Com clube ameaçado, presidente do Guarani descarta extinção do time: "Estamos suando sangue"
Com ameaça de cortes de luz, água e outras contas atrasadas, sede social deve fechar as portas
Com ameaça de cortes de luz, água e outras contas atrasadas, sede social deve fechar as portas
Campinas, SP, 24 (AFI) – Os problemas judiciais envolvendo a venda do Brinco de Ouro e a crise financeira podem fazer com que o Guarani abra mão de sua parte social para manter o time de futebol em atividade Em entrevista nesta quinta-feira, o presidente Horley Senna afirmou que o clube não tem condições de arcar com despesas do dia-dia e pode fechar as portas do clube na próxima sexta-feira.
“Estamos trabalhando em outras frentes para buscar recursos, até busca de empréstimos, o que vai contra o estatuto do clube. Sem dinheiro fica difícil fica manter as coisas periféricas ao futebol até a próxima sexta-feira”, afirmou o mandatário em entrevista à Rádio Bandeirantes de Campinas (AM 1170).

As dificuldades do Guarani são em manter contas do cotidiano em dia. Os funcionários do clube, alheios ao jogadores e comissão técnica, estão sem receber há três meses. Além disto, o Bugre não possui recursos para pagar as contas de luz, telefone, água e até alimentação das categorias de base.
“São as despesas mensais do cotidiano do Guarani. Tem categoria de base, funcionários e etc. É feio, é chato falar isso, mas é a realidade. No ano passado, quando assumimos, pagamos oito meses e o 13º de todos os funcionários e começamos o ano com uma situação calma para montar o time da Série A2. Não conseguimos o acesso, mas mantemos as coisas em ordem. A decisão recente da justiça de colocar os patrocinadores no passivo complicou tudo”, completou.
MAGNUM ENVOLVIDA NO PASSIVO
Durante o processo de leilão do Estádio Brinco de Ouro, a Justiça do Trabalho entendeu que os patrocinadores e, inclusive, a Magnum, parceira do clube, como responsáveis passivos, ou seja, eles também teriam que assumir parte da dívida do clube.
“A torneira fechou, não tem mais colaborador. Não tem mais recurso nenhum. Nossa diretoria é única, nos últimos anos, que conseguiu trazer até 1 patrocinadores. Mas a decisão os afastou e estamos suando sangue para deixar o Guarani com as portas abertas. Enquanto isto, as
contas do dia a dia estão se acumulando”, disse.
A expectativa por dias melhores é que o Ministério Público do Trabalho “destrave” o processo da venda do Estádio Brinco de Ouro, em Campinas. A negociação está parada desde que a juíza Ana Cláudia Torres Vianna teve seu afastamento pedido pelo MPT.





































































































































