Com Cristiano Ronaldo, Portal FI apresenta a Seleção dos Pernas de Pau da Copa 2014

Como não poderia ser diferente, a decepção brasileira ditou a escalação dos pernas de pau

Como não poderia ser diferente, a decepção brasileira ditou a escalação dos pernas de pau

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Campinas, SP, 13 (AFI) – A Copa do Mundo, não importa a sede, sempre tem um desfile de craques pelos gramados. No Mundial 2014 não foi diferente. Mas ainda assim, para tristeza dos torcedores, há sempre espaço para os pernas de pau, os perebas do torneio mais importante do planeta. O Portal Futebol Interior consultou seus jornalistas e colaboradores para eleger os 11 piores da Copa do Mundo no Brasil, além é claro, do treinador decepção.

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A decepção brasileira ditou a escalação dos pernas de pau. A Seleção Brasileira contou com quatro perebas, já incluindo o técnico Luiz Felipe Scolari. Apesar da campanha da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e das sandices de Felipão e Carlos Alberto Parreira, a goleada, por 7 a 1, não será esquecida tão cedo. E a eliminação nas semifinais não será “apenas” uma derrota como querem os membros da CBF.

Mas não foi só o Brasil que decepcionou. A Espanha, que defendia o título mundial, pisou na bola. Os espanhóis foram eliminados na primeira fase e três jogadores ficaram marcados. O atacante Diego Costa foi um deles. Assim como Cristiano Ronaldo, escolhido melhor do mundo, mas que decepcionou na Copa. É verdade que a Seleção de Portugal não tinha potencial e que ele chegou baleado, mas ainda assim se esperava mais de CR7.

Bom… Chega de papo e vamos aos 11 jogadores escolhidos pelos jornalistas do Portal Futebol Interior e seus colaboradores. O Portal FI acompanhou in loco o Mundial 2014 com cobertura total de treinamentos e jogos.

Confira a seleção de pernas de pau da Copa do Mundo 2014:

Goleiro: Casillas (Espanha)

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A participação de Casillas serviu para duas coisas. A primeira delas foi provar que o técnico José Mourinho estava certo ao barrá-lo na temporada no Real Madrid. Sua atuação contra a Holanda foi desastrosa, com direito a um erro patético em saída de bola, que resultou em um gol de Van Persie. Participação sofrível, assim como de toda a Espanha. A segunda, esta sim positiva, foi a presença da namorada do goleirão, a repórter Sara Carbonero, que encantou os brasileiros, pelo menos, por alguns dias.

Lateral-direito: Daniel Alves (Brasil)
Como de costume, Daniel Alves ficou aquém do esperado com a camisa da Seleção Brasileira. O jogador era nome certo na equipe titular do técnico Luiz Felipe Scolari desde a conquista da Copa das Confederações, devido o seu bom desempenho quando atua pelo Barcelona. Nos últimos tempos, porém, vem caindo de produção, está prestes a deixar o time de catalão e para completar fez papelão na Copa do Mundo no Brasil. O lateral não esteve presente na vexatória derrota do Brasil, por 7 a 1, contra a Alemanha, mas pouco fez no Mundial. Começou entre os 11, mas foi substituído por Maicon desde às oitavas de final.

Zagueiro: Pepe (Portugal)
Brasileiro naturalizado português, Pepe teve atuação desastrosa na Copa do Mundo. Seria melhor que o jogador não tivesse voltado às terras tupiniquins. Logo na estreia, teve participação efetiva na goleada sofrida pela seleção portuguesa diante da Alemanha por 4 a 0, ao ser expulso. Voltou na terceira partida, mas pouco fez, assim como todos integrantes de Portugal, incluindo Cristiano Ronaldo. Sua passagem ao Brasil, serviu para distribuir autógrafos quando passou por Campinas.

Zagueiro: Lugano (Uruguai)

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Mesmo sem clube para a próxima temporada, Diego Lugano chegou à Copa para ser um dos líderes da seleção uruguaia, mas ficou na promessa. Dentro e fora de campo, Diego Lugano mostrou o porquê de ser escalado nessa seleção de pernas de pau. Atuou apenas na derrota para a Costa Rica e nos outros jogos desfalcou a seleção da Celeste por uma lesão no joelho esquerdo. Ele soma um cartão amarelo e foi o único uruguaio que afirma não ter visto a mordida de Suárez.

Lateral-esquerdo: Jordi Alba (Espanha)
A reflexo de sua seleção, Alba decepcionou e muito durante a sua participação na Copa do Mundo. Seu rendimento neste Mundial está a anos-luz do que ofereceu na Euro de 2012. Tomando muitas bolas nas costas, não apoiando o ataque , e muito longe de estar no seu condicionamento físico ideal, o lateral foi uma das maiores decepções da Fúria.

Volante: Paulinho (Brasil)
Depois da conquista da Libertadores com o Corinthians, Paulinho chegou ao Tottenham como titular da camisa 8 e quase uma unanimidade na seleção. Após uma lesão no tornozelo, o marcador caiu de produção e foi parar na reserva do time inglês, mas ainda assim Felipão o manteve entre os convocados. Na Copa do Mundo, Paulinho esteve muito abaixo, não conseguiu proteger a zaga, esteve muito lento e pouco ajudou no primeiro passe – característica sempre elogiada no volante. Apesar de um dos maiores motivadores do Brasil, Paulinho perdeu a vaga para Fernandinho no jogo contra Camarões, onde o reserva entrou e ainda fez gol.

Volante: Yaya Touré (Costa do Marfim)
Titular do campeão da Premier League, Yayá Touré chegou à Copa, juntamente com Didier Drogba, com a missão de levar a seleção marfinense nas costas. Mesmo em um grupo considerado fácil, a Costa do Marfim não passou da primeira fase e muito se deve a esse jogador. Abaixo do esperado, o volante pecou por estar sempre muito sumido no jogo. Pouco participativo, Touré viu a Grécia virar nos minutos finais e comemorar a vaga para as oitavas de final.

Meia: Cristiano Ronaldo (Portugal)
O craque português veio ao Brasil sob a expectativa de confirmar porque foi eleito o melhor jogador do mundo pela Fifa, desbancando Messi. A decepção, porém, foi inevitável. Principal estrela da seleção de Portugal, Cristiano Ronaldo caiu na primeira fase. Longe da forma física ideal, o craque português teve lampejos do seu bom futebol, quando deu assistência para Varela empatar o jogo diante dos Estados Unidos, por 2 a 2 e ao anotar seu único gol na Copa do Mundo, na vitória contra Gana, por 2 a 1.

Atacante: Fred (Brasil)

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Depois de fazer uma grande Copa das Confederações, onde terminou empatado na artilharia com Torres, com cinco gols, o atacante Fred era apontado como o homem gol do Brasil na Copa do Mundo. A expectativa, no entanto, não se traduziu em realidade. Mal fisicamente e isolado no ataque, o camisa 9 foi presa fácil para as defesas adversárias. Seu único gol aconteceu na goleada sobre Camarões, por 4 a 1.

Atacante: Balotelli (Itália)
A Itália não passou da primeira fase e um dos grandes culpados por isso foi o atacante Balotelli. Polêmico fora dos campos, o jogador chegou como uma das esperanças da Azurra para chegar longe no Mundial, mas a única coisa que fez foi marcar um gol na estreia. O único fato positivo do atacante na Copa foi pedir a mão de Fanny Neguesha em casamento.

Atacante: Diego Costa (Espanha)
As vaias assolaram Diego Costa na Copa, mas isso não é desculpa. Apesar de machucado, o atacante que optou em defender a Espanha ao invés do Brasil antes do Mundial, se recuperou e foi titular nas duas primeiras partidas da Fúria, mas foi uma grande decepção. Contra Holanda e Chile não marcou um gol sequer. Na partida de despedida contra a Austrália, ficou no banco de reservas e não entrou em campo.

Técnico: Felipão (Brasil)
Campeão do mundo em 2002, Luiz Felipe Scolari achou que estava acima do tempo, a frente dos seus companheiros de profissão. Ao invés de evoluir, estudar e observar as novas tendências no futebol, preferiu estagnar, se contentar com o “poder” das palavras de auto ajuda. Felipão não montou um time, escolheu jogadores que encaixariam em sua famosa “família”.

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Felipão não treinou, não preparou a “família” para adversidades como suspensões e lesões. Esqueceu também de levar um substituto para Fred. Felipão caiu junto com seu ego e prepotência. E mesmo com a vexatória goleada, por 7 a 1, ele não abaixo a crista. Nem ele, nem sua comissão técnica e muito menos a CBF.

O gaúcho crê que fez tudo certo e que a eliminação, com direito a maior goleada sofrida na história do Brasil, foi obra do acaso, obra de seis minutos de apagão. Se Felipão, antes do Mundial 2014, era lembrado pelo título de 2002, agora, ele será marcado pela vergonhosa goleada de 7 a 1 – o maior desastre verde e amarelo em 100 anos.