recentes, Nei Pandolfo mira realocação no mercado
Dirigente teve no Santos, à epoca com Neymar, o ponto alto de sua trajetória fora das quatro linhas
Dirigente teve no Santos, à epoca com Neymar, o ponto alto de sua trajetória fora das quatro linhas
Campinas, SP, 20 (AFI) – Velho conhecido do futebol e com trâmite invejável entre clubes e cartolas, Nei Pandolfo aproveita o tempo livre para se aperfeiçoar profissionalmente, enquanto aguarda propostas para retornar ao mercado.
O dirigente, com curso recente na CBF, concedeu entrevista ao Portal Futebol Interior para analisar as movimentações recentes no país entre clube-jogador e deu dicas para um gestor de futebol ter sucesso no Brasil.
1. Você acredito que os trabalhos recentes e os títulos de expressão o credenciam a voltar mais rapidamente?
Nei Pandolfo: “É claro que os resultados recentes têm muita repercussão e me credenciam para retornar ao mercado. Entretanto, o momento exige calma e observação para enxergar como os clubes vão estar na parada da Copa América. No meio do ano, os times devem se ajustar para a sequência das respectivas competições e deve haver movimentação com contratações em todas os segmentos, tais como gestores, treinadores e atletas”
2. Como você tem enxergado o mercado nacional?
Nei Pandolfo: “Na área de gestão, há poucas movimentações. Por enquanto, estamos tendo muitas mudanças nas áreas técnicas e de atletas”
3. Quais são as principais características para um gestor ter sucesso país?
Nei Pandolfo: “Todas as experiências são importantes. O fato de eu ter sido atleta profissional e conhecer bem o vestiário e a beirada do campo ajuda muito. Porém, precisa estar aliado ao conhecimento administrativo, gestão de pessoas, marketing e à ciência das diferentes áreas que hoje envolvem o futebol”
4. Quais aprendizados você traz desde os tempos de Santos, quando iniciou como gestor?
Nei Pandolfo: “Toda a experiência do ex-atleta é válida. Eu ainda tive o privilegio de trabalhar com grandes treinadores e de ter sido capitão de todas as equipes que passei. Eu já desenvolvia esse relacionamento com as comissões técnicas e liderança com os jogadores. Tudo isso me ajudou muito no período em que trabalhei no Santos. Os resultados falam por si só: bicampeão paulista, campeão da Libertadores e da Recopa Sul-Americana comprovam o trabalho realizado. Porém, fui em busca de qualificação, fazendo o curso de Gestão, Marketing, Direito Desportivo, Licença CBF e Coaching”
5. Como é construir um elenco competitivo com poder de investimento reduzido no Brasil?
Nei Pandolfo: “Relacionamento no mercado com os clubes, com os representantes de atletas e, principalmente, com o conhecimento dos atletas, aliado à equipe de análise de desempenho, buscando todos os detalhes de cada possível reforço. É fundamental que, dentro e fora de campo, haja alinhamento com a comissão técnica e a diretoria, para ajustarmos ao perfil da equipe, além das características próprias do clube, tanto no financeiro como técnico. Trata-se de um trabalho difícil alinhar todos estes fatores, mas pode ajudar muito no resultado final, diminuindo a margem de erro nas contratações”.
HISTÓRICO
O profissional de 57 anos, formado em Educação Física, enquanto jogador, em 1985, tem a seu favor enorme experiência no ramo.
“Trabalhei a vida inteira no futebol. O meu pai foi jogador profissional, então convivo com isso há praticamente 40 anos. Fui capitão em todas equipes que joguei, tive a felicidade de chegar em várias finais, inclusive por Guarani e Bragantino”, revelou.
“Tenho carreira longa e com grande influência de ótimos treinadores, como Carlos Alberto Silva, Vanderlei Luxemburgo, Cilinho e Carlos Alberto Parreira. É uma escola muita boa que nos direciona à área de gestor também”, emendou Pandolfo.
NAS QUATRO LINHAS
Enquanto profissional da bola, Nei Pandolfo vestiu as cores de tradicionais clubes de São Paulo, tais como Santos, Guarani, presente no vice-campeonato brasileiro de 1986 e 1987, Bragantino – com dois títulos estaduais e um nacional -, Comercial e Coritiba.
FORA DE CAMPO
O ribeirão-pretano é nacionalmente conhecimento pelos grandes trabalhos feitos como gestor, responsável pela montagem de elencos.
O ponto alto de sua trajetória como dirigente foi no Santos. Ele foi contratado no início da ‘Era Neymar’, em 2010, e teve a missão de construir o plantel que, meses depois, conquistaria a Copa Libertadores da América após quase meio século – no Peixe, sagrou-se bicampeão paulista e vencedor da Recopa Sul-Americana.
Nei também se aventurou em terras nordestinas. No Sport, entre 2014 e 2015, levou a Copa do Nordeste e o Campeonato Pernambucano, além de participações na Série A do Brasileiro. No ano seguinte, levou o Bahia à elite do futebol nacional, com acesso na última rodada.
Em 2017, trabalhou no Guarani até o meio do ano, período em que brigou pelas primeiras colocações da Série B. No ano passado, chegou ao Criciúma, que estava vivendo um momento de instabilidade e livrou o time catarinense do rebaixamento.





































































































































